Nós Somos Bicho

Eu não sou muito de ir em médico pra coisa nenhuma, mas lembro bem dos médicos que cuidaram de mim durante toda a infância. Eu nasci e cresci em São Paulo, um estado que teve a sorte de receber muitos imigrantes japoneses. Ambos, Dra. Yvete, minha pediatra, e Dr. Mario Yamashita, meu otorrino, eram japoneses.

Lembro de um episódio desses ‘clássicos da infância’ em que tive um tipo qualquer de virose. Devia ter por volta de 8 anos de idade e, naquela época, eu ainda não era muito boa de prato. Nunca fui uma criança obesa, mas também nunca fui magrela. Era, como sempre ouvi, ‘normal’. E neste episódio, mamãe me levou à clínica da Dra. Yvete. Ah! Como tudo era mais simples e despretencioso naquela época.

A Dra. Yvete me receitou um remédio de gosto horroroso, mas de uma coloração tão, mas tão rosa-choque, que eu conseguia até ficar feliz em ter que tomá-lo. Era o remédio (líquido, por sinal) cor-de-rosa mais fosforescente que você pode imaginar. Acompanhadas do remédio, as seguintes recomendações: “Comida: fria. Não tem fome, não come. Gelatina e Coca-Cola, a hora que quiser.” Eu sarei. 

Depois de alguns anos, foi o consultório do Dr. Yamashita o que eu mais frequentei. Foi a fase das intermináveis dores de ouvido e dores de garganta que toda criança passa. Naquela época, já acompanhada da Letícia (minha irmã, caçula). Eu ficava impressionada com a precisão do Dr. Yamashita e com tudo naquele lugar. Até hoje, lembro exatamente da sala de espera e do consultório que era dividido em duas partes, uma com sua escrivaninha, e a outra com a maca e as luminárias que brilhavam e ardiam os olhos apontadas para a nossa cara. Era demais.

O Dr. Mario Yamashita, imagino, já conseguia, naquala época, detectar os meus primeiros sinais de obesidade pré-adolescente (dos onze aos treze anos eu estive bem acima do peso) – bem como o total desinteresse da minha irmã pela comida, no geral. Éramos, naquela época, dois pequenos opostos de ‘fim de infância/início de puberdade’ e ‘fim de desfralde/início de autonomia infantil’. Eu não tinha o menor problema com a comida, minha irmã tinha quase todos.

Meu otorrino era um médico de poucas e sábias palavras. Quisera tê-lo ouvido naquela época, pois teria me poupado de tantos problemas… Ele dizia o seguinte: “Observe a natureza. Os animais bebem água. Os animais comem planta. Os animais comem fruta. Outros, comem carne. Bicho não bebe leite. Bicho não bebe suco. Bicho não bebe refrigerante. Bicho não come açúcar. Nós somos bicho. Temos que comer e beber como bicho.”

Tudo, tudo o que eu levei uma vida toda para entender, simplesmente explicado em pouquíssimas frases pelo médico que cuidou de mim ainda tão nova. Aquele homem, que já era um senhor naquela época, não era necessariamente um visionário (se pensarmos na era paleo/low carb que vivemos atualmente) – ele era prático, simples, era, na verdade, muito óbvio! Ele, meu querido otorrino, Dr. Mario Yamashita, estava certo o tempo todo.

A medicina evoluiu, as doenças também. Ou vice-versa. Acho que uma coisa puxa a outra, na verdade. Mas quase ninguém pensa ou enxerga as indústrias alimentícias e farmacêuticas como o que elas realmente são: máquinas de dinheiro. Primeiro, eles nos entopem com tudo o que nos prejudica, e depois tentam nos consertar com produtos químicos de todos os tipos. Isso é contra a nossa natureza. “Nós somos bicho.”

Hoje quando chegar em casa, faça um exercício. Abra sua dispensa e sua geladeira e procure tudo o que é processado. Adoçante químico é algo que não existe na natureza. É como plástico. Cada vez que você ingere qualquer adoçante químico, é como se estivesse comendo um pedaço de tupperware. Como isso pode ser bom? Como podemos beber líquidos que não conseguimos se quer detectar do que são compostos? Como isso não é assustador?

