Nós Somos Bicho

Eu não sou muito de ir em médico pra coisa nenhuma, mas lembro bem dos médicos que cuidaram de mim durante toda a infância. Eu nasci e cresci em São Paulo, um estado que teve a sorte de receber muitos imigrantes japoneses. Ambos, Dra. Yvete, minha pediatra, e Dr. Mario Yamashita, meu otorrino, eram japoneses.

Lembro de um episódio desses ‘clássicos da infância’ em que tive um tipo qualquer de virose. Devia ter por volta de 8 anos de idade e, naquela época, eu ainda não era muito boa de prato. Nunca fui uma criança obesa, mas também nunca fui magrela. Era, como sempre ouvi, ‘normal’. E neste episódio, mamãe me levou à clínica da Dra. Yvete. Ah! Como tudo era mais simples e despretencioso naquela época.

A Dra. Yvete me receitou um remédio de gosto horroroso, mas de uma coloração tão, mas tão rosa-choque, que eu conseguia até ficar feliz em ter que tomá-lo. Era o remédio (líquido, por sinal) cor-de-rosa mais fosforescente que você pode imaginar. Acompanhadas do remédio, as seguintes recomendações: “Comida: fria. Não tem fome, não come. Gelatina e Coca-Cola, a hora que quiser.” Eu sarei. 

Depois de alguns anos, foi o consultório do Dr. Yamashita o que eu mais frequentei. Foi a fase das intermináveis dores de ouvido e dores de garganta que toda criança passa. Naquela época, já acompanhada da Letícia (minha irmã, caçula). Eu ficava impressionada com a precisão do Dr. Yamashita e com tudo naquele lugar. Até hoje, lembro exatamente da sala de espera e do consultório que era dividido em duas partes, uma com sua escrivaninha, e a outra com a maca e as luminárias que brilhavam e ardiam os olhos apontadas para a nossa cara. Era demais.

O Dr. Mario Yamashita, imagino, já conseguia, naquala época, detectar os meus primeiros sinais de obesidade pré-adolescente (dos onze aos treze anos eu estive bem acima do peso) – bem como o total desinteresse da minha irmã pela comida, no geral. Éramos, naquela época, dois pequenos opostos de ‘fim de infância/início de puberdade’ e ‘fim de desfralde/início de autonomia infantil’. Eu não tinha o menor problema com a comida, minha irmã tinha quase todos.

Meu otorrino era um médico de poucas e sábias palavras. Quisera tê-lo ouvido naquela época, pois teria me poupado de tantos problemas… Ele dizia o seguinte: “Observe a natureza. Os animais bebem água. Os animais comem planta. Os animais comem fruta. Outros, comem carne. Bicho não bebe leite. Bicho não bebe suco. Bicho não bebe refrigerante. Bicho não come açúcar. Nós somos bicho. Temos que comer e beber como bicho.”

Tudo, tudo o que eu levei uma vida toda para entender, simplesmente explicado em pouquíssimas frases pelo médico que cuidou de mim ainda tão nova. Aquele homem, que já era um senhor naquela época, não era necessariamente um visionário (se pensarmos na era paleo/low carb que vivemos atualmente) – ele era prático, simples, era, na verdade, muito óbvio! Ele, meu querido otorrino, Dr. Mario Yamashita, estava certo o tempo todo.

A medicina evoluiu, as doenças também. Ou vice-versa. Acho que uma coisa puxa a outra, na verdade. Mas quase ninguém pensa ou enxerga as indústrias alimentícias e farmacêuticas como o que elas realmente são: máquinas de dinheiro. Primeiro, eles nos entopem com tudo o que nos prejudica, e depois tentam nos consertar com produtos químicos de todos os tipos. Isso é contra a nossa natureza. “Nós somos bicho.”

Hoje quando chegar em casa, faça um exercício. Abra sua dispensa e sua geladeira e procure tudo o que é processado. Adoçante químico é algo que não existe na natureza. É como plástico. Cada vez que você ingere qualquer adoçante químico, é como se estivesse comendo um pedaço de tupperware. Como isso pode ser bom? Como podemos beber líquidos que não conseguimos se quer detectar do que são compostos? Como isso não é assustador?

