Desafio do NÃO!

Anos atrás, no auge do meu peso, na minha pior fase, eu costumava dizer que o meu maior problema era que nunca dizia ‘não’ a eu mesma. Nunca.

Aquilo era verdade, principalmente tratando-se de comida. Sempre pensei naquele velho ditado: “negar comida é pecado”, mas espertinha do jeito que sou, usava esta ideia a meu favor, totalmente destorcida, porque afinal de contas, desde quando lanches, doces e guloseimas são comida?

Com o tempo, minha situação só piorou. Não há nada pior do que mimar alguém. Em inglês, inclusive, a malavra ‘mimada’ – spoiled – traduzida ao pé da letra significa ‘estragada’. É o mesmo adjetivo que se usa quando um alimento estraga! E era isso mesmo o que estava acontecendo comigo, aos poucos, fui me estragando com o simples ato de ceder às minhas próprias vontades o tempo todo, todos os dias.

Minhas lembranças desta época são as piores. A quantidade de açúcar e farinha que eu ingeria era assustadora. Não é a toa que eu adoeci, que tive problemas sérios de coração, e que ultrapassei a linha da obesidade.

Nosso corpo não foi feito para digerir tantas porcarias. E a nossa mente também não foi feita para que nos tornássemos pessoas mimadas, ou antes, estragadas.

Quando a minha coach de emagrecimento, Patrícia Tassinari, veio com a ideia do Desafio do Não eu sabia o quanto aquilo me beneficiaria. Esta é a segunda vez que participo dele, que nada mais é do que um exercício psicológico e emocional, onde aprendemos a nos controlar de diversas formas, principalmente cortando os maus hábitos, como a gula e a procrastinação.

Começando ontem e num total de dez dias, o desafio consiste em dizer NÃO a tudo o que me prejudica. Ontem, por exemplo, finalmente voltei a me exercitar. Disse NÃO à minha preguiça, e fui à luta. No decorrer do dia, muitos outros NÃOS foram ditos – ao açúcar, aos processados, aos excessos, aos pensamentos destrutivos, e assim por diante.

Hoje o meu NÃO é para a procrastinação na cozinha. Desde que voltei do Brasil não consegui retomar o hábito de cozinhar todos os dias, e isso vinha me prejudicando muito. Mas hoje será diferente.

Se você também sente que precisa sair da sua zona de conforto, tome este desafio para sua vida também. Estabeleça um prazo e colecione NÃOS contra tudo o que te faz mal, independente do que seja.

É hora de dar um BASTA! É agora!

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10 Adultices dos Últimos Tempos

Trinta e um anos, oito meses e doze dias de vida com certeza fizeram de mim uma adulta muito diferente da afrontadora adolescente que saltitava por ruas Guarulhenses nos anos 2000. Se eu tivesse a possibilidade de trocar uma meia-dúzia (mais pra muitas dúzias) de palavras com aquela garota esperta e diferentona de AllStar pink, simplesmente diria: aproveite, aproveite mais – porque tudo isso vai passar (só não abuse da paciência do papai e da mamãe, sério…)!

Portanto, quis deixar aqui o registro de dez ítens que mudaram da água para o vinho na minha vida. Dez coisas que, se me contassem que eu chegaria nesse nível de maturidade, eu provavelmente daria risada… Mas, aconteceu!

Então, vamos lá:

1- Viagens São Investimento

Eu nunca tive muito interesse em viajar. Falava algumas vezes, aqui e ali, que queria visitar certos lugares, mas nada de muito concreto. Quando comecei a viajar, percebi que nada, absolutamente nada substitui ou agrega mais do que a experiência do novo. É um ítem meio óbvio, na verdade, mas eu realmente saí da minha zona de conforto. Hoje entendo porque quem viaja não consegue parar. Uma vez que você sai dessa caixinha, não tem mais como voltar atrás. Investir em viagens é algo realmente importante para mim.

2- Listas!