Eu não quero soar hipócrita. Não quero mesmo. Mas há uma venda enorme caindo dos meus olhos por estes tempos, e é chocante. A realidade é chocante. Precisamos pensar que nossos corpos não são compactadoras de lixo. Não foi assim que Deus nos criou. Temos que cuidar bem dele, é tudo o que nos resta. 

Desejo a você uma vida mais consciênte, com escolhas que apenas te façam bem. Lembre-se do que o Dr. Yamashita dizia. Nos somos bicho – mas precisamos ser mais racionais. É a nossa condição.

É isso.

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Na Jornada da Perda de Peso, Conte Somente com Você

Esta semana completei mais um ciclo de cinco dias seguidos de academia. Me comprometi a me exercitar todos os dias úteis da semana, entre 45 e 60 minutos por dia, por um período indeterminado. O objetivo é fazer com que meu corpo se acostume ao máximo a praticar atividades físicas a ponto de me enviar sinais de cobrança nos dias em que eu não me exercitar. O meu objetivo maior, na realidade, é ter uma vida adulta com muita saúde, agora e durante a terceira idade.

“Mas Gisele, você só tem 31 anos, não é um pouco de exagero pensar na terceira idade assim?” – no meu caso e na minha opinião, não. Nem todos podemos ser filhos e netos de grandes atletas. Nem todos temos este estímulo da prática de esportes constante vindo de pessoas ao nosso redor. Nem todos temos a bênção dos genes magro-alto-sem colesterol-sem diabetes-sem hipertensão presenteado a nossos corpos. Eu preciso entender que o agora é meu futuro, e que o futuro é meu agora. Não tenho outra senão optar pela prevenção.

A questão não é ter um corpo sarado – veja bem, eu nem se quer tomo sol! Não é por exibicionismo. Vaidade pessoal? Com toda certeza. Preciso me amar, e preciso me amar primeiro. Mas o fato é que quero ter uma vida com o mínimo de remorso possível, e isso começa pela minha saúde, que está no topo desta lista. Deve ser horrível ter um diagnóstico de alguma doença limitadora, para não dizer fatal, com 40, 50, ou 60 anos, e se dar conta de que se houvesse mudado meus hábitos décadas antes, aquilo poderia ter sido evitado. Significa de que me tornarei imune a doenças e problemas? Não. Mas significa que estarei com a consciência tranquila sabendo que dei o melhor de mim, por mim. Significa que não fui um fator a mais (se não o mais poderoso deles) a tornar uma situação ainda pior, potencialmente.

Mas o que importa é fazer tudo isso pensando de uma maneira bem egoísta. Quando se trata de peso, reeducação alimentar, prática de exercícios, você pode e deve ser muito egoísta, pensar somente no seu bem-estar, olhar somente para o seu próprio umbigo. Acredite, olhar para o próprio umbigo ajuda muito nessas horas, principalmente quando a única visão que se tem dele é uma visão ‘semi-periférica’ (graças às saliências da pança!). 

Além do mais, digo por experiência própria: você não terá ninguém para contar além de você mesmo nessa caminhada. Nem as pessoas mais próximas de você, por mais bem-intencionadas que sejam, conseguirão dar o apoio que você realmente precisa. Muitas delas provavelmente não irão acreditar que você tem a capacidade de conseguir alcançar o seu objetivo – baseiam-se nas suas próprias fraquezas e sentem uma ponta de inveja quando percebem que há quem seja mais forte.

Eu caí na infelicidade de comentar com algumas pessoas a minha meta de peso. Foi uma grande estupidez da minha parte. Ninguém, nenhum deles, teve a capacidade de me apoiar e dizer “eu tenho certeza que você consegue”. Ouvi coisas como “mas a sua estrutura, não vai ficar bom”, ou “é que você tem ossos largos, então pode ser que não seja fácil”, ou então “as suas expectativas são muito diferentes das minhas, mas talvez você consiga”. Todos tão bem-intencionados, ninguém teve fé em me dizer que, ainda sabendo que aquele número é absolutamente normal e saudável para a minha estatura (gente, eu tenho noção das coisas!), confiava que eu iria conseguir.

As pessoas se incomodam de me ver indo na academia todos os dias, tirando fotos de looks no espelho, fazendo comparações de antes e depois. É porque elas se sentem mal com elas mesmas, com a incapacidade delas e a falta de força de vontade delas próprias em tomar uma atitude e mudar. Por isso há um certo incômodo, perguntam quantos quilos eu perdi, dão pitacos na minha alimentação, e mensagens do tipo “cansei de ver você na academia 5:00 AM todo dia”. Não é fácil. 