Eu não quero soar hipócrita. Não quero mesmo. Mas há uma venda enorme caindo dos meus olhos por estes tempos, e é chocante. A realidade é chocante. Precisamos pensar que nossos corpos não são compactadoras de lixo. Não foi assim que Deus nos criou. Temos que cuidar bem dele, é tudo o que nos resta. 

Desejo a você uma vida mais consciênte, com escolhas que apenas te façam bem. Lembre-se do que o Dr. Yamashita dizia. Nos somos bicho – mas precisamos ser mais racionais. É a nossa condição.

É isso.

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Pane no Universo Rosa Choque

Eu escrevo porque escrever me ajuda. Esse é o único motivo. Eu publico o que escrevo porque tenho a esperança de que isso pode ajudar mais alguém, assim como ler também me ajuda.

Por isso estou aqui, em um dia particularmente difícil, escrevendo.

Eu poderia começar este texto reclamando da vida, colocando os meus demônios pra fora, mas não vou. Não é certo, nem necessário, e nem ajudaria ninguém que viesse a passar os olhos pelas minhas palavras (talvez alguém que se sentisse como eu me sinto agora, mas honestamente, não desejo isso a ninguém), de modo que escreverei a respeito de muitas outras coisas, menos sobre o dia de hoje.

Você já sentiu alguma vez que todas as suas perspectivas e pontos de vista são exatamente o oposto do que deveriam ser? Poderia citar a política, por exemplo, e como tudo o que acreditamos que é o certo, na verdade é o errado, e vice-versa. Não, não estou falando sobre corrupção, estou falando sobre política. Veja bem, conectar política e corrupção automaticamente já pode ser, por sí, uma perspectiva errada. Talvez, num mundo totalmente abstrato, seja essa conexão já pressuposta a brecha que o universo precisa para que a corrupção seja integrada à política. Como um efeito-dominó misturado com um efeito-borboleta.

É como se as nossas presunções e pressuposições e perspectivas e pontos de vista e expectativas e discernimentos fossem tão absolutamente poderosos que pudessem, de fato, causar algum impacto no universo. É a força da mente, é a nossa percepção da realidade, do mundo real, do universo, do mundo abstrato.

Eu sempre achei que o que meus olhos viam, meus ouvidos ouviam e minha cabeça raciocinava eram um resultado da correlação do que vem de fora para dentro. Na verdade, não é assim.

Tudo o que eu vejo, ouço, raciocino, tudo o que eu experimento, vem de dentro pra fora. É uma realidade erguida pelas minhas próprias perspectivas. Ou seja, simplesmente não é a realidade.

As pessoas tem, assim como eu, uma enorme dificuldade em aceitar as diferenças uns dos outros, em aceitar as mudanças, em compreender o novo, simplesmente porque se deparam com algum tipo de realidade unilateral. Sua perspectiva se choca contra esta realidade. De repente, nada mais faz sentido.

Aí é que está a chave de tudo. Em tudo na vida, tudo mesmo, temos apenas duas opções. Ignorar a realidade, ou ignorar nossas perspectivas. Se a opção é ignorar a realidade, então teremos à frente uma vida cheia de surpresas, boas e más. Se a opção é ignorar nossas perspectivas, então teremos à frente uma vida cheia de frustrações.

Já cansei de me chocar com a realidade. O universo rosa-choque estúpido que eu acreditava não existe. Eu sabia disso, por conta de uma ou outra situação, mas restava um fundo de esperança. O que posso fazer? Ignorar a realidade? Talvez. Ignorar minhas perspectivas? Talvez.

O que importa, no final, é o auto-controle. Se tantas coisas deixaram de fazer sentido, melhor focar no auto-controle. Respiração, meditação, fé. Não pensar no passado, nem no futuro. Auto-controle, no presente.

A realidade existe. Suas perspectivas também. O objetivo é conseguir alinhá-las, dia a dia, uma coisa por vez.

