Todo Brasileiro Precisa Conhecer Brasília

Devo começar este texto com dois alertas:

1 – Caro leitor não-paulista, lembre-se que nasci e fui criada em São Paulo, o que significa que sou uma pessoa tendenciosa, ainda que inconscientemente, e graças ao estilo de vida que se leva em uma cidade como Guarulhos, que é só uma extensão da cidade de São Paulo, really, a maioria de nós, paulistas, paulistanos, guarulhenses e afins, nunca sentiu muita necessidade de explorar os demais estados brasileiros (a não ser, é claro, os pontos turísticos ‘da moda’, como um dia foi Porto Seguro, como hoje em dia é Trancoso – ou Jericoacoara, de acordo com Carolina que me corrigiu, e essa coisa toda). 

2 – Caro leitor paulista: quanto à declaração anterior – há exceções, e eu espero de todo coração que você seja uma delas.

Ressalvas declaradas e entendidas, vamos ao texto.

Como descrever Brasília? Eu diria que é quase impossível descrever Brasília com uma só palavra. Brasília não é como outras cidades, não é como nenhuma outra cidade que eu conheci. Consigo encontrar uma única palavra para descrever muitos dos lugares que visitei, e estas palavras surgem de imediato só de pensar no cartão portal de cada uma delas. Quer ver só? São Paulo – caótica. Guarulhos – provinciana. Rio de Janeiro – contrastante. Viena – cultural. Chicago – sofisticada. Los Angeles – hipster. Santiago – compacta. Las Vegas – descartável. Miami – exibida. É tão fácil descrever estes lugares, tão óbvios. Menos Brasília. Brasília não tem absolutamente nada de óbvia. 

Em 2004 quando entrei na faculdade de Arquitetura falamos incansavelmente sobre Brasília, graças ao gênio Niemeyer, que no finalzinho da década de 50 juntou todos os seus croquis, esquadros, compassos, transferidores e escalímetros, colocou embaixo do braço e construiu a única cidade planejada do nosso país. Vista de cima, ou através da maquete, como na foto abaixo, fica evidente que a composição da cidade é no formato de um avião. Por isso, e agora passei a entender muito mais as letras do meu amado Renato Russo, existem áreas chamadas Asa Norte e Asa Sul – as asas do avião, formato da cidade. (A propósito, clichê que sou, tive que escutar Legião o tempo todo que pude enquanto estive lá. Todas as letras tomaram um sentido muito único, muito real. É muito bom ser clichê. Gisele – clichê. Ainda bem que não sou cidade.)

Eu tive uma única janela de tempo entre as minhas reuniões onde pude, num período curto de tempo, passear pela cidade. Tive muita, mas muita sorte, porque o taxista que me atendeu, Sr. Raimundo, é um mineiro que vive na nossa capital há mais de 40 anos. Ele conhecia Brasília como a palma da própria mão. Sr. Raimundo me levou para conhecer praticamente todos os lugares imperdíveis da cidade, mas não foi apenas isso – ele parou local por local para que eu pudesse conhecer tudo o máximo possível, entrou junto comigo em tudo o que eu queria ver, e ainda se prontificou a tirar fotos minhas com as paisagens! Sr. Raimundo, não há palavra suficientes para agradecê-lo pela sua enorme gentileza e disposição.

Nossa primeira parada foi no Santuário Dom Bosco, uma igreja católica criada por Lúcio Costa em homenagem ao padroeiro da cidade. Eu não sou católica, mas sou apaixonada por igrejas e templos, e mesmo com todas as igrejas que eu já visitei até hoje, na minha opinião nenhuma conseguiu superar a beleza ímpar e a atmosfera de paz desse lugar. Deus permita que eu volte com mais tempo, porque quero realmente me sentar e contemplá-la como ela merece.

Passamos por todos os prédios das nossas instituições, como o prédio da Caixa Econômica Federal, o prédio da FUNAI, a Biblioteca e o Museu Nacional, os prédios de todos os Ministérios (isso é muito interessante, olhando da rodovia parece até uma biblioteca onde cada prédio dos Ministérios é uma prateleira separada por gênero – Trabalho, Fazenda, Cultura, Educação, Saúde, etc).

