Na Jornada da Perda de Peso, Conte Somente com Você

Esta semana completei mais um ciclo de cinco dias seguidos de academia. Me comprometi a me exercitar todos os dias úteis da semana, entre 45 e 60 minutos por dia, por um período indeterminado. O objetivo é fazer com que meu corpo se acostume ao máximo a praticar atividades físicas a ponto de me enviar sinais de cobrança nos dias em que eu não me exercitar. O meu objetivo maior, na realidade, é ter uma vida adulta com muita saúde, agora e durante a terceira idade.

“Mas Gisele, você só tem 31 anos, não é um pouco de exagero pensar na terceira idade assim?” – no meu caso e na minha opinião, não. Nem todos podemos ser filhos e netos de grandes atletas. Nem todos temos este estímulo da prática de esportes constante vindo de pessoas ao nosso redor. Nem todos temos a bênção dos genes magro-alto-sem colesterol-sem diabetes-sem hipertensão presenteado a nossos corpos. Eu preciso entender que o agora é meu futuro, e que o futuro é meu agora. Não tenho outra senão optar pela prevenção.

A questão não é ter um corpo sarado – veja bem, eu nem se quer tomo sol! Não é por exibicionismo. Vaidade pessoal? Com toda certeza. Preciso me amar, e preciso me amar primeiro. Mas o fato é que quero ter uma vida com o mínimo de remorso possível, e isso começa pela minha saúde, que está no topo desta lista. Deve ser horrível ter um diagnóstico de alguma doença limitadora, para não dizer fatal, com 40, 50, ou 60 anos, e se dar conta de que se houvesse mudado meus hábitos décadas antes, aquilo poderia ter sido evitado. Significa de que me tornarei imune a doenças e problemas? Não. Mas significa que estarei com a consciência tranquila sabendo que dei o melhor de mim, por mim. Significa que não fui um fator a mais (se não o mais poderoso deles) a tornar uma situação ainda pior, potencialmente.

Mas o que importa é fazer tudo isso pensando de uma maneira bem egoísta. Quando se trata de peso, reeducação alimentar, prática de exercícios, você pode e deve ser muito egoísta, pensar somente no seu bem-estar, olhar somente para o seu próprio umbigo. Acredite, olhar para o próprio umbigo ajuda muito nessas horas, principalmente quando a única visão que se tem dele é uma visão ‘semi-periférica’ (graças às saliências da pança!). 

Além do mais, digo por experiência própria: você não terá ninguém para contar além de você mesmo nessa caminhada. Nem as pessoas mais próximas de você, por mais bem-intencionadas que sejam, conseguirão dar o apoio que você realmente precisa. Muitas delas provavelmente não irão acreditar que você tem a capacidade de conseguir alcançar o seu objetivo – baseiam-se nas suas próprias fraquezas e sentem uma ponta de inveja quando percebem que há quem seja mais forte.

Eu caí na infelicidade de comentar com algumas pessoas a minha meta de peso. Foi uma grande estupidez da minha parte. Ninguém, nenhum deles, teve a capacidade de me apoiar e dizer “eu tenho certeza que você consegue”. Ouvi coisas como “mas a sua estrutura, não vai ficar bom”, ou “é que você tem ossos largos, então pode ser que não seja fácil”, ou então “as suas expectativas são muito diferentes das minhas, mas talvez você consiga”. Todos tão bem-intencionados, ninguém teve fé em me dizer que, ainda sabendo que aquele número é absolutamente normal e saudável para a minha estatura (gente, eu tenho noção das coisas!), confiava que eu iria conseguir.

As pessoas se incomodam de me ver indo na academia todos os dias, tirando fotos de looks no espelho, fazendo comparações de antes e depois. É porque elas se sentem mal com elas mesmas, com a incapacidade delas e a falta de força de vontade delas próprias em tomar uma atitude e mudar. Por isso há um certo incômodo, perguntam quantos quilos eu perdi, dão pitacos na minha alimentação, e mensagens do tipo “cansei de ver você na academia 5:00 AM todo dia”. Não é fácil. 