Mas por que então eu continuo falando tanto sobre minha reeducação? Primeiro porque eu gosto de falar abertamente sobre as coisas que eu vivo. Não há o que esconder. Eu sou assim, sempre fui e não é agora que vou fazer diferente. Segundo, porque é uma maneira de eu mesma tomar consciência de tudo o que eu faço – com relação aos alimentos e aos exercícios. É uma auto-cobrança, algo que me empurra pra frente. Terceiro, porque apesar das pessoas que tentam sempre puxar os outros para baixo, há muito mais pessoas que se sentem inspiradas e motivadas com esse tipo de conteúdo.

Eu sou uma mulher absolutamente normal, posto receitinhas saudáveis com o que tenho na geladeira, faço academia em um lugar super simples, não sou exemplo nenhum de vida fitness, mas pelo menos jogo a real com vocês. Quando vou comer uma fatia de torta de limão passada na massa de bolinho de chuva e frita (aquela que eu postei no dia da quermesse!), eu mostro também! Porque a vida é isso, e não o faz de conta que muita gente prefere publicar. 

No final, conte somente com você. É a minha força de vontade que me faz levantar da cama todos os dias e ir pra academia. É a minha consciência que me faz pensar antes de comer um misto quente com refrigerante e doce na frente da televisão de noite. É o meu amor-próprio que não me deixa desistir.

A caminhada é única e exclusivamente sua, portanto faça dela a melhor e mais feliz de todas. Você merece.

Quando o Assunto é a Balança


Recebo dezenas de mensagens de mulheres que me acompanham pelas redes sociais todas as vezes que o assunto abordado é peso. É impressionante enxergar a sede que tantas pessoas tem – e que, na minha opinião, vai além de uma simples curiosidade – em tentar entender como alguém consegue perder peso.

Eu mesma acompanho algumas mulheres que falam especificamente disso na internet, mas nenhuma delas é considerada como um modelo a se seguir da vida fitness. Por quê? Porque são pessoas de verdade, contando as reais histórias dos seus corpos e da sua relação com a comida.

Por algum tempo, evitei falar a respeito da minha própria reeducação alimentar. Minha própria melhor amiga demonstrou uma preocupação profunda com o fato de que me expondo tanto quanto eu fazia, poderia mais me prejudicar do que me ajudar. Ela tem razão.

Não é fácil colocar a cara a tapa quando se trata do nosso próprio corpo. Não é fácil lidar com críticas, principalmente quando os ‘juízes’ decidem apitar seu jogo sem nem ao menos compreender todas as regras que o cercam. A dificuldade de escrever, gravar, fotografar e postar sobre emagrecimento é tão grande quanto o próprio processo de emagrecer. Uma caminhada cheia de obstáculos.

Porém, uma coisa que tento levar comigo para tudo na vida é que ser transparente é sempre a melhor opção. Eu não sei viver pela metade, não sei fazer nada pela metade. Se entro, entro de cabeça. E graças ao post de ontem, percebi que posso ajudar tantas pessoas através da minha própria experiência, tantas, que decidi correr este risco!

Então, vamos deixar algumas coisas bem claras. Primeiro, e mais importante de tudo: eu vou falhar. Vou comer doce, vou comer massas, vou em restaurantes, vou agir como uma pessoa absolutamente normal. Não vou perder peso toda semana, não é esse o meu objetivo, pois conheço meu corpo e entendo minhas limitações. Não vou me comprometer a abrir o quanto peso, mas vou contar o quanto perdi, quando decidir que é hora de contar. 

O que me comprometo a fazer é, sempre que falar sobre emagrecimento, ser absolutamente honesta. Não quero aumentar nem diminuir minhas conquistas e meus fracassos. O meu objetivo é aumentar minha qualidade de vida – uma constante, e não um número na balança – uma variável. 

Gostaria de dividir esta experiência com vocês, e sei que posso contar com o apoio de muitos, e por isso sou infinitamente grata. Aos curiosos (um ou outro, sempre tem) boa sorte em suas vidas, não esqueçam que jogar tetris no seu tempo livre irá agregar muito mais à sua vida do que vir aqui bisbilhotar – dizem que jogar tetris uma vez por dia por uns 30 minutos pode prevenir o Alzheimer. Aproveite melhor o seu tempo!