Muitas, muitas listas! A vida é feita de listas – a minha, pelo menos. Adoro contabilizar todas as minhas tarefas, adoro listar o que precisa ou não ser feito no trabalho, adoro meu planner, me sinto muito mais produtiva e eficiente quando sigo listas. Essa parte de planejamento, seja de uma viagem, de um compromisso, de uma atividade cotidiana, realmente me ajuda muito – e eu percebo o valor desta ‘auto-ajuda’. Prestar atenção em datas e processos é algo relativamente novo na minha rotina, e que se torna cada vez mais forte. Eu realmente tive que, mais uma vez, sair da minha zona de conforto para alcançar este nível de organização. Não é fácil para mim por não ser algo natural, mas eu entendo minha necessidade em utilizar este tipo de ferramenta no meu dia a dia, e só me beneficio disso. (Super madura!)

3- Menos Quantidade, Mais Qualidade

Este ítem também é um pouco óbvio (talvez todos sejam), mas houve uma época em que eu comprava muito pela oportunidade, já que nos EUA os produtos são muito baratos, e sempre deixava de pensar se aquilo realmente duraria, ou se havia necessidade de adquirí-lo, ou mesmo se era algo que eu realmente gostava. Não compro mais volume, e sim qualidade. Isso eu digo em relação a tudo, todo tipo de produto e até mesmo serviços. Não, não é questão de esbanjar além do que se deve, mas de tomar decisões mais inteligentes, realmente pesar o custo-benefício de cada coisa, não só no imediato, mas a médio e longo prazo também. Muitas vezes, o barato sai caro. Aprender isso pode mudar tudo – inclusive te ajudar a economizar dinheiro e/ou dores de cabeça.

4- Adeus, TV

Essa é ótima! Eu não assisto mais TV. Sim, assisto algumas séries e alguns filmes, mas não assisto mais nenhum programa de TV. Nem mesmo os noticiários! E que alívio isso dá. As informações chegam até nós já influenciadas pelos interesses daquela determinada emissora, muitas vezes confundem mais do que esclarecem. Eu não consigo mais simplesmente passar horas na frente da TV. Os seriados, por exemplo, me limito a um ou dois episódios por dia durante a semana. Muitas vezes, não assisto, não ligo a TV. De final de semana depende muito, mas no geral, aos domingos dedico mais tempo ao seriado da vez (porque só assisto um por vez, enquanto não termino um, não começo outro para não me apegar e perder a mão do tempo dispensado), principalmente no inverno, mas mesmo assim de maneira controlada. Não faço questão nenhuma de assistir TV.

5- Redes Sociais em Menor Escala

Logo eu, a Rainha do Curti-Compartilhei! Desde Setembro do ano passado eu desativei minha conta no Facebook, por inúmeros motivos. Tenho planos de fazer um post exclusivo sobre este assunto quando a “data da liberdade social” completar seis meses. Mas posso adiantar que só me beneficiei por tomar tal decisão. Eu, de verdade, realmente, não me interesso pelas opiniões, fantasias e falsa moral alheias. Eu tinha contato real com cerca de 30% dos meus contatos do Facebook. O resto, não que eu não me importasse, ficava feliz em saber que estavam bem, mas não havia motivo para dedicar horas do meu dia como espectadora de suas vidas. Não aguentava mais as cotucadas políticas e religiosas, não tolerava os julgamentos e as condenações, não queria fazer parte daquilo. Saí, me libertei, estou muito mais feliz assim.

6- Café Puro, Por Favor

Esse, sim, é um assunto assustadoramente incrível! Eu sou a “boleira” oficial da turma, sou a “fazedora oficial das sobremesas”, era a “devoradora do doce de leite”, a que não sabia dizer não ao açúcar, e que só tomava café – com adoçante, porque era ‘condizente’ haha! – em situações de extremo sono (depois daquele pratão de macarrão) ou de extremo frio (“Não tem chocolate quente?! Então vai um café…”). Só que, como você pode perceber, estimado leitor, eu mudei. Mudei como um todo. O todo, inclui meu paladar. E hoje tomo pelo menos dois cafés pretos, puros, por dia. Geralmente um pela manhã, e um logo após o almoço. Sou um verdadeiro orgulho à classe adulta.

