Sobre o Filme: Bridget Jones’ Baby

Ontem fomos assistir o filme mais recente de uma das personagens mais amadas pelas mulheres, principalmente as que tinham seus 30 (e poucos) anos no início dos anos 2000. Eu tinha 15 anos em 2001 quando o primeiro filme foi lançado e me lembro de me divertir muito assistindo-o junto com as minhas amigas do colegial. Não era um filme que retratava a nossa história, mas já conseguíamos imaginar nosso futuro sendo parecido com o dela, Bridget Jones. 

Sobre o terceiro filme, Bridget Jones’ Baby, e sem spoilers, devo dizer que… Foi sensacional. Se você acompanhou a história de Bridget, Daniel e Mark, você vai se apaixonar por este filme também. Vou contar aqui algumas das coisas mais legais sobre o filme e que, honestamente, me preocupavam antes de assistí-lo. Como o primeiro filme é repleto de personagens carismáticos, eu naturalmente me apeguei a todos eles, e a gente sempre torce para que eles estejam lá nos filmes a seguir.

1) #FriendshipGoals – a turma toda continua unida

Uma das coisas que eu mais amava nos filmes da BJ é a turma de amigos dela, e torci muito para que todos estivessem nesse terceiro filme também. Pra mim, é a melhor turma de amigos que existe na ficção (mais que HIMYM, mais que Friends, só não perde pra Stranger Things!).

2) Os pais de Bridget – aparecem menos, mas dão aquele toque “familiar” à história

Sou apaixonada pelo pai da Bridget que continua lá firme e forte, dando o maior apoio pra ela, e a é claro, a figura caricata da mãe também segue presente, com um enredo paralelo inesperado, mas muito divertido também.

3) Ela está magra – e se veste muito melhor do que no passado

Achei o máximo que a versão 2016 da Bridget – com 43 anos – está magra e moderna. Gostei muito mais dos figurinos dela nesse filme, apesar de continuar sendo ela mesma o tempo todo, se é que vocês me entendem…

4) Ela tem uma carreira e é bem sucedida – mas continua sendo a Bridget

Como escrevi acima, continua sendo a Bridget! Ela é bem sucedida mas segue atrapalhada e tomando decisões que nem sempre são as mais…comuns ou responsáveis, e segue sendo uma péssima oradora, enfim… É a Bridget!

5) Não sei o que incomodou mais, se a falta de Daniel na história ou as más plásticas de Renée…

Sei que faz parte do enredo, mas Daniel Cleaver faz falta na história. Ele teve um ótimo substituto (Bridget e seus homens, duelando pelo seu amor haha!), mas senti falta do humor seco e sarcástico de Daniel. Porém, confesso que as infelizes plásticas de Renée acabaram chamando mais a minha atenção do que a falta de Daniel. Francamente, Renée, a Bridget jamais teria feito essa cagada que você fez no seu rosto…. Era tão bonita, iria envelhecer bonita naturalmente, mas não, teve que apelar pra faca! No caso dela, uma má idéia… 

De todas as maneiras, recomendo demais a todos os fãs que assistam porque vale a pena!

G.

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7 Filmes Nacionais para Assistir no Feriado de 7 de Setembro

Eu acho que é uma idéia geral que Setembro é um dos melhores meses do ano, não é? Aqui nos EUA tem feriado, no Brasil tem feriado, aqui é o começo do Outono, e lá é o começo da Primavera… Realmente, não falta motivos. E para quem decidir curtir o feriado da nossa Independência em casa, aí vão sete dicas de filmes que eu adoro e que você também vai amar:

1) Divã

É um filme para assistir com a sua melhor amiga – para rir e chorar horrores. 

“Mercedes é uma mulher que não tem do que reclamar: é bonita, bem vivida, casada, mãe de dois filhos, sempre próxima a sua melhor amiga Mônica e é muito feliz. Aparentemente a vida dela é perfeita, o que desperta a curiosidade dela mesma em descobrir o porquê de sua vida ser tão completa. É quando Mercedes resolve fazer análise com um psicanalista, Dr. Lopes, para descobrir o motivo de não ver nem a sombra dos problemas.

O que Mercedes não imaginava era que sua vida iria mudar a partir do dia em que ela entrasse naquele consultório. Ao longo de seu tratamento psicológico, Mercedes descobre muitas insatisfações próprias, assim como a necessidade de se conhecer cada vez mais fundo, a vontade de aproveitar cada momento, de realizar sonhos e desejos que não sabia que existia.”

2) Minha Mãe É Uma Peça

Dispensa muitas apresentações, a comédia brasileira mais comentada do teatro da última década, adaptada pelo seu criador e roteirista, Paulo Gustavo.