É isso. Sobre todo o amor de ontem, minha mais sincera gratidão.

Até breve.

O Caminho do Sucesso na Reeducação Alimentar Morando Fora


É a primeira vez na minha vida em que eu decido de todo coração mudar os meus hábitos. Esta caminhada começou, timidamente, em 2015, na primeira vez em que eu me associei aos Vigilantes do Peso (em inglês, Weight Watchers). Eu perdi, eu ganhei. Não apenas na balança, mas em vários sentidos.

De lá para cá muitas coisas não são mais as mesmas. Eu mudei de casa, mudei de emprego, mudei o visual, mudei alguns hobbies, até o meu círculo social também mudou. E essa é a vida, essa é a jornada. Cheia de altos e baixos, de bons e maus momentos, de conquistas e obstáculos, formada por avalanches de dificuldades e campos de calmaria. 

Mas hoje, depois de algumas experiências, acho que sou capaz de entender melhor o que a comida tem a ver com isso tudo. E tem muito a ver.

Ontem conversando com um grande e velho amigo, ele me confessou que se fosse ele morando aqui nos EUA não conseguiria ter a mesma força de vontade que eu tenho, em buscar uma alimentação mais saudável. Verdade seja dita, os EUA são o reino dos fast foods e das porcarias, que – diga-se de passagem – são maravilhosas. São tantas guloseimas, tantas opções, e a um custo tão baixo, que não é de se admirar que a droga número um dos americanos sejam elas. Qualquer um pode ter uma overdose de açúcar e fritura aqui por menos de $10. Não é a toa que aqui o que reina é a obesidade.

E quando esse meu amigo fez tal declaração, a primeira coisa que eu pensei foi: mas eu levei dez anos para conseguir decidir mudar meus hábitos alimentares! Dez anos! E foi justamente isso que eu respondi a ele. 

Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. E é, na realidade, uma decisão tomada todos os dias, multiplas vezes ao dia. As tentações são inúmeras – houve uma semana aqui no trabalho onde em quatro dos cinco dias úteis foi servida alguma comida gorda aos funcionários, como forma de “motivação” ou para comemorar algum marco incrível de algum colega. 

A coisa mais comum nas empresas americanas é ter caixas e caixas de cookies e donuts na salinha do café à vontade para os funcionários. Tem noção?

E eu não estou aqui para julgar o estilo de vida, a cultura ou os hábitos dos meus não-conterrâneos. Isso, na realidade, não é problema meu. E esta é a chave de tudo.

Enquanto eu perdia meu tempo criticando os americanos pelos seus hábitos e culpando o ambiente ao meu redor pelo meu ganho de peso, nada mudava nas vidas deles, e eu continuava a engordar. Lembre-se: enquanto você tiver uma desculpa para continuar onde está, pode ter certeza, você continuará onde está.

A vida americana é sedentária e gordurosa? Absolutamente. Mas eu não sou obrigada a viver desta maneira. Acima do sedentarismo e da maneira de se alimentar, muito acima deles, está uma coisa chamada LIBERDADE. A América é um país livre. Aqui sou livre para usar maquiagem sem ser julgada, sou livre para pintar o cabelo sem ser mal interpretada, sou livre para usar o estilo de roupas que eu quiser, inclusive sou livre para ser gorda! Seria só mais uma.

Mas então, o que me impede de NÃO ser gorda? Nada. Bom, provavelmente minha própria cabeça, meus próprios maus-hábitos, minha própria preguiça, minhas próprias desculpas, ou seja, resumidamente: minha própria atitude.

Aqui tenho toda a liberdade do mundo e todo o acesso à academias, parques, até mesmo a um magnífico rio (se eu pudesse nadar) cheio de praias, e piscinas, e supermercados com – pasmem – uma seção inteira só para frutas, verduras e legumes! 

