10 Adultices dos Últimos Tempos

Trinta e um anos, oito meses e doze dias de vida com certeza fizeram de mim uma adulta muito diferente da afrontadora adolescente que saltitava por ruas Guarulhenses nos anos 2000. Se eu tivesse a possibilidade de trocar uma meia-dúzia (mais pra muitas dúzias) de palavras com aquela garota esperta e diferentona de AllStar pink, simplesmente diria: aproveite, aproveite mais – porque tudo isso vai passar (só não abuse da paciência do papai e da mamãe, sério…)!

Portanto, quis deixar aqui o registro de dez ítens que mudaram da água para o vinho na minha vida. Dez coisas que, se me contassem que eu chegaria nesse nível de maturidade, eu provavelmente daria risada… Mas, aconteceu!

Então, vamos lá:

1- Viagens São Investimento

Eu nunca tive muito interesse em viajar. Falava algumas vezes, aqui e ali, que queria visitar certos lugares, mas nada de muito concreto. Quando comecei a viajar, percebi que nada, absolutamente nada substitui ou agrega mais do que a experiência do novo. É um ítem meio óbvio, na verdade, mas eu realmente saí da minha zona de conforto. Hoje entendo porque quem viaja não consegue parar. Uma vez que você sai dessa caixinha, não tem mais como voltar atrás. Investir em viagens é algo realmente importante para mim.

2- Listas!

Muitas, muitas listas! A vida é feita de listas – a minha, pelo menos. Adoro contabilizar todas as minhas tarefas, adoro listar o que precisa ou não ser feito no trabalho, adoro meu planner, me sinto muito mais produtiva e eficiente quando sigo listas. Essa parte de planejamento, seja de uma viagem, de um compromisso, de uma atividade cotidiana, realmente me ajuda muito – e eu percebo o valor desta ‘auto-ajuda’. Prestar atenção em datas e processos é algo relativamente novo na minha rotina, e que se torna cada vez mais forte. Eu realmente tive que, mais uma vez, sair da minha zona de conforto para alcançar este nível de organização. Não é fácil para mim por não ser algo natural, mas eu entendo minha necessidade em utilizar este tipo de ferramenta no meu dia a dia, e só me beneficio disso. (Super madura!)

3- Menos Quantidade, Mais Qualidade

Este ítem também é um pouco óbvio (talvez todos sejam), mas houve uma época em que eu comprava muito pela oportunidade, já que nos EUA os produtos são muito baratos, e sempre deixava de pensar se aquilo realmente duraria, ou se havia necessidade de adquirí-lo, ou mesmo se era algo que eu realmente gostava. Não compro mais volume, e sim qualidade. Isso eu digo em relação a tudo, todo tipo de produto e até mesmo serviços. Não, não é questão de esbanjar além do que se deve, mas de tomar decisões mais inteligentes, realmente pesar o custo-benefício de cada coisa, não só no imediato, mas a médio e longo prazo também. Muitas vezes, o barato sai caro. Aprender isso pode mudar tudo – inclusive te ajudar a economizar dinheiro e/ou dores de cabeça.

4- Adeus, TV

Essa é ótima! Eu não assisto mais TV. Sim, assisto algumas séries e alguns filmes, mas não assisto mais nenhum programa de TV. Nem mesmo os noticiários! E que alívio isso dá. As informações chegam até nós já influenciadas pelos interesses daquela determinada emissora, muitas vezes confundem mais do que esclarecem. Eu não consigo mais simplesmente passar horas na frente da TV. Os seriados, por exemplo, me limito a um ou dois episódios por dia durante a semana. Muitas vezes, não assisto, não ligo a TV. De final de semana depende muito, mas no geral, aos domingos dedico mais tempo ao seriado da vez (porque só assisto um por vez, enquanto não termino um, não começo outro para não me apegar e perder a mão do tempo dispensado), principalmente no inverno, mas mesmo assim de maneira controlada. Não faço questão nenhuma de assistir TV.