Mas por que então eu continuo falando tanto sobre minha reeducação? Primeiro porque eu gosto de falar abertamente sobre as coisas que eu vivo. Não há o que esconder. Eu sou assim, sempre fui e não é agora que vou fazer diferente. Segundo, porque é uma maneira de eu mesma tomar consciência de tudo o que eu faço – com relação aos alimentos e aos exercícios. É uma auto-cobrança, algo que me empurra pra frente. Terceiro, porque apesar das pessoas que tentam sempre puxar os outros para baixo, há muito mais pessoas que se sentem inspiradas e motivadas com esse tipo de conteúdo.

Eu sou uma mulher absolutamente normal, posto receitinhas saudáveis com o que tenho na geladeira, faço academia em um lugar super simples, não sou exemplo nenhum de vida fitness, mas pelo menos jogo a real com vocês. Quando vou comer uma fatia de torta de limão passada na massa de bolinho de chuva e frita (aquela que eu postei no dia da quermesse!), eu mostro também! Porque a vida é isso, e não o faz de conta que muita gente prefere publicar. 

No final, conte somente com você. É a minha força de vontade que me faz levantar da cama todos os dias e ir pra academia. É a minha consciência que me faz pensar antes de comer um misto quente com refrigerante e doce na frente da televisão de noite. É o meu amor-próprio que não me deixa desistir.

A caminhada é única e exclusivamente sua, portanto faça dela a melhor e mais feliz de todas. Você merece.

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Quando o Assunto é a Balança


Recebo dezenas de mensagens de mulheres que me acompanham pelas redes sociais todas as vezes que o assunto abordado é peso. É impressionante enxergar a sede que tantas pessoas tem – e que, na minha opinião, vai além de uma simples curiosidade – em tentar entender como alguém consegue perder peso.

Eu mesma acompanho algumas mulheres que falam especificamente disso na internet, mas nenhuma delas é considerada como um modelo a se seguir da vida fitness. Por quê? Porque são pessoas de verdade, contando as reais histórias dos seus corpos e da sua relação com a comida.

Por algum tempo, evitei falar a respeito da minha própria reeducação alimentar. Minha própria melhor amiga demonstrou uma preocupação profunda com o fato de que me expondo tanto quanto eu fazia, poderia mais me prejudicar do que me ajudar. Ela tem razão.

Não é fácil colocar a cara a tapa quando se trata do nosso próprio corpo. Não é fácil lidar com críticas, principalmente quando os ‘juízes’ decidem apitar seu jogo sem nem ao menos compreender todas as regras que o cercam. A dificuldade de escrever, gravar, fotografar e postar sobre emagrecimento é tão grande quanto o próprio processo de emagrecer. Uma caminhada cheia de obstáculos.

Porém, uma coisa que tento levar comigo para tudo na vida é que ser transparente é sempre a melhor opção. Eu não sei viver pela metade, não sei fazer nada pela metade. Se entro, entro de cabeça. E graças ao post de ontem, percebi que posso ajudar tantas pessoas através da minha própria experiência, tantas, que decidi correr este risco!

Então, vamos deixar algumas coisas bem claras. Primeiro, e mais importante de tudo: eu vou falhar. Vou comer doce, vou comer massas, vou em restaurantes, vou agir como uma pessoa absolutamente normal. Não vou perder peso toda semana, não é esse o meu objetivo, pois conheço meu corpo e entendo minhas limitações. Não vou me comprometer a abrir o quanto peso, mas vou contar o quanto perdi, quando decidir que é hora de contar. 

O que me comprometo a fazer é, sempre que falar sobre emagrecimento, ser absolutamente honesta. Não quero aumentar nem diminuir minhas conquistas e meus fracassos. O meu objetivo é aumentar minha qualidade de vida – uma constante, e não um número na balança – uma variável. 