Abramos um parênteses sobre o ‘ser gorda’: aqui não cabe o sentido da palavra ‘gorda’ discriminado e submetido à ditadura da beleza. Ninguém é obrigado a ser magro, assim como ninguém é obrigado a ser gordo. Fisicamente isso não importa – do pó viemos, ao pó voltaremos. O que eu quero dizer com ‘ser gorda’ aqui é ter uma atitude irresponsável e negligente em relação ao que se ingere, ter uma mentalidade gorda, sofrer quando se olha no espelho e quando se mede a pressão sanguínea, não saber o limite e a ponderação entre o que se quer e o que se deve fazer. No meu caso é isso.

As pessoas me perguntam como consigo levantar todos os dias as 5:00 AM (5:15 AM, na verdade) para ir malhar. A resposta é muito simples: eu odeio malhar. Por isso, decido que é a primeira coisa do dia que vou fazer, para poder eliminá-la do meu pensamento no decorrer do dia. Além disso, se eu não fosse para a academia teria que estar de pé às 6:30 AM de todo jeito. Ou seja, não estou perdendo quase nada – me deito por volta das 22:00 e se me sinto muito cansada em um determinado dia, me recolho ainda mais cedo. 

É questão de hábito, é questão de escolha. Escolher o caminho que você quer percorrer. É muito difícil, todos os dias, mas minha falta de saúde e insatisfação com a minha própria imagem são coisas ainda mais difíceis de encarar.

A conclusão deste post é a seguinte: não importa se você vive no Brasil, nos EUA, na Europa ou em qualquer lugar do mundo, o segredo do sucesso é parar de olhar à sua volta e olhar unicamente para você. Não use desculpas esfarrapadas, não busque culpados, e desencane da genética. Se você quer, você pode e você irá conseguir.

Força!

Compra de Supermercado 100% Sem Glúten 

Minha melhor amiga é celíaca. Quando soubemos do diagnóstico, quando tivemos 100% de certeza de que era isso mesmo, ela obviamente aboliu o glúten de sua vida – sem nenhuma exceção. As pesquisas atuais revelam que em média 1 em cada 100 pessoas tem a doença celíaca no mundo todo, mas que este número pode chegar a 1 em cada 40 pessoas dependendo da região – é uma porcentagem alta considerando a gravidade da doença (que está diretamente relacionada com o sistema digestivo e com a absorção de nutrientes) e considerando principalmente a indústria alimentícia que graças à tentativa de reduzir custos e de intensificar a produção de alimentos acaba apelando à adição exagerada do glúten (inclusive em diversos alimentos que não conteriam esta propriedade se fabricados de forma mais natural).

Quando a Carol confirmou que viria passar férias comigo eu tracei um plano: ir aos supermercados e comprar tudo o que eu encontrasse sem glúten nas prateleiras para ela provar. Ela me contou que em São Paulo, na maioria das vezes no mercado Santa Luzia, ela consegue encontrar uma variedade maior de produtos sem glúten, mas que mesmo assim tudo ainda é muito limitado, inclusive ela me contou que no caso das pessoas celíacas (diferente das que apenas são intolerantes ao glúten) os alimentos não podem se quer ser processados nas mesmas máquinas do que os que têm glúten (ela me contou que isso se chama “contaminação cruzada”). Ou seja, existem muitos produtos industrializados que apesar de não conter glúten em suas composições originais podem estar “contaminados” por terem sido produzidos nos mesmos equipamentos de produtos que contém glúten originalmente. E, eu fiquei chocada: este é o caso da maioria dos chocolates que encontramos por aí.

Pensando em recebê-la da melhor maneira possível e também na oportunidade, caso ela provasse alguma coisa que gostasse muito e quisesse levar para o Brasil, eu comprei uma variedade razoável de coisinhas sem glúten, e achei interessante mostrá-las em vídeo, porque sei que existem muitas pessoas que são intolerantes ou celíacas e que precisam de dicas de produtos sem glúten, então achei que são informações de utilidade pública.