Sr. Raimundo me levou também para conhecer a Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, essa sim de Oscar Niemeyer. Não há palavras para sintetizar a beleza desta igreja.

Chegamos, então até a Praça dos Três Poderes. E foi aí que eu senti algo que, mesmo com toda a minha facilidade de dissertação, serei incapaz de descrever. Estive frente à frente com a Gisele brasileira, a Gisele 100% brasileira, sem interferências de etnias ou da genética, eu encontrei a Gisele que nasceu em solo brasileiro. Parece loucura. Talvez seja, mesmo. Principalmente quando não se vive mais no Brasil. Estar na Praça dos Três Poderes, enxergar com meus próprios olhos o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, neste momento tão crítico em que vive a nossa nação, a minha nação, o meu povo, significou tanto na minha vida que eu não consegui conter uma emoção que eu, com toda honestidade, não imaginava carregar dentro de mim.

Eu me senti tão profundamente grata por ter nascido no Brasil. Me senti orgulhosa, porque apesar de todas as dificuldades, apesar de todas as péssimas escolhas relacionadas aos nossos governantes, apesar de tanta injustiça, de tantos problemas, somos uma nação forte, resistente, corajosa! Talvez todas as minhas palavras soem como um grande devaneio, mas não há maior verdade na vida do que esta: só passamos a enxergar um cenário todo e realmente compreendê-lo quando o observamos à distância. E eu venho observando meu país na última década, e percebo que, ainda que pareça impossível, ainda que não se encontre alternativas permanentes de mudança e melhoria, ainda assim há esperança. 

Eu não sei como, não sei quando, mas tenho certeza de que um dia conseguiremos superar tanta opressão e desigualdade. Brasília, por mais irônico que seja, me ensinou exatamente isso. Sabe quantas pessoas de bem eu encontrei nesta viagem? Sabe quantas gentilezas me foram prestadas? Sabe quantas demonstrações de honestidade, trabalho árduo, empreendedorismo e sucesso me foram ofertadas? Eu não saberia contar. Foram muitas.

Fui ao Palácio da Alvorada, fiquei admirada com as emas ciscando como galinhas e com a guarda do nosso Exército que protege o local. 

Acho que no fundo, Brasília pode ser descrita como o Sr. Raimundo. Tanto potencial, tanta engenhosidade, tantas histórias, tanto trabalho. Brasília é muito mais do que os políticos que alí vivem. Brasília é muito mais do que um pedaço de solo e uma maquete. Brasília é o espelho do nosso povo. 

É impossível falar tantas coisas sobre uma cidade inteira, ainda mais sendo a capital de uma nação, em um único post. Como fiquei um tempo muito curto por lá e por ter ído a trabalho, infelizmente não posso comentar muita coisa sobre a parte do entretenimento, restaurantes, shoppings, etc. Também preciso voltar para fazer o passeio do Itamaraty e do Instituto JK, que já sei que são imperdíveis. Volterei, Deus permita, muitas vezes para a minha Brasília (espero que meus queridos leitores donos verdadeiros desta terra não se incomodem e me perdoem pela linguagem possessiva, mas eu realmente acredito que todos nós, brasileiros, temos o direito e o dever de tratar Brasília como o nosso lar – porque no fundo, na estrutura, nas leis, nas decisões e nas consequências, ela realmente é).

Minha maior tristeza foi ter esquecido meu ímã de geladeira de Brasília. Não me perdoarei por isso! Mas quando voltar, comprarei dois.

Brasília, agradeço imensamente por ter despertado minha consciência cívica, minha real identidade, e por ter me recebido da maneira como me recebeu. A você, meus eternos respeito e admiração.

Quem quiser os serviços de táxi do Sr. Raimundo, que recomendo inequivocamente, o número é +61-99982-7460.

Riso Solto, Brasil e 31


Mais de um mês sem atualizar meu pobre blog. O que está acontecendo? Gisele, você já foi melhor em administrar suas prioridades!