Gostaria de dividir esta experiência com vocês, e sei que posso contar com o apoio de muitos, e por isso sou infinitamente grata. Aos curiosos (um ou outro, sempre tem) boa sorte em suas vidas, não esqueçam que jogar tetris no seu tempo livre irá agregar muito mais à sua vida do que vir aqui bisbilhotar – dizem que jogar tetris uma vez por dia por uns 30 minutos pode prevenir o Alzheimer. Aproveite melhor o seu tempo!

É isso. Sobre todo o amor de ontem, minha mais sincera gratidão.

Até breve.

O Caminho do Sucesso na Reeducação Alimentar Morando Fora


É a primeira vez na minha vida em que eu decido de todo coração mudar os meus hábitos. Esta caminhada começou, timidamente, em 2015, na primeira vez em que eu me associei aos Vigilantes do Peso (em inglês, Weight Watchers). Eu perdi, eu ganhei. Não apenas na balança, mas em vários sentidos.

De lá para cá muitas coisas não são mais as mesmas. Eu mudei de casa, mudei de emprego, mudei o visual, mudei alguns hobbies, até o meu círculo social também mudou. E essa é a vida, essa é a jornada. Cheia de altos e baixos, de bons e maus momentos, de conquistas e obstáculos, formada por avalanches de dificuldades e campos de calmaria. 

Mas hoje, depois de algumas experiências, acho que sou capaz de entender melhor o que a comida tem a ver com isso tudo. E tem muito a ver.

Ontem conversando com um grande e velho amigo, ele me confessou que se fosse ele morando aqui nos EUA não conseguiria ter a mesma força de vontade que eu tenho, em buscar uma alimentação mais saudável. Verdade seja dita, os EUA são o reino dos fast foods e das porcarias, que – diga-se de passagem – são maravilhosas. São tantas guloseimas, tantas opções, e a um custo tão baixo, que não é de se admirar que a droga número um dos americanos sejam elas. Qualquer um pode ter uma overdose de açúcar e fritura aqui por menos de $10. Não é a toa que aqui o que reina é a obesidade.

E quando esse meu amigo fez tal declaração, a primeira coisa que eu pensei foi: mas eu levei dez anos para conseguir decidir mudar meus hábitos alimentares! Dez anos! E foi justamente isso que eu respondi a ele. 

Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. E é, na realidade, uma decisão tomada todos os dias, multiplas vezes ao dia. As tentações são inúmeras – houve uma semana aqui no trabalho onde em quatro dos cinco dias úteis foi servida alguma comida gorda aos funcionários, como forma de “motivação” ou para comemorar algum marco incrível de algum colega. 

A coisa mais comum nas empresas americanas é ter caixas e caixas de cookies e donuts na salinha do café à vontade para os funcionários. Tem noção?

E eu não estou aqui para julgar o estilo de vida, a cultura ou os hábitos dos meus não-conterrâneos. Isso, na realidade, não é problema meu. E esta é a chave de tudo.

Enquanto eu perdia meu tempo criticando os americanos pelos seus hábitos e culpando o ambiente ao meu redor pelo meu ganho de peso, nada mudava nas vidas deles, e eu continuava a engordar. Lembre-se: enquanto você tiver uma desculpa para continuar onde está, pode ter certeza, você continuará onde está.

A vida americana é sedentária e gordurosa? Absolutamente. Mas eu não sou obrigada a viver desta maneira. Acima do sedentarismo e da maneira de se alimentar, muito acima deles, está uma coisa chamada LIBERDADE. A América é um país livre. Aqui sou livre para usar maquiagem sem ser julgada, sou livre para pintar o cabelo sem ser mal interpretada, sou livre para usar o estilo de roupas que eu quiser, inclusive sou livre para ser gorda! Seria só mais uma.