7- Fiz as Pazes com o Dia

Essa aqui é interessante. Eu não sou, nunca fui, nem nunca serei uma pessoa diurna. Eu aprecio profundamente a madrugada. Se não fosse crente, viveria uma vida muito boêmia, porque a noite me faz bem. É de madrugada que eu trabalho melhor, produzo melhor, tenho minhas melhores ideias. Mas hoje, com mais de trinta, não seguro o rojão de trocar o dia pela noite como costumava fazer há uma década. Não dá. E o motivo é bem simples: eu me preocupo com a minha saúde. Trocar o dia pela noite faz mal e afeta a vida de quem precisa trabalhar, produzir e ter ideias durante o dia. Sim! Sou uma vendida ao sistema! Whatever. Amo meu trabalho, e graças a ele, fiz as pazes com o dia. Aliás, há anos sou uma pessoa extremamente regrada, que dorme antes das 22h e, independente da hora que foi dormir na noite anterior, não fica na cama depois das 8h, nem aos finais de semana (nem depois das raras noites boêmias…). Inclusive, por meses fui frequentadora do chamado ‘5 AM Club’, a turma que vai para a academia antes do sol nascer. Eu adoro ser a primeira a chegar no escritório, antes das 7h, e nestas duas primeiras horas de expediênte (antes do resto do pessoal chegar) é quando faço meu trabalho melhor, focada, totalmente comprometida, sem distrações. O que me leva ao próximo tópico…

8- Aprecio o Silêncio

A Gisele rebelde que ouve música no último volume como no início dos anos 2000 ainda vive em mim – e dá as caras toda semana. Mas eu, definitivamente, aprendi a apreciar o silêncio. Não falar com ninguém, não ter nenhum aparelho ligado, silenciar o telefone. Eu preciso de momentos assim, não todos os dias, mas todas as semanas. O silêncio revigora; ele nos dá a oportunidade de escutar nossas próprias ideias e ajuda a limpar o cérebro daquele acúmulo de sensações e emoções e informações juntados ao longo dos dias. É muito, muito bom. E útil. E necessário.

9- Vitaminas Sem Pular

Quando eu comecei a tomar anticoncepcional já era velha, e a médica, por hábito, me disse “Lembre-se de tomar sempre no mesmo horário, sem pular nenhum dia”. Eu balancei a cabeça que sim, enquanto ela me olhava, e depois de alguns segundos ela disse “Você não é do tipo que esquece, é? Não, não me parece que seja.” E ela estava certa. Nunca pulei um dia sequer. Aprendi a construir um sistema para me manter na linha, porque esta não é a minha natureza. Eu não sou uma pessoa consistente, nem organizada por natureza. Aprendi a ser. Deixei de tomar anticoncepcional. Há cerca de um ano venho trabalhando na minha suplementação – tomo Centrum para mulheres, Biotina para cabelo e unhas, Vitamina C, Vitamina D e Ferro. Nunca pulei um dia se quer. Eu definitivamente construí um sistema e não admito que ele falhe. Hoje, com mais de trinta anos nas costas, aprendi que quando me permito falhar onde devo ser consistente, abro brechas para falhar em muitas outras coisas. Talvez para algumas pessoas tomar vitaminas sem pular seja algo muito simples, ou tão difícil que considerem ‘desnecessário’. O que eu aprendi com isso, na verdade, não tem nada a ver com os suplementos, e sim comigo mesma, com o tipo de pessoa que eu sou. O simples ato de tomar minhas vitaminas todos os dias, sem pular, me ajuda a ficar firme em todas as outras áreas da minha vida que preciso ser consistente e que foge da minha natureza. Todos os dias, sem pular.

10- Economias Além do Porquinho

Não dá pra falar sobre a vida adulta sem falar sobre dinheiro. E eu aprendi que juntar dinheiro é muito, muito importante. Eu costumo dizer que os adolescentes sofrem da síndrome da imortalidade, porque eles não fazem a menor ideia de que um dia irão morrer. A morte não pertence ao universo das crianças e, em geral, e dos adolescentes. Alguns podem até compreender a dor da morte na perda, mas não assimilam esse fato às próprias vidas. Quando a gente fica mais velho, percebe que não é imortal. Percebe que as energias diminuem, e dão espaço para preocupações reais, como por exemplo: “O que será de mim quando eu ficar tão velha que não consiga mais trabalhar?”. Eu, Gisele, não me imagino aposentada. Deus permita que eu possa trabalhar muito por muitas décadas, mas POR GOSTO. Não quero trabalhar por necessidade. E a única maneira de concretizar este plano é começando a juntar dinheiro agora, seja através de investimento, aposentadoria privada, poupança, ou, idealmente, tudo isso junto. Quando a preocupação da vida começa a ser a terceira idade, é sinal de que você realmente amadureceu. Pode não ser a fruta mais madura do cesto, mas com certeza verde não é. Portanto, de todas as coisas compartilhadas neste post, se eu pudesse sugerir apenas uma, a mais importante, seria: guarde dinheiro, mas guarde como gente grande. (Logo em seguida estaria o café…puro!).