É que… Sabe como é? As prioridades mudam. De vez em quando, mudam temporariamente, outras vezes simplesmente mudam, sem data de validade. Mudanças sem data de validade.

Mas não, não os deixarei. 

Como sempre, estive fora a trabalho. Eu já disse que amo meu trabalho? Amo mesmo. Deus me abriu essa porta e eu, honestamente, não tinha muita noção de quantas pessoas, lugares e experiências especiais passariam pelo meu caminho através dele.

Então, fui ao Brasil, a trabalho, por duas semanas. No final de semana recheio da viagem, fiz aniversário. Trinta e um anos de vida, meu. É ano pra cacete, mas ainda me sinto igual aos vinte e um, só que mais legal, mais desencanada, mais livre, leve e loira.

Passei meu aniversário no topo do Corcovado, agradecendo ao Pai por todas as bênçãos. Quero mesmo falar especificamente sobre este dia em um post separado, porque há muitas coisas para contar.

Nesta viagem também pude conhecer a capital do nosso país. De verdade, esse assunto também merece um post separado. Brasília é simplesmente inesquecível. Simplesmente incomparável. Vou escrever tudo sobre isso também, prometo. 

Agora que já matamos dois tópicos do título do post, falemos sobre o riso solto – de fato, a parte fundamental deste texto.

Não sei se você acompanha meu blog, muito menos se acompanha há um tempo, mas se é este o seu caso, talvez você se lembre que no ano passado, em Novembro, estive no Brasil e saí de lá com o coração partido em mil pedaços. Não foi fácil, e eu confesso que graças àquele infeliz episódio eu havia perdido a vontade de voltar.

Só que eu sabia que voltaria, eu tinha certeza que não iria demorar pra isso acontecer. Se eu estava preparada psicologicamente para voltar? Não, não estava. Mas sabe aquela história de males que vem pra bem? Então, ela é muito verdade.

Quando soube com certeza que voltaria, reuni forças (que atendem pelos nomes de ‘mãe’, Josh e Carolina) e já era. Já era MESMO. Coloquei tudo em órdem e entrei no avião repetindo mentalmente o ‘mantra’: essa viagem vai ser ótima, essa viagem vai ser ótima, essa viagem vai ser ótima…

Do minuto que eu cheguei até o minuto que eu parti: a viagem foi ótima.

Mesmo com TPMs cruzadas (eita, Carolina!), mesmo com as quase contaminações cruzadas (eita, Carolina!) mesmo tendo seis vôos em quinze dias, mesmo com as chuvas torrenciais paulistas, mesmo com a logística das malas (Pai amado, essa foi f*#$!), mesmo com os piores motoristas cariocas (desculpa gente, foram todos ruins, menos o Átila – sério, preciso fazer um post contando exclusivamente sobre o Átila!), mesmo com TUDO o que poderia ter dado errado, foi tudo TÃO MARAVILHOSO que eu realmente, do fundo do meu coração, e pela primeira vez desde a primeira vez, não queria ir embora.

Eu acho que nunca ri TANTO na minha vida. É sério. 

Não tenho como descrever o quanto me diverti, quantas pessoas incríveis fizeram desta viagem um momento inesquecível. Me reconectei com algumas pessoas tão importantes pra mim (Naty, como foi bom estar com você, você não imagina), rever pessoas que significam tanto na minha história (Karen, você é pra mim o que sempre foi e o que sempre será), fiz novos amigos (Fátima, com ou sem arroz de polvo, você é a melhor pessoa!!! Sônia, você é exatamente o doce de pessoa que eu pensei que você seria!), conheci minhas bebês Laura e Rafaela, filhas dos meus primos que nasceram este ano, e é claro, pude estar com a minha avó que amo tanto, rever meus tios, meus primos, e pessoas que fazem tanta diferença na minha vida.

Não, eu não pude me encontrar com todo mundo que eu queria. Isso nunca é possível, por alguns motivos, em especial pelo fato de que o meu foco nestas viagens é o trabalho, o trabalho é a minha prioridade. Então é muito difícil conseguir conciliar o que eu gostaria com o que eu posso fazer. Mas acho que tudo na vida é assim, não é?