Mas então, o que me impede de NÃO ser gorda? Nada. Bom, provavelmente minha própria cabeça, meus próprios maus-hábitos, minha própria preguiça, minhas próprias desculpas, ou seja, resumidamente: minha própria atitude.

Aqui tenho toda a liberdade do mundo e todo o acesso à academias, parques, até mesmo a um magnífico rio (se eu pudesse nadar) cheio de praias, e piscinas, e supermercados com – pasmem – uma seção inteira só para frutas, verduras e legumes! 

Abramos um parênteses sobre o ‘ser gorda’: aqui não cabe o sentido da palavra ‘gorda’ discriminado e submetido à ditadura da beleza. Ninguém é obrigado a ser magro, assim como ninguém é obrigado a ser gordo. Fisicamente isso não importa – do pó viemos, ao pó voltaremos. O que eu quero dizer com ‘ser gorda’ aqui é ter uma atitude irresponsável e negligente em relação ao que se ingere, ter uma mentalidade gorda, sofrer quando se olha no espelho e quando se mede a pressão sanguínea, não saber o limite e a ponderação entre o que se quer e o que se deve fazer. No meu caso é isso.

As pessoas me perguntam como consigo levantar todos os dias as 5:00 AM (5:15 AM, na verdade) para ir malhar. A resposta é muito simples: eu odeio malhar. Por isso, decido que é a primeira coisa do dia que vou fazer, para poder eliminá-la do meu pensamento no decorrer do dia. Além disso, se eu não fosse para a academia teria que estar de pé às 6:30 AM de todo jeito. Ou seja, não estou perdendo quase nada – me deito por volta das 22:00 e se me sinto muito cansada em um determinado dia, me recolho ainda mais cedo. 

É questão de hábito, é questão de escolha. Escolher o caminho que você quer percorrer. É muito difícil, todos os dias, mas minha falta de saúde e insatisfação com a minha própria imagem são coisas ainda mais difíceis de encarar.

A conclusão deste post é a seguinte: não importa se você vive no Brasil, nos EUA, na Europa ou em qualquer lugar do mundo, o segredo do sucesso é parar de olhar à sua volta e olhar unicamente para você. Não use desculpas esfarrapadas, não busque culpados, e desencane da genética. Se você quer, você pode e você irá conseguir.

Força!

#SETEMBROSEMGLÚTEN – Semana 05 e O Que Será de Outubro

Oi pessoal, espero que estejam todos bem. Hoje é dia de update do desafio do mês, ou seja, o último update do mês de Setembro em que não ingeri glúten. Conforme relatei no video, ficar sem o glúten foi muito interessante no sentido de redução de medidas, mas não necessariamente no quesito da perda de peso.

Eu perdi até o momento 20 lbs que dá 9,07 Kg. Não, não é muito, mas é um número muito significativo para mim. É um marco importante nessa jornada, porque sinceramente eu mesma não acreditava na minha capacidade de perder peso algum, ainda mais quase 10 kg.

Lembro de conversas onde sempre dizia brincando que “ah, só falta perder 10 kg!”, quando ía a uma loja comprar uma roupa ou então quando alguém me fazia algum elogio. Era uma maneira de me criticar duramente, e de expressar a pouca fé que eu tinha em mim mesma, em conseguir ser determinada o suficiente para eliminar nem que fosse 1 kg (imagina 10 kg!).

Estou orgulhosa de mim e animada em seguir em frente. Sei que nessa jornada haverão inúmeros obstáculos, mas do que depender de mim farei o melhor para que os obstáculos sejam maneiras de me fazer crescer ainda mais como pessoa, me conhecendo mais, e me tornando mais forte até alcançar o meu objetivo!

Espero que gostem do video.

Gi

#SETEMBROSEMGLÚTEN – Update da Semana 04 e Receita de Pão de Queijo de Frigideira Fit

Bom dia! Eu deveria ter feito este post ontem, mas estava com a cabeça no mundo da lua e não consegui. Então hoje decidi fazer um combo aqui para vocês – postando o video com o update da semana e também com a dica de uma receitinha maravilicious que eu já fiz várias vezes e acho que nunca havia compartilhado com vocês!