“Dona Hermínia (Paulo Gustavo) é uma mulher de meia idade, divorciada do marido (Herson Capri), que a trocou por uma mais jovem (Ingrid Guimarães). Hiperativa, ela não larga o pé de seus filhos Marcelina (Mariana Xavier) e Juliano (Rodrigo Pandolfo), sem se dar conta que eles já estão bem grandinhos. Um dia, após descobrir que eles consideram ela uma chata, resolve sair de casa sem avisar para ninguém, deixando todos, de alguma forma, preocupados com o que teria acontecido. Mal sabem eles que a mãe foi visitar a querida tia Zélia (Suely Franco) para desabafar com ela suas tristezas do presente e recordar os bons tempos do passado.”

3) Bossa Nova

É o filme perfeito para quem quer apresentar o lado maravilhoso do Brasil (e do Rio de Janeiro, para ser mais específico), para os gringos. O filme tem muitos diálogos em inglês, mas é majoritariamente em Português. Um romance leve e cheio de surpresas.

“Miss Simpson é uma norte-americana que vive no Rio de Janeiro e leciona o idioma inglês. Entre os seus alunos estão Acácio, um jogador de futebol que está prestes a se mudar para aInglaterra, e Nadine, uma fanática por computadores e que está empolgada com o romance virtual que vem mantendo com um suposto artista plástico de Nova Iorque. Num encontro casual, Miss Simpson conhece Pedro Paulo, umadvogado que acabou de se separar da mulher, que o trocou pelo professor chinês de tai chi chuan. Encantado com o charme da moça, ele acaba se matriculando em uma de suas turmas.”

4) Central do Brasil

Outro que dispensa apresentações, indicado ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro e como protagonista, Fernanda Montenegro, indicada ao prêmio de Melhor Atriz, é uma história triste e comovente, que vale a pena ver de novo.

“Dora (Fernanda Montenegro) é uma mulher que trabalha na estação Central do Brasil escrevendo cartas para pessoas analfabetas; uma de suas clientes, Ana aparece com o filho Josué (Vinícius de Oliveira) pedindo que escrevesse uma carta para o seu marido dizendo que Josué quer visitá-lo um dia. Saindo da estação, Ana morre atropelada por um ônibus e Josué, de apenas 9 anos e sem ter para onde ir, se vê forçado a morar na estação. Com pena do garoto, Dora decide ajudá-lo e levá-lo até seu pai que mora no sertão nordestino. No meio desta viagem pelo Brasil eles encontram obstáculos e descobertas enquanto o filme revela como é a vida de pessoas que migram pelo país na tentativa de conseguir melhor qualidade de vida ou poder reaver seus parentes deixados para trás.”

5) Somos Tão Jovens

Na minha opinião, o melhor filme que representa o cenário da música urbana e do rock’n roll no Brasil, mais especificamente a leva de músicos incríveis que se originou em Brasília entre o final dos anos 70 e início dos anos 80; o filme – apesar de ser a biografia do gênio Renato Russo – foca em todo o universo das grandes bandas do rock nacional como os Paralamas do Sucesso e o Capital Inicial. Eu diria que é o oposto (a versão feliz) do filme sobre o Cazuza. Muito bom!

“Em 1973, logo após sua família se mudar para Brasília, Renato Manfredini Júnior (Thiago Mendonça), de apenas 16 anos, fica preso por uma doença degenerativa numa cama. Sem muito a fazer, o jovem começa a compor poesias e sonha em se tornar o líder de uma grande banda de rock. Depois de algum tempo, é curado, descobre em sua cidade o movimento punk, adota o nome de Renato Russo e forma com amigos da Turma da Colina a bandaAborto Elétrico, época em que compõe as músicas “Que País É Este?”, “Música Urbana” e “Geração Coca-Cola”. 

Com a falta de repercussão de seu trabalho e aos conflitos com o restante dos integrantes da banda, ele resolve deixar o grupo e seguir em carreira solo, agora como “O Trovador Solitário”, época em que cria canções mais narrativas, tais como “Eduardo e Mônica” e “Faroeste Caboclo”. Em 1982, apesar da rejeição de suas novas canções, consegue despertar a atenção em outros círculos e retoma seu sonho de criar uma grande banda, convidando Marcelo Bonfá (Conrado Godoy) e Dado Villa-Lobos (Nicolau Villa-Lobos) para formar a Legião Urbana. Na primeira apresentação, em Minas Gerais, a banda consegue conquistar o público jovem, porém é detida por sua atitude contestadora. 

De volta a Brasília a banda conquista mais fãs, até deixar a cidade para se apresentar em 1982 no Rio de Janeiro, iniciando a trajetória que a tornaria umas das maiores bandas do rock brasileiro.”