O que eu aprendi com esta viagem? Que não há nada melhor do que dar risada. Não há. Minha tia Marili, a Fátima, o Eric, a Miriam, a Bruna, a Karen… e a Carolina! Não dá pra ficar perto dessas pessoas sem dar risada. Eu ri de passar mal. Sabe o que é isso? Rir de passar mal? De doer as mandíbulas (eita, Carolina!)? De não conseguir dormir porque não consegue parar de pensar nas asneiras todas? Todos os momentos que estive com eles foram assim. 

A vida é engraçada. Ela realmente não é uma constante. Ou é, mas com ondas de altos e baixos que só podem ser enxergadas à distancia, sabe?! Esta viagem foi uma onda alta. 

Agora, é manter a vibe feliz e seguir em frente, porque com toda certeza as próximas ondas virão (só que dessa vez eu já estarei mais preparada).

Até breve, turma.

G.

Perdidos Numa Ilha de Aventuras

Bate uma saudade cada vez que eu penso nesse dia. A gente riu tanto, falou tanto, se divertiu tanto, que o dia pareceu ter umas 80 e poucas horas… E ainda deu pra deixar aquele gostinho de quero mais!

Não dá pra descrever a alegria que é ter a Carolina junto de mim. Sabe, esse dia a gente construiu uma memória tão linda, que tenho certeza que iremos carregar conosco até ficarmos bem velhinhas. 

Deus é tão bom. Sou muito grata por tudo o que Ele me permite viver e mais ainda pelas pessoas maravilhosas que Ele permite que compartilhem essa vida comigo! 

Quero mais! Já estou com saudades! 

“A amizade verdadeira não é inseparável. É estar separado e nada mudar.”

Te amo, Ca. Obrigada por trazer tanto sentido à minha existência.

Gi. 

O Show do Guns

Bom dia! De volta à rotina, e dessa vez por tempo indeterminado! UFA! Esse verão está bombando por aqui, e o Josh e eu quase não paramos em casa. No final de semana nós fomos assistir o Guns ‘n Roses em Chicago e foi uma coisa de loucooo! Que show! 

Fomos com mais três amigos, Lucas, Ale e Xande, e o show foi no Soldier Field, o estádio do Chicago Bears. Alice in Chains abriu, mas o local só abarrotou de gente mesmo por volta das 21h quando o Guns subiu no palco. Uma gritaria generalizada, uma energia contagiante mesmo.

A banda estava incrível, e foi emocionante ver Axl e Slash juntos. Surreal! 

Me perguntaram se eu achei que valeu a pena, e olha, sem sombra de dúvidas sim. O Axl foi maravilhoso, cantou muito, tocou muito (piano) e foi muito carismático com o público, mas apesar de tudo isso quem roubou a cena total foi o Slash, o show foi dele! É impressionante ouvir o cara tocar ao vivo, ele é incansável, brilhou demais. Eu com certeza iria novamente, o show foi incrível.

Claro que o set list foi mega manjado com todos os hits da banda, Welcome to the Jungle, Paradise City, Don’t Cry, Knocking on Heaven’s Door, November Rain e Sweet Child o’ Mine, obviamente. O público vai ao delírio, é uma onda muito doida que só um show assim consegue provocar.

Eles tocaram por duas horas e meia e foi uma super produção desde os efeitos sonoros até os efeitos pirotécnicos, e eu achei que trataram os fãs com carinho o show todo e até na hora de se despedir.

Foi demais, deixou saudade. Feliz de ter mais um showzaço desse no meu currículo hehe…

Gi

Todd’s English P.U.B. – Assistindo Futebol em Las Vegas 

Ontem à noite fui jantar com meus colegas de trabalho no Todd’s Pub, um lugar super legal e aconchegante aqui em Vegas.

Teve jogo ontem, USA x Argentina, e a turma queria assistir. Escolhemos o Todd’s e foi muito bom.

Localizado no The Shops no Crystals – ARIA Las Vegas

Não rolou telão, mas todas as televisões estavam ligadas no jogo de futebol. Minha chefe, que é americana, é louca por futebol (acreditem ou não), então foi bem divertido (bom, não tanto para ela depois do terceiro gol da Argentina), mas para todos nós a comida realmente foi o que valeu a pena.