Sigamos em frente.

Na Jornada da Perda de Peso, Conte Somente com Você

Esta semana completei mais um ciclo de cinco dias seguidos de academia. Me comprometi a me exercitar todos os dias úteis da semana, entre 45 e 60 minutos por dia, por um período indeterminado. O objetivo é fazer com que meu corpo se acostume ao máximo a praticar atividades físicas a ponto de me enviar sinais de cobrança nos dias em que eu não me exercitar. O meu objetivo maior, na realidade, é ter uma vida adulta com muita saúde, agora e durante a terceira idade.

“Mas Gisele, você só tem 31 anos, não é um pouco de exagero pensar na terceira idade assim?” – no meu caso e na minha opinião, não. Nem todos podemos ser filhos e netos de grandes atletas. Nem todos temos este estímulo da prática de esportes constante vindo de pessoas ao nosso redor. Nem todos temos a bênção dos genes magro-alto-sem colesterol-sem diabetes-sem hipertensão presenteado a nossos corpos. Eu preciso entender que o agora é meu futuro, e que o futuro é meu agora. Não tenho outra senão optar pela prevenção.

A questão não é ter um corpo sarado – veja bem, eu nem se quer tomo sol! Não é por exibicionismo. Vaidade pessoal? Com toda certeza. Preciso me amar, e preciso me amar primeiro. Mas o fato é que quero ter uma vida com o mínimo de remorso possível, e isso começa pela minha saúde, que está no topo desta lista. Deve ser horrível ter um diagnóstico de alguma doença limitadora, para não dizer fatal, com 40, 50, ou 60 anos, e se dar conta de que se houvesse mudado meus hábitos décadas antes, aquilo poderia ter sido evitado. Significa de que me tornarei imune a doenças e problemas? Não. Mas significa que estarei com a consciência tranquila sabendo que dei o melhor de mim, por mim. Significa que não fui um fator a mais (se não o mais poderoso deles) a tornar uma situação ainda pior, potencialmente.

Mas o que importa é fazer tudo isso pensando de uma maneira bem egoísta. Quando se trata de peso, reeducação alimentar, prática de exercícios, você pode e deve ser muito egoísta, pensar somente no seu bem-estar, olhar somente para o seu próprio umbigo. Acredite, olhar para o próprio umbigo ajuda muito nessas horas, principalmente quando a única visão que se tem dele é uma visão ‘semi-periférica’ (graças às saliências da pança!). 

Além do mais, digo por experiência própria: você não terá ninguém para contar além de você mesmo nessa caminhada. Nem as pessoas mais próximas de você, por mais bem-intencionadas que sejam, conseguirão dar o apoio que você realmente precisa. Muitas delas provavelmente não irão acreditar que você tem a capacidade de conseguir alcançar o seu objetivo – baseiam-se nas suas próprias fraquezas e sentem uma ponta de inveja quando percebem que há quem seja mais forte.

Eu caí na infelicidade de comentar com algumas pessoas a minha meta de peso. Foi uma grande estupidez da minha parte. Ninguém, nenhum deles, teve a capacidade de me apoiar e dizer “eu tenho certeza que você consegue”. Ouvi coisas como “mas a sua estrutura, não vai ficar bom”, ou “é que você tem ossos largos, então pode ser que não seja fácil”, ou então “as suas expectativas são muito diferentes das minhas, mas talvez você consiga”. Todos tão bem-intencionados, ninguém teve fé em me dizer que, ainda sabendo que aquele número é absolutamente normal e saudável para a minha estatura (gente, eu tenho noção das coisas!), confiava que eu iria conseguir.

As pessoas se incomodam de me ver indo na academia todos os dias, tirando fotos de looks no espelho, fazendo comparações de antes e depois. É porque elas se sentem mal com elas mesmas, com a incapacidade delas e a falta de força de vontade delas próprias em tomar uma atitude e mudar. Por isso há um certo incômodo, perguntam quantos quilos eu perdi, dão pitacos na minha alimentação, e mensagens do tipo “cansei de ver você na academia 5:00 AM todo dia”. Não é fácil. 