5- Redes Sociais em Menor Escala

Logo eu, a Rainha do Curti-Compartilhei! Desde Setembro do ano passado eu desativei minha conta no Facebook, por inúmeros motivos. Tenho planos de fazer um post exclusivo sobre este assunto quando a “data da liberdade social” completar seis meses. Mas posso adiantar que só me beneficiei por tomar tal decisão. Eu, de verdade, realmente, não me interesso pelas opiniões, fantasias e falsa moral alheias. Eu tinha contato real com cerca de 30% dos meus contatos do Facebook. O resto, não que eu não me importasse, ficava feliz em saber que estavam bem, mas não havia motivo para dedicar horas do meu dia como espectadora de suas vidas. Não aguentava mais as cotucadas políticas e religiosas, não tolerava os julgamentos e as condenações, não queria fazer parte daquilo. Saí, me libertei, estou muito mais feliz assim.

6- Café Puro, Por Favor

Esse, sim, é um assunto assustadoramente incrível! Eu sou a “boleira” oficial da turma, sou a “fazedora oficial das sobremesas”, era a “devoradora do doce de leite”, a que não sabia dizer não ao açúcar, e que só tomava café – com adoçante, porque era ‘condizente’ haha! – em situações de extremo sono (depois daquele pratão de macarrão) ou de extremo frio (“Não tem chocolate quente?! Então vai um café…”). Só que, como você pode perceber, estimado leitor, eu mudei. Mudei como um todo. O todo, inclui meu paladar. E hoje tomo pelo menos dois cafés pretos, puros, por dia. Geralmente um pela manhã, e um logo após o almoço. Sou um verdadeiro orgulho à classe adulta.

7- Fiz as Pazes com o Dia

Essa aqui é interessante. Eu não sou, nunca fui, nem nunca serei uma pessoa diurna. Eu aprecio profundamente a madrugada. Se não fosse crente, viveria uma vida muito boêmia, porque a noite me faz bem. É de madrugada que eu trabalho melhor, produzo melhor, tenho minhas melhores ideias. Mas hoje, com mais de trinta, não seguro o rojão de trocar o dia pela noite como costumava fazer há uma década. Não dá. E o motivo é bem simples: eu me preocupo com a minha saúde. Trocar o dia pela noite faz mal e afeta a vida de quem precisa trabalhar, produzir e ter ideias durante o dia. Sim! Sou uma vendida ao sistema! Whatever. Amo meu trabalho, e graças a ele, fiz as pazes com o dia. Aliás, há anos sou uma pessoa extremamente regrada, que dorme antes das 22h e, independente da hora que foi dormir na noite anterior, não fica na cama depois das 8h, nem aos finais de semana (nem depois das raras noites boêmias…). Inclusive, por meses fui frequentadora do chamado ‘5 AM Club’, a turma que vai para a academia antes do sol nascer. Eu adoro ser a primeira a chegar no escritório, antes das 7h, e nestas duas primeiras horas de expediênte (antes do resto do pessoal chegar) é quando faço meu trabalho melhor, focada, totalmente comprometida, sem distrações. O que me leva ao próximo tópico…

8- Aprecio o Silêncio

A Gisele rebelde que ouve música no último volume como no início dos anos 2000 ainda vive em mim – e dá as caras toda semana. Mas eu, definitivamente, aprendi a apreciar o silêncio. Não falar com ninguém, não ter nenhum aparelho ligado, silenciar o telefone. Eu preciso de momentos assim, não todos os dias, mas todas as semanas. O silêncio revigora; ele nos dá a oportunidade de escutar nossas próprias ideias e ajuda a limpar o cérebro daquele acúmulo de sensações e emoções e informações juntados ao longo dos dias. É muito, muito bom. E útil. E necessário.