6) Redentor

Uma crítica enorme à sociedade brasileira, com um enredo surpreendente, é um dos meus filmes nacionais favoritos.

“Célio Rocha é um jornalista que vive uma crise familiar há cinco anos, desde que o pai adoeceu por não ter recebido as chaves de um apartamento do Condomínio Paraíso, depois de ter pago 17 anos de prestações à construtora do Dr. Saboia, empresário corrupto. Ele recebe a tarefa de entrevistar Otávio, filho e sucessor do dono da construtora, também corrupto, e a quem odeia desde a infância. Célio quer se vingar de Otávio descobrindo provas das falcatruas do ex-amigo mas acaba ele próprio se envolvendo em um lamaçal de trapaças e negociatas, atingindo também o pai, a mãe e Soninha, filha do favelado Acácio que ele conhecera durante a reportagem sobre uma invasão nos apartamentos e por quem se apaixonara. No auge dos problemas, Célio começa a ter visões de Deus e passa a acreditar ter a missão de fazer com que Otávio se arrependa e devolva o dinheiro a todos aqueles que prejudicara.”

7) Que Horas Ela Volta?

É recente, de 2015, e com uma trama que te faz refletir absurdamente sobre inúmeros fatores da nossa vida. Regina se superou, e superou todas as minhas expectativas.

“Val, uma mulher de Pernambuco, vai para São Paulo, deixando para trás sua filha, Jéssica, com o avô. Em São Paulo, Val encontra um emprego como babá e depois de empregada doméstica em uma casa de família de classe alta onde ela cuida do filho de seus patrões, Fabinho.

Treze anos depois, Val é economicamente estável, mas sente culpa por ter deixado para trás Jéssica. De repente, sua filha decide ir a São Paulo para fazer um vestibular, na mesma época que o filho do casal, e pede apoio a mãe, esta acreditando em uma segunda chance para um melhor relacionamento entre as duas. Mesmo assim, a convivência é complicada, ainda mais pela personalidadeda garota e forma como ela se comporta na casa e perante os patrões de sua mãe, se sentindo mais a vontade e não aceitando a separação de
classes e posições impostas no lugar.”

O cinema nacional também arrasa! ❤ Bom feriadão, galera!

5 Filmes Para Assistir No Feriado

Não sou cinéfila no sentido “expert” da palavra, muito longe disso. Mas curto cinema, curto filminhos, principalmente os que trazem algum ensinamento, mais divertidos, leves, que ajudam a gente a se destrair dos problemas do cotidiano, mas que também agregam algo de bom no nosso dia. Escolhi 5 filmes que considero ser exatamente assim, e vou contar um pouco de cada um deles, sem spoilers, aqui para você. Vamos lá:

1. Room (O Quarto de Jack)

Este filme é simplesmente sensacional. A atriz principal, Brie Larson, venceu o Oscar de Melhor Atriz no ano passado por ter atuado neste filme, onde ela faz o papel de uma jovem que foi sequestrada ainda adolescente, que teve um filho, Jack, de seu sequestrador, e que cria o menino por seis anos em seu cativeiro. Falando assim parece até uma história “comum”, como outras histórias policiais que a gente conhece. Mas o grande diferencial deste filme é que a história é toda contada do ponto de vista do menino, e não da mãe. Aquele quarto, para ele, é como o mundo para nós. É tudo o que ele conhece, e é o único senso de realidade que ele tem. A moça desempenha um papel incrível de mãe realmente, e o filho, apesar de tudo, e talvez até mesmo pela inocência e ignorância quanto à sua própria realidade, é feliz. Sem spoilers, eles conseguem fugir do cativeiro, e então começa uma jornada de total descoberta para aquela criança que achava que o mundo era simplesmente o seu quarto. A reação daquele menino quando encosta na grama pela primeira vez, ou quando vê um cachorro pela primeira vez, ou simplesmente quando tenta aprender como subir e descer uma escada dentro de casa é de fazer qualquer um chorar. O filme é especial, cheio de lições, e nos faz pensar no quanto nós não damos valor às menores coisas à nossa volta. Vale a pena, absolutamente, assistí-lo.

2. Love Actually (Simplesmente Amor)

Eu sei que não estamos nem perto do Natal, mas esse é um dos filmes mais lindos, divertidos e romanticos que eu assisti nos últimos tempos. Está no Netflix, e é uma comédia romantica que conta a história de várias pessoas diferentes vivendo histórias de amor totalmente diferentes e ao mesmo tempo – desde o primeiro ministro do Reino Unido que se apaixona perdidamente por sua assistente, até um garotinho que se apaixona pela primeira vez por uma menina do colégio e que está completamente desiludido. Apesar de ser um filme antiguinho, de 2003, e de muita gente conhecê-lo, não podia deixar de indicá-lo aqui, porque eu mesma não havia assistido e fiquei encantada – entrou pra minha lista de filmes prediletos. Até o Josh gostou muito do filme! As tramas são todas diferentes, porém interligadas umas às outras, e nosso querido Rodrigo Santoro faz parte de uma delas, ou seja, realmente imperdível.