Espero que esse post sirva de alguma inspiração, nem que seja só pra você consiga pensar em coisas da sua vida que podem ser…melhoradas? Ajustadas? Evoluídas? Ou, simplesmente, mudadas!

Obrigada se leu até aqui. E tudo certo, também, se não leu (mas, nesse caso, você nunca saberá disso hahaha!).

Gi

Olá, Meu Nome É Gisele e Eu Sou Low Carber

Existe apenas uma rede social onde falo com mais frequência sobre meu processo de emagrecimento, o Instagram. Portanto, se você não está por lá (e tudo bem se não estiver), provavelmente não sabe muito sobre minhas aventuras dos últimos tempos.

Muitas coisas tem acontecido, eu mudei. Uma frase tão pequena esta… “eu mudei”. Mas é a única que sintetiza tudo, por dentro, por fora e ao redor da pessoa que eu sou hoje. Como já contei pelo Instagram, não sou muito favorável aos rótulos da vida – acho que quanto mais rótulos, mais separação, mais distinção, mais desunião, mais incompreensão, mais necessidade de se provar e de provar que o outro é errado. Eu detesto tudo isso. Somos todos seres-humanos com total possibilidade de conviver com diferenças – o que falta é empatia, compaixão, sensibilidade. Falta querer. E é por isso que eu venho relutando muito para escrever aqui (onde tenho controle nulo de quem lê) ou de falar a respeito nos meus videos no YouTube (onde tenho controle nulo de quem assiste) a respeito do seguinte fato: eu sou low carber.

É uma frase um pouco idiota, essa. “Eu sou low carber”. Que raios isso quer dizer? Que tipo de rótulo é esse? Por que isso importa? “Não, Gisele, não faz a menor diferença se rotular assim ou não”, foi o que disse a mim mesma centenas de vezes. Substituía termos como “low carb” por “de baixo carboidrato”, ou por “alimento natural”. Mudada e relutante, duas palavras que me descreveriam bem nos últimos meses…

Mas importa. Importa dizer nossa condição em alto e bom tom! Importa vestir a camisa totalmente. Importa, porque, se é assim que eu vivo, qual o problema? “Modinha”. Tudo bem, tudo bem. Mas eu adoro uma modinha…. Pode me odiar. Só que se alimentar de bicho e planta não é modinha. Nossos corpos foram criados para isso! Então tira essa ideia de modinha da cabeça, e pensa nos fatos. Comida de verdade. Alimentação natural. Não aos processados. Não ao artificial. Sem farinha. Sem açúcar. É modinha? Tem certeza?

Hoje completo cinco meses de low carber. Há cinco meses, tomei uma das melhores e mais assertivas decisões da minha vida. Desde então minha vida virou do avesso. Parece que meu cérebro passou a funcionar com mais potência. Parece que eu acordei de uma inércia biológica e psicológica, física e emocional. Tantas coisas que eu desprezava, passei a adorar. Tantas coisas que eu amava, passaram a me incomodar. Eu passei a detectar melhor meus sentimentos, minhas sensações, e fiquei incrivelmente mais…sensível. Esta parte está sendo a mais difícil, eu confesso. Mas é necessária.