Sobre a semana…

O fato é que não comer glúten faz com que o corpo desinche MUITO. Você percebe a diferença mesmo, nas roupas, nos acessórios (meus relógios estão folgados de novo!) e se sente mais leve no geral. Só que fazer uma dieta sem glúten não significa que você está fazendo uma dieta de baixo teor calórico. No meu caso, eu eliminei o glúten das minhas refeições, mas continuo controlando tudo o que eu como através dos pontos dos Vigilantes do Peso. Isso é o que tem me ajudado mais, porque se eu dependesse somente da dieta sem glúten não sei se conseguiria me controlar (batata frita com cheddar derretido e bacon é #glutenfree hahaha!).

Comparado com o mês que eu fiquei sem comer açúcar, eu perdi muito menos peso. O resultado não está sendo muito significativo na balança, mas está sendo significativo nas medidas do corpo. No video conto tudo sobre isso.

Agora vamos ao que interessa…

Receita de Pão de Queijo de Frigideira Fit


Ingradientes:

– 1 ovo inteiro

– 2 colheres de sopa de polvilho (eu usei farinha de tapioca)

– 1 colher de sopa do queijo magro de sua preferência 

– Sal a gosto

Modo de preparo:

– Coloque todos os ingredientes num bowl pequeno e misture tudo bem com um garfo até ficar homogêneo.

– Despeje em uma frigideira antiaderente e cozinhe até que a parte de baixo esteja dourada (em fogo médio); dobre em meia-lua, e cozinhe por mais alguns minutos até que o centro esteja firme (em fogo baixo).

Espero que gostem da receita!

Gi

O Lado Bom de Escorregar na Dieta

Primeiro de tudo, apesar do título deste texto, que fique claro: o Vigilantes do Peso não é uma dieta. Mas o que quero compartilhar aqui pode ajudar outras pessoas que possam estar vivendo uma dieta neste momento.

Eu já expliquei aqui que o VP, ou em inglês Weight Watchers, usa um trocadilho interessante – It’s not a diet, it’s a live-it! Ou seja, não é uma dieta (“die it”, no trocadilho), e sim um estilo de vida.

Como também já relatei aqui, houve dois meses deste ano que eu simplesmente não segui o plano do VP. Junho e Julho foram meses nutricionalmente “sabáticos” (para não dizer desastrosos!) e eu ganhei 4.5lbs (o equivalente a 2 kg) dos quase 18 lbs que havia perdido. Pois é, este não foi um escorregão, e sim um belo de um capote!

Mas o que significou para mim dar este tempo no VP? Isso me ajudou de alguma forma? O que eu posso aprender com essa experiência?

Sim, é isso que importa. As lições que tiramos de nossas falhas e erros. Apesar de ter sido uma decisão minha pausar o VP por dois meses – graças às inúmeras desculpas que eu dei a mim mesma, o que aconteceu foi bom por alguns motivos.

Primeiro: eu aprendi a valorizar o meu sacrifício. Claro que há sacrifícios no VP! A gente pode comer de tudo, mas em porções absolutamente controladas, e sempre pensando na lei da compensação (se vou comer pizza na janta, meu almoço será salada), e assim por diante. O VP é como um AA para pessoas viciadas em comer. Temos que levar o programa um dia de cada vez, refeição após refeição, e assim veremos os resultados do nosso esforço, a curto, médio e longo prazo.

Segundo: eu descobri que nem todas as tentações valem a pena. Comer a té o estômago doer é uma sensação horrorosa. Sentir um leve refluxo é uma sensação horrorosa. O peso que dá na consciência depois disso tudo, que é muito maior que o peso da balança, é uma sensação horrorosa. Ou seja, no final não vale a pena trucidar todo o meu esforço comendo o que não devo em uma quantidade anormal para depois me sentir assim, horrorosa!