3. My Big Fat Greek Wedding 2 (Casamento Grego 2):

Devo começar este aqui dizendo que se não assistiu ao primeiro, assista! Realmente, vale a pena. Mas vou fazer um resumo voltado apenas ao segundo filme, que saiu no cinema este ano, e que na minha opinião foi tão bom, tão divertido, tão engraçado e tão querido quanto o primeiro! Sim, é difícil de uma coisa assim acontecer, pois geralmente o primeiro filme é sempre o melhor. Mas Casamento Grego 2, ao contrário do que todos nós imaginamos, não se trata do casamento da filha de Toula e Ian. A história vai muito além. É uma continuação da quebra de tradições que Toula havia começado quando solteira e um pouco mais do que isso. Ao mesmo tempo há um encontro de tradições que ocorre espontaneamente, entre a filha rebelde de Toula e a sua cultura grega. E o casamento então, onde fica? Pois bem. Acontece que o pai de Toula, Kostas, decide ir atrás de suas raízes gregas para provar que é descendente direto de Alexandre o Grande, e ao começar a juntar seus documentos se dá conta de que seu registro de casamento com a matriarca da família Portokalos, Maria, nunca havia sido assinado por um padre! Considerando-se então solteiros, começa uma confusão que, é claro, termina no altar. É um filme bem Sessão da Tarde, mas vale pelas risadas!

4. Keeping the Faith (Tenha Fé)

Este é um filme que inexplicavelmente não está disponível no Netflix Americano. Não faz o menor sentido – foi lançado em 2000, é uma comédia romantica, e totalmente mainstream – com Ben Stiller como protagonista. Sim, filme mega velho, mas uma das histórias mais fofas e bem humoradas que eu já vi. É um clichêzão, delicinha. Três amigos de infância, dois meninos e uma menina, melhores amigos. Ela, ainda criança, muda para o outro lado do país e perde contato com os dois que continuam melhores amigos até a vida adulta, tornando-se um deles, Brian, padre, e o outro, Jake, rabino. Anos mais tarde, Anna retorna à NYC – onde se passa toda a história – já uma super bem sucedida mulher de negócios, linda, loira e maravilhosa. É óbvio que forma-se alí um triângulo amoroso e cheio de tabus! Eu amo este filme…

5. The Joneses (Amor por Contrato)

Este filme não deixa de ser um romance, mas com uma história bem interessante por trás dele, ainda mais para quem estuda, trabalha ou simplesmente se interessa por marketing, formação de opinião, vendas, e tudo isso que a gente vê acontecer até mesmo através dos nossos queridos blogs de moda e beleza por aí, por exemplo. O caso é que chega no bairro dos ricos uma nova família, vinda de muito longe, totalmente desconhecida, e que começa a se destacar em meio àquele determinado círculo social – tornar-se parte dos grupinhos ricos nos EUA não é tarefa para qualquer um. Não basta apenas ter dinheiro, você precisa ser muito mais do que isso. E os Joneses são o exemplo da família perfeita do comercial de margarina. Pai, mãe (ninguém menos que Demi Moore), filho e filha, todos lindos. Os pais logo fazem amizade com todos os vizinhos, os filhos se tornam os mais populares da high school, e todos passam a invejar aquela família perfeita. De repente, um vizinho aparece com o carro igual ao do pai, e todas as housewives decidem copiar os looks esportivos da mãe. Eles dão festas em casa e recebem os novos amigos, vão ao clube de golf, frequentam os melhores restaurantes. Tudo muito idealizado e perfeito… Se não fosse o fato de que os quatro, pai, mãe, filho e filha, não são parentes – mal se conhecem! São quatro vendedores contratados por uma empresa de venda indireta, plantados naquele determinado local para impulsionar a compra de todos aqueles artigos de luxo que vivem exibindo. Nada realmente pertence a eles – nem a casa, nem os carros, nem as joias… Um enredo muito interessante, que faz com que a gente reflita sobre as nossas escolhas, nossos valores, e nossas próprias idéias. O romance fica por conta de Demi, seu parceiro de cena David Duchovny, entre outras histórias, envolvendo até um suicídio. Ótima pedida para o feriadão.

E você, tem alguma sugestão de filmes bons para o findi prolongado? Me conta aqui nos comentários! 

G.