E foi o fato de me tornar low carber que me deixou mais sensível? Absolutamente não. O negócio é que todo mundo pensa que emagrecer tem a ver com a boca – ledo engano! Emagrecer tem a ver com a CABEÇA. E tudo o que tem a ver com a cabeça é um processo, um processo longo, um processo longo e complexo. A complexidade do emagrecer envolve tudo, muito além da comida: os ambientes que você frequenta, as atividades que pratica, as conversas que participa, os livros que lê, os programas de TV que assiste, os passeios que sente prazer, o modo de descanso, a busca do novo, o aprimoramento da auto—estima, o empoderamento, o aprender a dizer não, a libertação da escolha, o autocontrole, o lidar com o fracasso, o lidar com o sucesso, a auto-reforma, o entendimento da necessidade da mudança, o objetivo traçado a curto, médio e longo prazos, ou seja, uma decisão iniciada com a cabeça irá com toda certeza tocar todas as áreas da sua vida! Inclusive a espiritual – sabe quantas vezes me peguei pensando no dia que estiver cara a cara com Deus e tiver que me explicar do porquê não cuidei do corpo que Ele me deu? Eu não quero passar por isso. Esta também é uma responsabilidade do espírito.

O dia em que entendi que o que havia de errado comigo era minha relação com a comida, tudo se tornou claro, transparente, óbvio diante dos meus olhos. O choque de realidade não é fácil, mas prefiro mil vezes lidar com a dificuldade do que com a ilusão da minha realidade. Eu estava vinte e cinco quilos acima do peso, doente do coração, com a auto-estima no chão, comendo de forma irresponsável e compulsiva. É difícil enxergar e aceitar a realidade como ela é. Mas só isso pode fazer com que você tome coragem para reverter a situação inteira.

Hoje comemoro cinco meses de low carber (paleo), com 19 kg eliminados e com perspectivas maravilhosas para meu próprio futuro. Hoje decidi que não há porquê ter medo de me rotular, não porque eu queira estar acima do bem e do mal, nem porque acredite ser a dona da razão, a única certa. Mas porque foi este caminho que me trouxe até onde estou. Foi o caminho que escolhi percorrer por muitos anos, o caminho que me trouxe paz de espírito e consciência do que eu quero para mim.

Todo dia 15 de cada mês irei abordar este tema aqui no blog. Hoje foi mesmo a apresentação oficial, mas nos textos futuros irei ser mais prática, mais objetiva, e irei compartilhar tudo o que venho aprendendo do que considero de valia e ajuda a outras pessoas também.

Sigo em frente, muito mais firme e muito mais forte do que nunca.

Gisele

5 Coisas Para Aumentar a Auto-Estima Imediatamente

1) Sua Aparência Importa

Sim, existem milhares de coisas mais importantes do que a nossa aparência: a nossa saúde, as contas pra pagar, cuidar da casa, cuidar da família, a reunião de condomínio, levar os cachorros pro pet, aguar as plantas, afofar as almofadas, responder os grupos do WhatsApp, estabelecer a paz mundial, etc, etc, etc… Todos nós sabemos disso. Mas, de que adianta bancar o super-herói todos os dias para todas as outras pessoas e esquecer de cuidar de nós mesmos? Não adianta muito. Uma hora essa bomba-relógio explode e você vai se sentir ainda mais sobrecarregado tentando correr atrás do prejuizo. Aliás, sendo ainda mais fatídica, o tempo é algo que não volta nunca, jamais. Simples assim. Um dia você vai acordar e vai perceber que uma década se passou e você simplesmente se perdeu em algum momento dentro dela. Sua aparência importa! Não importa só para os outros, mas principalmente para você! Sua aparência é o reflexo do que acontece dentro da sua cabeça, sabia disso? Se você não consegue encontrar tempo, vontade ou motivação para se cuidar, posso afirmar com toda certeza: o problema vem de dentro. Então reflita e faça algo por você!

2) Mudanças, Sim!

Eu sou uma pessoa resistente à grandes mudanças. Não precisa me conhecer muito para perceber esse traço da minha personalidade. Mas também não precisa me conhecer bem para notar que não tenho o menor medo em mudar pequenas coisas da minha vida. Pequenas, digo, inofensivas, mas que podem sim causar um enorme impacto. Meu cabelo é o maior exemplo de todos! Nada melhora mais a minha auto-estima do que mudar meu cabelo! E voltando um pouco na dica anterior, se você é daquelas pessoas que “não abre mão do cabelão de jeito nenhum” mas que simplesmente não consegue cuidar dele como necessário, talvez seja hora de considerar uma mudança! Vive de coque, rabo de cavalo, tem muito cabelo e só consegue “dar um jeito” nele uma ou duas vezes na semana? Colega, é hora de mudar! Vá no salão, corte, pinte, busque sua melhor versão. Falando nisso, nada como encontrar nosso próprio estilo de roupas e acessórios. Você pode fazer muitos testes na internet para descobrir melhor o estilo que combina com você – e se puder, contrate um profissional que te auxilie neste processo. Não tenha medo em mudar ou assumir totalmente o seu estilo, isso apodera!