Houve uma pessoa que inclusive já deixou um comentário no video dizendo que tudo o que eu mostrei são industrializados e chamando os alimentos mostrados de “veneno”. Eu quero aproveitar o post para deixar aqui a minha resposta. Infelizmente, não são todas as pessoas do mundo, muito menos mulheres com uma carreira, como é o caso da Carol (e meu também) que tem tempo hábil para ir para a cozinha e fazer pão (ou o que quer que seja) todos os dias, todas as semanas. Infelizmente, nós precisamos contar com produtos industrializados para conseguirmos gerenciar nosso tempo com todas as tarefas que precisamos fazer. Mesmo que pareça muito simples dispensar dez, quinze, vinte minutos por dia para preparar algo para comer que não venha necessariamente de uma caixinha do supermercado, na rotina de pessoas que trabalham tanto quanto nós esse tempo faz diferença, e muita. Além disso, produtos industrializados fazem mal à saúde se ingeridos diariamente em excesso – assim como qualquer outra coisa, porque tudo em grande quantidade é desnecessário e faz mal. Mas sempre que temos tempo, seja na hora do almoço ou na hora da janta, nós cozinhamos. Ontem mesmo jantamos arroz, feijão preto, peito de frango grelhado e salada. Ou seja, menos, muito menos, né? Chamar qualquer comida de veneno é um pouco de exagero.

Espero que gostem do video e das dicas!

Gi

#SETEMBROSEMGLÚTEN – Semana 05 e O Que Será de Outubro

Oi pessoal, espero que estejam todos bem. Hoje é dia de update do desafio do mês, ou seja, o último update do mês de Setembro em que não ingeri glúten. Conforme relatei no video, ficar sem o glúten foi muito interessante no sentido de redução de medidas, mas não necessariamente no quesito da perda de peso.

Eu perdi até o momento 20 lbs que dá 9,07 Kg. Não, não é muito, mas é um número muito significativo para mim. É um marco importante nessa jornada, porque sinceramente eu mesma não acreditava na minha capacidade de perder peso algum, ainda mais quase 10 kg.

Lembro de conversas onde sempre dizia brincando que “ah, só falta perder 10 kg!”, quando ía a uma loja comprar uma roupa ou então quando alguém me fazia algum elogio. Era uma maneira de me criticar duramente, e de expressar a pouca fé que eu tinha em mim mesma, em conseguir ser determinada o suficiente para eliminar nem que fosse 1 kg (imagina 10 kg!).

Estou orgulhosa de mim e animada em seguir em frente. Sei que nessa jornada haverão inúmeros obstáculos, mas do que depender de mim farei o melhor para que os obstáculos sejam maneiras de me fazer crescer ainda mais como pessoa, me conhecendo mais, e me tornando mais forte até alcançar o meu objetivo!

Espero que gostem do video.

Gi

#SETEMBROSEMGLÚTEN – Update da Semana 04 e Receita de Pão de Queijo de Frigideira Fit

Bom dia! Eu deveria ter feito este post ontem, mas estava com a cabeça no mundo da lua e não consegui. Então hoje decidi fazer um combo aqui para vocês – postando o video com o update da semana e também com a dica de uma receitinha maravilicious que eu já fiz várias vezes e acho que nunca havia compartilhado com vocês!

Sobre a semana…

O fato é que não comer glúten faz com que o corpo desinche MUITO. Você percebe a diferença mesmo, nas roupas, nos acessórios (meus relógios estão folgados de novo!) e se sente mais leve no geral. Só que fazer uma dieta sem glúten não significa que você está fazendo uma dieta de baixo teor calórico. No meu caso, eu eliminei o glúten das minhas refeições, mas continuo controlando tudo o que eu como através dos pontos dos Vigilantes do Peso. Isso é o que tem me ajudado mais, porque se eu dependesse somente da dieta sem glúten não sei se conseguiria me controlar (batata frita com cheddar derretido e bacon é #glutenfree hahaha!).

Comparado com o mês que eu fiquei sem comer açúcar, eu perdi muito menos peso. O resultado não está sendo muito significativo na balança, mas está sendo significativo nas medidas do corpo. No video conto tudo sobre isso.

Agora vamos ao que interessa…

Receita de Pão de Queijo de Frigideira Fit


Ingradientes:

– 1 ovo inteiro

– 2 colheres de sopa de polvilho (eu usei farinha de tapioca)

– 1 colher de sopa do queijo magro de sua preferência 

– Sal a gosto

Modo de preparo:

– Coloque todos os ingredientes num bowl pequeno e misture tudo bem com um garfo até ficar homogêneo.

– Despeje em uma frigideira antiaderente e cozinhe até que a parte de baixo esteja dourada (em fogo médio); dobre em meia-lua, e cozinhe por mais alguns minutos até que o centro esteja firme (em fogo baixo).

Espero que gostem da receita!

Gi