Conhecendo Madison, a Capital de Wisconsin – Parte II – Passeios Gastronômicos

Uma das minhas partes prediletas quando monto o roteiro de qualquer viagem é selecionar meus passeios gastronômicos, afinal, comer bem pode ser uma das melhores experiências de qualquer viagem.

Não foi nada difícil encontrar opções ótimas em Madison, por alguns motivos. Primeiro, como já comentado no post anterior, Madison é uma cidade universitária, ou seja, um prato cheio para restaurantes e bares que gostam de inovar e criar sem medo da rejeição de comunidades mais, digamos, conservadoras (para não dizer antiquadas).

Começamos pelo Gates & Brovi, um restaurante-bar que serve um cardápio especial de hambúrguers e sanduíches, e que conta com uma carta de cervejas artesanais mais do que completa. Começamos pela entrada deliciosa de cheese curds (Wisconsin!!!). De acordo com minha amiga Quézia “o melhor hamburguer já experimentado na vida!” – ela disse que dirigiria 3 horas só para comer aquele hambúrguer e depois voltar para casa. Eu concordo, a comida é uma delícia, o ambiente muito descontraído (e totalmente familiar durante o dia, mas acredito que menores não possam entrar depois das 22h), o serviço é muito bom e o preço bem justo (cerca de $15 por pessoa, com bebidas não alcoólicas).








Fomos também conhecer o restaurante belga Brasserie V – de todos, o que eu estava mais animada, e foi outra experiência muito boa. Pedimos uma tábua de queijos de entrada, afinal, estando em Wisconsin não tinha como não provar queijos deliciosos, e eu me joguei no meu croque monsieur (puro amor), que na verdade sogreu um upgrade com um ovo frito, tornando-se então um belíssimo croque madame, com uma taça de vinho branco. O prato mais caro do Brasserie V é o pato, que custa $20, ou seja, um restaurante de muita qualidade e que super vale a pena. O ambiente é muito aconchegante, com uma decoração que remete mesmo a Europa, só que sem nuvens de fumaça de cigarro sobre as nossas cabeças (ufa!).





Outro lugar que foi muito bem avaliado internet afora e que fomos almoçar foi um pub chamado The Coopers Tavern – que infelizmente eu esqueci de tirar fotos, por isso estou usando uma do site deles, porque o lugar é super descontraído (um pub, né Gisele?!?), bem em frente ao Capitólio, super movimentado, realmente, um lugar ‘descolado’. A Quézia e o Danilo pediram uma entrada de fritas com queijo derretido (Wisconsin!!!) e gravy, e nós pedimos um pretzel com molho de queijo (Wisconsin!!!) com cerveja artesanal, uma delícia. Depois pedimos sliders (eu pedi, são três mini-hamburgueres com queijo gruyère), sanduíches e hambúrgueres do tamanho convencional. A média de preço segue a mesma dos outros lugares.





O restaurante mais legal e aprovado por nós quatro na viagem foi onde tivemos nosso último jantar, o Eno Vino Bar & Bistro. O lugar, apesar de ter sido o mais sofisticado de todos, foi curiosamente o mais acolhedor também. Chegamos lá por volta das 22h e eles não serviam mais o menu completo do jantar, apenas o menu do bar – que foi sensacional. Quézia e eu provamos seis tipos diferentes de bruschetta, uma mais diferente e maravilhosa que a outra, o Josh pediu uma pizza brotinho espetacular, e o Danilo pediu um prato de pasteizinhos de atum no estilo asiático. No final, pedimos uma sobremesa (que era para ter sido fondue, mas infelizmente eles estavam sold out), então nossa super simpática garçonete nos sugeriu o bread pudding com sorvete de caramelo salgado e nós acatamos. No final, com as bebidas, tudo ficou por cerca de $25 por pessoa. Eu pretendo voltar no Eno Vino, vale a pena, o lugar é realmente fantástico.







Entre sorvetes em downtown e cheesecakes na feirinha do centro, encontramos duas lojas de chocolates que não poderiam ficar de fora deste post.

A primeira delas, a Madison Chocolate Company, simplesmente encantadora, de chocolates artesanais, e o melhor de tudo, todos os produtos são 100% gluten free! Isso para mim significa algo especial, porque minha melhor amiga é celíaca, e eu sei muito bem como é difícil encontrar lugares onde celíacos ou pessoas com outras doenças crônicas potencializadas pela ingestão de glúten (como é o caso da dona dessa loja, eu conversei com ela) sintam-se totalmente seguros em comer algo sem o medo de intoxicação através de contaminação cruzada. O chocolate de lá é incrível, e ela fabrica tudo lá mesmo. Os sabores variam dos mais convencionais, como trufas e bombons recheados, como sabores exóticos, como uma trufa de manjericão que nós provamos. O preço, obviamente, é mais alto do que a média, mas a experiência é incrível, e dar apoio a pequenos negócios como este fazem toda diferença. O chocolate é de extrema qualidade, e o atendimento é muito, muito acima da média (além do lugar ser uma graça).