3) Aquela Roupa Especial

Falando em roupas e acessórios, todo mundo tem aquele look especial, quase “de estimação”, que só usa em ocasiões mais especiais, né? Sabe o que eu descobri? Que podemos usá-lo como “norte” para compor todo o nosso guarda-roupa. Como assim? Eu explico. Você precisa identificar a sensação que tem quando veste esta roupa especial: como você se sente? Provavelmente, muito bem, mais bonita, elegante, ou sexy, ou poderosa, etc. Por que esta roupa faz com que você se sinta assim? É a cor, o tecido, o corte, o caimento? No meu caso, meus looks especiais são geralmente compostos por vestidos e salto alto, mas não posso usar um vestido e um par de sapatos de festa para o trabalho, né? O que eu fiz, então? Coletei todas as informações desse look e transportei para a busca de peças que sejam mais adequadas ao trabalho (e outras ocasiões), mas que tenham estes elementos que fazem minha auto-estima levantar! Então passei a usar mais vestidos com fundos escuros e estampas diversas, meias-calças, e o salto muitas vezes não é um scarpin, mas uma ankle boot, ou seja, poderosa mas confortável. Estes são apenas exemplos, mas você pode fazer isso com absolutamente qualquer tipo de roupa. Componha sua personalidade!

4) Desapegue

Compor e afirmar a nossa personalidade através do closet: esse tema não é possível de ser abordado sem falar do maravilhoso ato de desapegar. Quantas peças de roupa você provavelmente tem estocadas no seu armário que não tem absolutamente nada a ver com você? Isso acontece muitas vezes não porque compramos errado, necessariamente, mas porque acumulamos coisas de várias épocas das nossas vidas. Na minha última grande limpeza do closet eu tirei roupas e sapatos que eu tinha certeza absoluta que não voltaria a usar, pelo menos não pela próxima década (a moda sempre volta, mas existe uma grande diferença entre ser retro e ser um acumulador de tralhas!). Desapegue de: roupas fora de moda, estampas que não te agradam, roupas maiores que o seu número, roupas gastas, sapatos gastos, sapatos que você não usa porque te machucam, sapatos fora de moda, ítens repetidos desnecessariamente, coisas manchadas ou furadas, simplesmente DESAPEGUE! “Tire o velho para dar lugar ao novo”, tá até na bíblia isso. Renove os ares e organize tudo o que ficar.

5) Uma Por Dia

Eu não posso escrever sobre auto-estima e deixar de fora o tema ‘alimentação’. Honestamente, não estou com muita vontade de escrever sobre a minha reeducação alimentar, este texto não é sobre isso. Só que é inevitável dizer o seguinte: se alimentar melhor aumenta a auto-estima. E não estou falando em perder peso. Estou falando em buscar saúde. Então fica aqui minha dica: comece com apenas uma escolha por dia. Apenas uma. “Hoje vou beber água”, ou “Hoje vou comer salada no almoço”, ou “Hoje vou experimentar um legume novo”. Uma coisa só por dia, todos os dias. Você vai perceber um universo de possibilidades se abrir diante dos seus olhos, vai conseguir desmistificar certas coisas, conhecer outras, e até mesmo descobrir outras. Uma por dia, apenas uma.

Foque em você, sempre.

Gisele

Capa da Insensibilidade

insensibilidade

substantivo feminino

1.

estado ou característica daquilo que é desprovido de sensibilidade a estímulo físico.

“i. ao frio”

2.

incapacidade de emocionar-se, de experimentar sentimentos de afeição, de amor, de piedade, pena etc.; frieza, indiferença, dureza.

Não dá. Não adianta! Por mais que eu tente, por mais potencializada que seja minha habilidade em escrever e descrever, não há monge, guru nem pajé que faça com que os outros entendam certas reações que eu tenho. Nem mesmo quem já passou por experiências parecidas com as minhas consegue essa proeza. Será que eu sou tão esquisita assim?