Mas por que então eu continuo falando tanto sobre minha reeducação? Primeiro porque eu gosto de falar abertamente sobre as coisas que eu vivo. Não há o que esconder. Eu sou assim, sempre fui e não é agora que vou fazer diferente. Segundo, porque é uma maneira de eu mesma tomar consciência de tudo o que eu faço – com relação aos alimentos e aos exercícios. É uma auto-cobrança, algo que me empurra pra frente. Terceiro, porque apesar das pessoas que tentam sempre puxar os outros para baixo, há muito mais pessoas que se sentem inspiradas e motivadas com esse tipo de conteúdo.

Eu sou uma mulher absolutamente normal, posto receitinhas saudáveis com o que tenho na geladeira, faço academia em um lugar super simples, não sou exemplo nenhum de vida fitness, mas pelo menos jogo a real com vocês. Quando vou comer uma fatia de torta de limão passada na massa de bolinho de chuva e frita (aquela que eu postei no dia da quermesse!), eu mostro também! Porque a vida é isso, e não o faz de conta que muita gente prefere publicar. 

No final, conte somente com você. É a minha força de vontade que me faz levantar da cama todos os dias e ir pra academia. É a minha consciência que me faz pensar antes de comer um misto quente com refrigerante e doce na frente da televisão de noite. É o meu amor-próprio que não me deixa desistir.

A caminhada é única e exclusivamente sua, portanto faça dela a melhor e mais feliz de todas. Você merece.

Quando o Assunto é a Balança


Recebo dezenas de mensagens de mulheres que me acompanham pelas redes sociais todas as vezes que o assunto abordado é peso. É impressionante enxergar a sede que tantas pessoas tem – e que, na minha opinião, vai além de uma simples curiosidade – em tentar entender como alguém consegue perder peso.

Eu mesma acompanho algumas mulheres que falam especificamente disso na internet, mas nenhuma delas é considerada como um modelo a se seguir da vida fitness. Por quê? Porque são pessoas de verdade, contando as reais histórias dos seus corpos e da sua relação com a comida.

Por algum tempo, evitei falar a respeito da minha própria reeducação alimentar. Minha própria melhor amiga demonstrou uma preocupação profunda com o fato de que me expondo tanto quanto eu fazia, poderia mais me prejudicar do que me ajudar. Ela tem razão.

Não é fácil colocar a cara a tapa quando se trata do nosso próprio corpo. Não é fácil lidar com críticas, principalmente quando os ‘juízes’ decidem apitar seu jogo sem nem ao menos compreender todas as regras que o cercam. A dificuldade de escrever, gravar, fotografar e postar sobre emagrecimento é tão grande quanto o próprio processo de emagrecer. Uma caminhada cheia de obstáculos.

Porém, uma coisa que tento levar comigo para tudo na vida é que ser transparente é sempre a melhor opção. Eu não sei viver pela metade, não sei fazer nada pela metade. Se entro, entro de cabeça. E graças ao post de ontem, percebi que posso ajudar tantas pessoas através da minha própria experiência, tantas, que decidi correr este risco!

Então, vamos deixar algumas coisas bem claras. Primeiro, e mais importante de tudo: eu vou falhar. Vou comer doce, vou comer massas, vou em restaurantes, vou agir como uma pessoa absolutamente normal. Não vou perder peso toda semana, não é esse o meu objetivo, pois conheço meu corpo e entendo minhas limitações. Não vou me comprometer a abrir o quanto peso, mas vou contar o quanto perdi, quando decidir que é hora de contar. 

O que me comprometo a fazer é, sempre que falar sobre emagrecimento, ser absolutamente honesta. Não quero aumentar nem diminuir minhas conquistas e meus fracassos. O meu objetivo é aumentar minha qualidade de vida – uma constante, e não um número na balança – uma variável. 