A segunda e última loja de chocolates é a Kilwins, que fica bem próxima ao Capitólio, na beiradinha de downtown Madison. Essa loja é daquelas que o aroma se espalha pela rua, convidativo de uma maneira quase provocadora. Irresistível. O conceito desta loja é diferente, porque é uma franquia de uma rede espalhada por todo o país. Mas isso não diminui sua mágica. A loja é linda, os chocolates tem o aspecto mais artesanal, assim como os sorvetes vendidos lá (Josh comeu um sabor cheesecake, todos são de massa), os detalhes das embalagens, a vitrine, os funcionários e o atendimento, tudo muito charmoso. O preço é bem mais camarada também, e eu ataquei quatro ou cinco tipos de doces com chocolate branco (o único que eu realmente gosto). Algumas das atrocidades encontradas nessa loja incluem: oreos cobertos com chocolate, pretzels cobertos com chocolate, barras e mais barras de fudge em pedaços de diversos sabores, todos os tipos de trufas, bombons e barrinhas, e claro, os sorvetes. Sim, vale a pena.


Então é isso, um resumo dos quilos adquiridos no feriado em um único post. Ah! Não falei do café da manhã porque comemos no hotel (incluso), mas essa parte vocês já podem imaginar, né?

Madison, se você não for até lá pela sua beleza, vá pela sua comida.

Gi

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Conhecendo Madison, a Capital de Wisconsin – Parte I

Na segunda-feira comemoramos o Labor Day aqui nos EUA, feriado do Dia do Trabalho, que nos deu a oportunidade de tirar umas “mini-férias” e ir até nosso estado vizinho, Wisconsin, conhecer a cidade de Madison, sua capital. 

Pegamos a estrada no sábado de manhã e em menos de três horas chegamos ao nosso destino. A estrada estava linda, muito verde, com muitas plantações e muitos pastos – Wisconsin é um estado fortíssimo na pecuária e conhecido pela fabricação de excelentes queijos (é como Minas Gerais nesse sentido).


Madison é uma cidade universitária com cerca de 250 mil habitantes. Ela é famosa pelos seus grandes lagos, sendo o maior deles o Lake Mendota, que durante o verão fica incrivelmente agitado com barcos de esporte e de lazer, emoldurado por banhistas que aproveitam a areia fofa e pantanosa para colocar o bronzeado em dia nas pequenas praias espalhadas por toda sua margem.




Durante o final de semana, tivemos a companhia de nossos queridos amigos Quézia e Danilo, e exploramos juntos vários pontos da cidade, a começar pelo Capitólio, sede do gabinete do Governador de Wisconsin. Aos finais de semana existe uma feirinha que acontece na praça do Capitólio, com muitas barracas de comidas e artesanato, também com palcos distintos com bandas ao vivo que tocam o dia todo. Passamos pela feirinha e seguimos direto ao Capitólio, um verdadeiro monumento de tão bonito. Não precisamos pagar nada para entrar, e pudemos subir até o terraço, onde nos deparamos com uma vista linda. Como estava um dia frio, chuvoso e nublado, não aguentamos ficar lá no topo por muito tempo, mas valeu a pena.









A poucos metros do Capitólio fica o centro da cidade, uma área muito charmosa, repleta de restaurantes, lojas e museus. Visitamos o Madison Museum of Contemporary Art que também é gratuito, e foi fantástico, principalmente porque algumas obras do Andy Warhol pertencem ao seu acervo. 









Domingo foi o dia de mais andanças – de acordo com o fit bit da Quézia, andamos cerca de 13 mil passos (por isso não ficamos com peso na consciência após nossas refeições! Conto sobre os restaurantes no próximo post), passamos a manhã toda visitando o Zoo de Madison e a tarde fomos conhecer a Governor’s Island, ambos passeios também gratuitos.

O zoológico opera através de doações e trabalho voluntário, e também pela sua recheada lojinha de souveniers. Os animais estavam visivelmente bem cuidados, e alguns deles foram um show a parte (uma girafa se esguelando para alcançar os galhos de uma árvore, o rinoceronte brincando com um tronco enorme, depois trotando feliz em direção à sua cuidadora que trazia comida, a família de Leões tomando sol, todos juntos, o urso polar adubando o solo na nossa cara, e até mesmo uma tartaruguinha fugitiva… Sem contar os exibidos flamingos e as topeiras de gritos escandalosos. Eu sei que é triste ver animais enjaulados, mas estes todos já nasceram em cativeiro, não sobreviveram à natureza, e realmente estavam bem cuidados.)









Na Governor’s Island fizemos uma “trilha” (leia-se: demos uma volta toda na ilha seguindo o caminho pré-determinado para pessoas nada aventureiras e totalmente inexperientes como nós), que não era muito longa, na verdade, mas que é muito bonita, com vista para o Lake Mendota, formando um balão, e a determinada altura da trilha você consegue avistar o centro de Madison, inclusive o Capitólio. 







Na segunda-feira, convenci meu marido (como boa geminiana que sou) a me levar ao shopping (como boa paulista que sou), de West Towne Mall, onde pude ir, fisicamente, às compras na H&M (como aqui onde eu moro, apesar de ser uma área metropolitana com cerca de meio milhão de habitantes, não tem H&M e eu só compro pela internet). Me diverti por alguns minutos (pergunte ao meu marido e ele lhe dirá que foram algumas horas, mas o tempo é subjetivo e questão de perspectiva!) e fiz ótimas compras. 



Achei Madison uma cidade encantadora, honestamente, muito parecida com Iowa City, só que bem maior e mais movimentada. O povo de Wisconsin também me lembra muito o povo de Iowa, muito educados, prestativos e gentis. 

Vale a pena conhecer Madison. Daqui a pouco volto para contar sobre a comida.

Gi.