Terceiro: eu percebi que as comidas que eu gosto sempre estarão lá, e não irão fugir ou desaparecer simplesmente porque eu decidi não devorá-las naquele momento. Muitas vezes a gente come o que não deve e não está nem com fome e nem mesmo com vontade de comer aquilo, mas come mesmo assim, como se aquela fosse a ultima oportunidade da nossa vida de poder degustar daquilo. Não há necessidade de agir assim. A mesma padaria que vende a coxinha e o sonho agora vai continuar vendendo daqui 1 semana, 1 mês, até mesmo 1 ano. Não preciso me matar e comer algo só porque está na minha frente. Posso simplesmente aguardar uma oportunidade talvez especial para apreciar uma comida mais pesada, onde eu esteja preparada para comer aquilo sem ultrapassar meus pontos diários (VP) ou sem me sentir culpada.

Quarto: eu não desisti de mim. Mesmo capotando assim, não desisti. Poderia simplesmente ter abandonado totalmente o programa, ter deixado de pagar minha mensalidade, e esquecer que algum dia tentei mudar minha situação. Com certeza demoraria muito menos do que seis meses para ganhar todo o peso eliminado desde janeiro, mas quem se importaria com isso? Pois é. Eu me importei. Eu decidi que minha saúde e meu bem estar valem muito mais do que a minha vontade de comer. Não desisti.

A conclusão disso tudo é que o mês de Agosto está sendo maravilhoso para mim. Eu deixei o açúcar de lado, segui o programa à risca, e com certeza até o final dele terei eliminado os 4.5 lb ganhos por completo.

Acho que o verdadeiro significado da palavra foco é este. É você entender que irá falhar, mas nunca desistir, e cima de tudo aprender com seus erros para tornar-se ainda mais forte e determinado.

Eu não sei quanto tempo irá levar para que eu consiga chegar à meta de peso eu eu estabeleci, mas não me importo que demore. Só espero conseguir manter minha mentalidade firme como está agora, valorizando o aprendizado do percurso ao invés de me importar apenas com a linha de chegada.

Gi

Coisas Boas: Segundas-Feiras e Perda de Peso

Hoje começamos mais um mês, mais uma semana, mais um dia, mais uma segunda-feira. É certo que nem sempre estamos tomados por grandes motivações (principalmente nas segundas-feiras), mas é preciso lembrar que este dia é composto apenas por um simbolismo, por uma carga de necessidade de organização social, e que o tempo, a nossa vida, vai muito além das 24 horas de uma segunda-feira. Portanto, vença a preguiça ou o desânimo deste dia e aproveite mais esta parcela de vida que você teve o privilégio de receber hoje! Façamos o melhor do nosso hoje, mesmo que hoje seja uma segunda-feira!

Quem me acompanha pelo YouTube já deve ter assistido o video que foi ao ar ontem falando sobre a minha perda de peso. Gosto de publicar os videos de domingo nos meus posts de segunda-feira porque sei que existem muitas pessoas que preferem assistir videos durante a semana, então acho que consigo atender ambas as partes liberando o video no domingo de manhã, e postando o video no Blog na segunda de manhã.

No video contei bastante sobre como é o programa do Weight Watchers (Vigilantes do Peso) e como vem sendo a minha rotina utilizando as ferramentas que o programa oferece – principalmente o aplicativo de contagem de pontos e o Connect, que é a rede social exclusiva do WW.

Na quarta-feira vai ao ar um video muito legal com o primeiro desafio de reeducação alimentar que eu decidi fazer, então fiquem ligados!

Espero que esta série de videos e posts sobre alimentação e saúde sirva de inspiração para quem deseja mudar de estilo de vida e se tornar uma pessoa mais saudável. Eu pensei nisso com muito carinho e gostaria de receber um feedback de vocês com opiniões, perguntas e críticas positivas.

Espero que gostem do video!

Gi