Gostaria de dividir esta experiência com vocês, e sei que posso contar com o apoio de muitos, e por isso sou infinitamente grata. Aos curiosos (um ou outro, sempre tem) boa sorte em suas vidas, não esqueçam que jogar tetris no seu tempo livre irá agregar muito mais à sua vida do que vir aqui bisbilhotar – dizem que jogar tetris uma vez por dia por uns 30 minutos pode prevenir o Alzheimer. Aproveite melhor o seu tempo!

É isso. Sobre todo o amor de ontem, minha mais sincera gratidão.

Até breve.

Nossas Escolhas Fazem Quem Somos de Verdade

Já comemoramos a chegada do final de semana no post de ontem mas não tem maneira mais gostosa de começar o dia do que desejando a todos uma Feliz Sexta-Feira! ❤

Sim, falemos de coisas boas, falemos de coisas importantes, falemos sobre nossas escolhas. Na jornada da reeducação alimentar eu sou apenas um ponto seguindo um fluxo de idéias, sugestões, guias e estruturas. Se fosse fácil “se jogar” nessa estrada e se deixar guiar no piloto automático essa história seria muito diferente – aparentemente mais fácil de início, mas muito menos saborosa na hora de celebrar a nossa vitória, no final. 

Primeiro que não é muito simples dizer onde esta jornada se inicia e onde termina. No meu caso eu espero que não termine jamais. Alcançar o peso ideal significa apenas dar os primeiros passos rumo à jornada sem fim do auto-controle. 

Nossas escolhas fazem de nós quem nós realmente somos. Acredito cegamente nesta afirmativa, não somente quando se trata de peso e saúde, mas em todos os fatores da vida. O processo de decisão nem sempre é óbvio, demanda uma certa prática, mas basicamente consiste em uma única equação: parar + refletir + ponderar = ótimo resultado (possivelmente o melhor de todos).

Esta semana foi assim, uma semana de decisões claramente relevantes. Todos os dias carregam decisões importantes, com certeza, mas especialmente esta semana precisei me planejar para conseguir tomar a melhor das decisões. 

O melhor horário de atender reuniões do Vigilantes do Peso para a minha rotina é o sábado de manhã. Acontece que amanhã não estaremos aqui, e teoricamente precisaria “cabular” a reunião desta semana. Bem, isso é o que eu teria decidido fazer há uns dois meses, porque já aconteceu algumas vezes. Então eu decidi pensar a respeito da situação.

Parei para refletir e ponderar toda a situação. Com base nas vezes anteriores que não fui às reuniões por motivos X, Y ou Z, a história era sempre a mesma. Eu não me pesava e começava a ignorar meu aplicativo do VP a todo custo, pensando que teria a semana toda para compensar o que eu comesse além dos pontos que eu, ironicamente, não estava contando. Ou seja, tudo errado. 

O pior é que este tipo de círculo vicioso parecia nunca terminar. Um dia de más escolhas levava a uma semana inteira de más escolhas, que resultava, obviamente, na minha hesitação em comparecer à reunião da semana seguinte, e assim por diante. Foi assim que fiquei dois meses afastada das minhas reuniões, e por isso foi mais complicado ainda voltar à mentalidade certa e ter a iniciativa de “começar do zero outra vez”. Bom, não tive que começar do zero na balança, mas a mente quase sempre tem mais peso do que o corpo, entende?

Depois de considerar todos estes fatores, decidi que – podendo fazer algo a respeito desta semana em específico (quando viajo a trabalho fica muito mais complicado, mas como diz minha mãe, basta cada dia o seu próprio mal, então deixemos para pensar neste problema em outra ocasião), eu decidiria fazê-lo. Pesquisei e descobri que de todos os horários disponíveis, além do sábado, eu também consigo participar das reuniões das sextas-feiras às 7:30 AM. 

Foi fácil acordar hoje às 5:30 AM para me arrumar e estar na reunião às 7:30 AM? Não. Eu tive que abrir mão de uma hora de sono, de tomar meu café da manhã em casa como todas as manhãs, de ficar mais tempo com meu marido antes de ir trabalhar (pois só nos vemos novamente após o expediente), de levar meus cachorros para fora (eles seguiram dormindo com o Josh quando saí de casa…), enfim, tive que sair da minha rotina para chegar ao meu objetivo. 