Coisas maiores acontecem, coisas menores acontecem, minha reação é sempre a mesma: ‘eu jamais faria isso com tal pessoa, por que tal pessoa fez isso comigo?’. Sabe aquela frustração de perceber que é só você que se coloca no lugar do outro? Só você precisa compreender, e entender, e ter empatia, e mesmo quando a coisa aperta pro seu lado é você que precisa correr atrás do prejuízo – prejuízo, a propósito, não causado por você? Sabe? Mas sabe MESMO ou está só concordando comigo pra acabar de vez com esse assunto? Sei.

Quero ser mais insensível este ano. Sério. INSENSÍVEL. Quero mesmo! Quero pensar nos problemas dos outros como problemas dos outros, e ‘sinto muito…’. Tenho um amigo que é muito, muito insensível. Tão insensível, que de vez em quando me pergunto que tipo de areia movediça ele carrega dentro do peito, porque com certeza, no fundo, no fundo, é um coração molenga – mesmo cinzento, assustador, engolidor de tudo o que o toca, não deixa de ser molenga.

A insensibilidade é uma capa, como aquela do Harry Potter, da invisibilidade. A gente se cobre com aquilo, ninguém enxerga, só a gente. Mas é preciso ser insensível, principalmente quando se é um poço sem fundo de sensibilidade aguda (como meu amigo, o mais insensível de todos). ‘Vista a capa, Gisele! Vamos, está na hora!’. É pra já.

O Erro

A manhã de hoje resumiu-se a um encadeamento de presepadas não esperadas que resultará em um post para este blog. Não apenas isto, mas também como uma série de mini-ações a serem tomadas por quem vos escreve – deste momento em diante.

É quase inacreditável como um único erro pode transformar a vida em uma enorme sucessão de más escolhas. Eu sabia que não deveria ter saído ontem a noite, e mesmo assim, saí. Supostamente, o erro.

Quando a gente tem um plano e não o segue, erro. Quando rola um sexto-sentido e a gente o ignora, erro. Quando a gente se propõe a tal coisa e abre mão dela, erro.

Eu saí com as amigas ontem para jantar, o que resultou em comer algo novo, o que resultou em uma ingestão de sódio maior, e uma diferença de +362g na balança. Também resultou em perder o horário de dormir (sim, isso existe na minha vida), significando que não consegui acordar no horário para treinar, não consegui arrumar minha cama antes de sair de casa, e o pior, pior, PIOR DE TUDO – pessoas do gênero feminino entenderão – não havia consenso no que vestir! Eu troquei de roupa três vezes, e saí de casa infeliz (má escolha de composição, saí com blusa, calça e botas pretas e um blazer verde musgo e azul marinho – que à meia-luz do meu closet me pareceu verde musgo e preto, ou seja, cheguei no trabalho e arranquei-o sem pensar duas vezes, maldito blazer verde musgo e azul marinho! Patético.) e minutos atrasada.

Cheguei no escritório às nove em ponto.

Então comecei a escrever, com o coração às palpitadas, brusco, pensando “gostaria poder começar o dia de hoje novamente”. Foi aí que percebi que ontem não usei o meu planner. Ele está aqui neste exato momento, me encarando com um pouco de raiva. Erro.

Não planejei, não escrevi, não segui meu próprio manual. Apenas agi por impulso e naturalidade e disse sim ao que achava que deveria e não ao que não me importava naquela hora. Seria este o erro?

Pensando friamente, ontem mesmo foi um dia anormal. E anteontem, no domingo, ainda mais estranho. Bom, se falarmos sobre o sábado que antecedeu e todas as horas que passei revendo videos e fotos sobre minha vida de antes, e mais um dilúvio de memórias e lembranças e do poço de nostalgia que me atirei, acho que dá pra achar que esse sim foi o erro. Ou talvez tenha sido algo ainda antes disso…? Provavelmente.

Erro, todos os dias. Este post com certeza foi um erro também. Posso simplesmente não publicá-lo, apagá-lo, fingir que nunca existiu. Mas que graça teria? Não tem graça não errar. Não tem graça não ser eu. Só que hoje, com a mistura preto – verde musgo – azul marinho eu tenho certeza absoluta que eu exagerei. Que erro…

Adeus, 2017

Quanto tempo!