Eu pedi um grilled bologna que estava sensacional! O prato veio com chips é um cookie, tudo feito na casa (inclusive o bologna que é tipo primo da mortadela).

Eu não bebo, mas morri de rir com as frases nos suplaits da mesa, tanto que tirei uma foto de uma delas:

Não é bem assim, Mr. Sinatra… Rs!

Gi

Deus Ajuda quem Cedo Madruga 

Da varanda do meu quarto no Cosmopolitan, 4:47 AM


Hoje é dia de labuta. Não que qualquer outro dia da semana não tenha sido ou não será, todos foram e serão – menos domingo.

Começo cedo hoje, não sei que horas termino. Mas tudo bem, tá ótimo. Consegui descansar e dormir oito horas então palmas pra mim porque não sei quando isso vai acontecer de novo hahaha! 

Agora vou-me. Desejo a todos uma linda quarta-feira. Usem Pink por mim, ok?

Gi

Um Post das Alturas

Neste exato momento escrevo do avião, em pleno vôo, “observando tudo à distância, vendo como a Terra é pequenininha, como é grande a nossa ignorância e como a nossa vida é mesquinha…” Brincadeiras à parte, por mais que eu viva voando por aí, ainda não cheguei no nível astronauta da vida haha!

É interessante essa coisa toda de viajar a trabalho. Cada um vive uma experiência diferente porque cada profissão exige coisas diferentes, ritmos de trabalho diferentes com prioridades diferentes.

Minhas viagens são sempre de alguns dias, no máximo uma semana (até agora), e eu realmente gosto de poder viajar, sair do escritório, encontrar com os clientes pessoalmente, enfim. É cansativo, mas é bom.

Dessa vez confesso que está um pouco mais “difícil” porque eu acabei de voltar de viagem então ainda não  consegui matar a saudade de casa. Mas tudo bem, no final das contas sempre acaba passando depressa.

Realmente eu estava observando Iowa das Alturas. Passamos por cima de Muscatine, onde meus pais, minha irmã, meu cunhado e minha sogra moram e foi uma visão linda, mas como tudo visto de cima, me pareceu menor do que ela é! Consegui ver o Rio Mississippi poderoso, por um bom tempo. Ele é enorme, parece que não tem fim.

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É bom poder ter estas visões de ângulos tão diferentes de lugares corriqueiros da nossa vida. Eu olhei Muscatine de cima, mas só no sentido físico mesmo. Esta foi a cidade que me acolheu, que me ensinou a falar um inglês maravilhoso – modéstia a parte, que me formou em três coisas diferentes, que me deu um marido incrível, amigos especiais, empegos agregadores e experiências inesquecíveis. Acima de qualquer coisa, Muscatine foi de todos os lugares que eu vivi, o mais paciente de todos, o que mais soube esperar carinhosamente por ganhar meu respeito, minha simpatia, e finalmente o meu amor.

É por causa de Muscatine que eu amo tanto o Estado de Iowa. Não vivo mais lá, mas ainda a chamo de “home”, porque como dizemos em inglês “home is where the heart is”. Do mesmo jeito que poucos entendem meu amor por Guarulhos, poucos entenderiam o meu amor por Muscatine. É como se o amor por uma cidade menor valesse menos do que o amor por São Paulo ou Nova York. Não. Amor é amor e ponto. Não precisa de justificativa.

Estas oportunidades que eu tenho de refletir nas alturas são sempre muito boas. Esqueço das angústias dos dias anteriores e me atento apenas ao futuro. Olho ao redor e penso o quanto ainda tenho, quero e vou conhecer nesse mundo.

É isso aí, sigo em frente. Trabalhando muito, refletindo muito, sentindo gratidão eterna por tudo e todos que contribuíram para que eu me tornasse quem sou.

Estou voltando para Las Vegas. Com certeza no decorrer da semana irei escrever um post sobre Las Vegas de um ponto de vista trabalhador hahaha!

Uma ótima terça a todos.

Gi