Embalei meu café da manhã alternativo – um shake de proteína, queijo de tira sem gordura e uma banana – e meu lanche matutino – duas pequenas mexericas, e fui para a reunião com toda a determinação possível. E veja só, perdi peso essa semana! 

O sorriso, a sensação de missão cumprida, o fato de estar cada vez mais perto do meu objetivo, tudo isso me deixou muito orgulhosa de mim mesma! Que bom ter tomado a decisão de ir à reunião hoje cedo! Valeu a pena, com certeza.

Esse sentimento é o que devo trazer na memória todos os dias, todas as vezes que eu estiver mediante a uma decisão relacionada à minha saúde. A fórmula realmente ajuda muito! Na reunião de hoje falamos sobre temas tão importantes, que me fizeram pensar sobre coisas que jamais passaram pela minha cabeça, coisas que eu não conseguiria pensar sozinha. Ganhei muito mais do que perdi em dedicar uma manhã da semana para isso. 

Bom, não sei se existe muita conclusão neste texto, que é mais um relato, mas o que eu posso te dizer é que se você tem um objetivo, não desista dele, e faça o que estiver ao seu alcance para que cada dia você chegue mais perto do seu sucesso. Quando se trata de peso e saúde, lembre-se sempre de que você realmente é o que decide ser. Questão de atitude, sabe? Comprometimento. É difícil pra caramba, mas vale a pena.

Por hora é isso.

Gi

Transformação 

Não acho que conseguiria colocar em uma foto todos os cabelos diferentes que eu já tive nos últimos cinco anos. Às vezes dá até agonia de ser tão desapegada. Eu sempre digo que tenho invejinha de mulheres que conseguem ter o mesmo santo corte com a mesma bendita cor de cabelo por anos e anos e anos. Você vê uma foto de uma mulher dessas em 2000, 2005 ou 2015 e simplesmente não envelheceram! 

Eu sou o oposto disso. Tem fotos minhas de cinco anos atrás que pareço estar com quarenta anos. Já outras do ano passado pareço ter vinte. Confunde a cabeça de qualquer um. A parte triste é que as pessoas que convivem comigo já nem perdem mais tempo comentando minhas mudanças de visual, primeiro porque sabem que não vai durar por muito tempo, e segundo porque sabem que não vai durar por muito tempo! Ou seja, se gostarem, perdem saliva elogiando, se não gostarem, perdem saliva criticando… São inteligentes, não falam mais nada. Só o Josh que é obrigado a fazer algum comentário, vocês já imaginam, e a Carol (minha Carolina), que acho que com o passar dos anos já enxerga isso como hobby, e fala sempre se está bom, se está estranho, se ela usaria ou não – tipo comentarista de reality, sabe? A diferença é que ela eu escuto.

Aqui está, uma montagem com a transformação de um ano. Levei um ano para sair do preto e chegar ao loiro loiríssimo. Nunca pensei em desistir, não penso em voltar atrás! Acho que é por causa da grana que se gasta para ser loira. Hoje eu entendo aquela expresso “loira e rica”, porque as pessoas sabem quanto custa manter essa cor de cabelo (se bem que o mais certo seria dizer “loira e pobre”, pois essa é a realidade!). Uma vez me disseram assim “é Gi, eu podia ter uma casa, um carro zero, um jetski, mas ao invés disso decidi ser loira” rs.

Não me imagino mais de cabelo preto, porque sempre que penso nisso fico deprimida. O preto me dá uma sensação melancólica, de algo que não pode ser revertido – já que eu teria que pintar por causa dos muitos fios brancos que habitam no meu couro cabeludo. Prefiro a emoção da descoloração (um dia pode cair tudo! Bate na madeira aí) à mesmice do preto. Mas isso sou eu, aliás, isso sou eu em 2016. Ano que vem vai saber?

Gi