E quantos posts começados, repensados, deletados nestes últimos meses. Eu poderia começar este last post of the year dizendo que está tudo bem, que eu continuo a mesma de sempre, indo e vindo e coisa e tal. Mas seriam inverdades.

Eu não sou mais a mesma desde Setembro. Não somente pelos vários quilos que eliminei do meu corpo, mas principalmente porque estou, como costumo descrever, em processo de desabrochamento.

Como todo bom e velho discurso de final de ano, preciso sintetizar 2017 em uma única frase, e no meu caso, salvo engano, 2017 resume-se a um belo “O que foi isso?”.

Eu nunca vivi tantas coisas boas e tantas coisas ruins em um ano só. Nunca me senti tão nômade, viajando como never before, e nunca me senti tão enraizada a um único lugar, a minha casa.

Não me lembro de ter conhecido – ou melhor – instituído tantos amigos como em 2017, e também não me lembro de nenhum outro ano em que sofri tanto por questões fraternas.

Acredito também que 2017 foi o primeiro grande ano no meu casamento, sem escandalizações ou hipocrisia, quem já casou alguma vez na vida – principalmente se conseguiu permanecer casado – sabe a dificuldade que é o início de um casamento. 2017 foi nosso quarto ano de casados, e finalmente posso acreditar que o casamento foi feito para a felicidade, e não angústia, dos seres humanos.

Este ano comecei agarrada na igreja, e terminei agarrada em Deus.

Um ano de absurdos políticos, crises econômicas, com mais corrupção, com discursos de xenofobia, diminuição da mulher, separação de raças, um ano em que milhares de idiotas saíram dos seus armários imundos e preconceituosos. Nunca me senti tão brasileira, em nenhum outro ano vivendo fora do Brasil. Nunca me senti mais forte e orgulhosa por ser mulher. Nunca estive mais atenta e empática ao alheio. O alheio, de fato, não existe – e tolos são os que acreditam nisso.

E, não poderia deixar de mencionar algo, no mínimo, inesperado – 2017 foi o ano que me tornei Facebook-free! Ou seja, desativei minha conta, desapeguei dos dramas particulares e da negatividade que aquela plataforma jorrava na minha cara logo pela manhã, todos os dias da semana, todas as semanas do mês, todos os meses dos últimos dez anos. Dez anos foi o tempo que levou para que um prazer tornasse-se um desgosto. Talvez esta tenha sido não a maior, mas a mais qualitativa de todas as decisões que tomei em 2017.

Que grande ano, 2017. O ano da minha iniciação em Star Wars. O ano em que passei a acreditar na Força e admirar os Jedi. Parece bobagem, mas só para quem não entende.

Me despeço de 2017 com muito alívio e muita gratidão. Costumo dizer que anos ímpares são sempre os mais difíceis para mim. Não é mitologia, crendice, superstição. É apenas o que é. Anos ímpares são, por algum motivo, muito desafiadores. São a dor muscular que se sente depois do exercício físico puxado – aquela dor necessária, que vem acompanhada do sentimento de missão cumprida. É isso.

Espero que as lições aprendidas neste ano sejam perpetuadas durante minha existência. Espero não esquecer o que vivi, porque tudo foi de muita importância.

A você que leu este texto, deixo toda minha gratidão. Se me acompanhou, seja lá por qual motivo, durante o ano de 2017, espero também ter agregado algo de bom à sua vida. Se não agreguei, peço então mais uma chance – deixo aqui a lista de todos os livros lidos por mim no ano de 2017:

1- Quando Você Voltar – Kristin Hannah

2- Eu Acho que Amo Você – Allison Pearson

3- A Melhor Coisa que Nunca Aconteceu na Minha Vida – Laura Tait

4- A Memória de Uma Amizade Eterna – Gail Caldwell

5- Desaparecida – Catherine McKenzie

6- O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wild

7- Mulheres Francesas Não Engordam – Mireille Guiliano

8- Sissi – A Imperatriz Solitária – Allison Pataki

9- 30 e Poucos Anos e Uma Máquina do Tempo – Mo Daviau

10- Por Que Engordamos – Gary Taubes

11- Além da Esperança – Kristin Hannah

12- Barriga de Trigo – William Davis

13- Um Dia – David Nicholls

Um ótimo final de ano a todos!

Abraços,

Gisele