9- Vitaminas Sem Pular

Quando eu comecei a tomar anticoncepcional já era velha, e a médica, por hábito, me disse “Lembre-se de tomar sempre no mesmo horário, sem pular nenhum dia”. Eu balancei a cabeça que sim, enquanto ela me olhava, e depois de alguns segundos ela disse “Você não é do tipo que esquece, é? Não, não me parece que seja.” E ela estava certa. Nunca pulei um dia sequer. Aprendi a construir um sistema para me manter na linha, porque esta não é a minha natureza. Eu não sou uma pessoa consistente, nem organizada por natureza. Aprendi a ser. Deixei de tomar anticoncepcional. Há cerca de um ano venho trabalhando na minha suplementação – tomo Centrum para mulheres, Biotina para cabelo e unhas, Vitamina C, Vitamina D e Ferro. Nunca pulei um dia se quer. Eu definitivamente construí um sistema e não admito que ele falhe. Hoje, com mais de trinta anos nas costas, aprendi que quando me permito falhar onde devo ser consistente, abro brechas para falhar em muitas outras coisas. Talvez para algumas pessoas tomar vitaminas sem pular seja algo muito simples, ou tão difícil que considerem ‘desnecessário’. O que eu aprendi com isso, na verdade, não tem nada a ver com os suplementos, e sim comigo mesma, com o tipo de pessoa que eu sou. O simples ato de tomar minhas vitaminas todos os dias, sem pular, me ajuda a ficar firme em todas as outras áreas da minha vida que preciso ser consistente e que foge da minha natureza. Todos os dias, sem pular.

10- Economias Além do Porquinho

Não dá pra falar sobre a vida adulta sem falar sobre dinheiro. E eu aprendi que juntar dinheiro é muito, muito importante. Eu costumo dizer que os adolescentes sofrem da síndrome da imortalidade, porque eles não fazem a menor ideia de que um dia irão morrer. A morte não pertence ao universo das crianças e, em geral, e dos adolescentes. Alguns podem até compreender a dor da morte na perda, mas não assimilam esse fato às próprias vidas. Quando a gente fica mais velho, percebe que não é imortal. Percebe que as energias diminuem, e dão espaço para preocupações reais, como por exemplo: “O que será de mim quando eu ficar tão velha que não consiga mais trabalhar?”. Eu, Gisele, não me imagino aposentada. Deus permita que eu possa trabalhar muito por muitas décadas, mas POR GOSTO. Não quero trabalhar por necessidade. E a única maneira de concretizar este plano é começando a juntar dinheiro agora, seja através de investimento, aposentadoria privada, poupança, ou, idealmente, tudo isso junto. Quando a preocupação da vida começa a ser a terceira idade, é sinal de que você realmente amadureceu. Pode não ser a fruta mais madura do cesto, mas com certeza verde não é. Portanto, de todas as coisas compartilhadas neste post, se eu pudesse sugerir apenas uma, a mais importante, seria: guarde dinheiro, mas guarde como gente grande. (Logo em seguida estaria o café…puro!).

Espero que esse post sirva de alguma inspiração, nem que seja só pra você consiga pensar em coisas da sua vida que podem ser…melhoradas? Ajustadas? Evoluídas? Ou, simplesmente, mudadas!

Obrigada se leu até aqui. E tudo certo, também, se não leu (mas, nesse caso, você nunca saberá disso hahaha!).

Gi

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5 Guloseimas Gringas que Teriam que Mudar de Nome no Brasil

Bobagens, mas eu adoro uma bobagem! Estava pensando outro dia no nome de uma marca de doces que teoricamente seriam mais saudáveis, porque toda vez que eu vejo algo dessa marca no supermercado penso “se fosse no Brasil isso  não ia funcionar!”. Então comecei a prestar atenção e percebi que ela não era a única que teria que ser re-batizada…

1. Skinny Cow

Já pensou ter uma linha toda de produtos com a marca “Vaca Magra”?

“Vaca?! Vaca é a senhora sua $&@^%*+!!!”

2. Root Beer 


Cerveja Raiz” – até que seria aceitável se não fosse o fato de que esta bebida não tem álcool! E mais, não tem absolutamente nada a ver com cerveja! Acho que é um dos piores refrigerantes que eu já experimentei. Tem gosto de pasta de dente! Ou seja, talvez não desse certo não só pelo nome…

3. Swedish Fish


“Moço, me vê um ‘peixe sueco’ por obséquio?” – acho que é mais pela pronúncia do que por qualquer outra coisa que esses peixinhos tem esse nome. Nada de especial no doce em si, apenas uma bala molinha (com um nome podrinho).

4. Moose Tracks

Esse é ótimo! “Rastros de Alce”! Hahahaha! Que nojinho! >.<

O negocio é que alces vivem em temperaturas bem frias onde neva, e é fácil  saber por onde eles passam por causa dos totozinhos que deixam pelo caminho. 💩 Então inventaram esse sorvete de creme com pedaços de chocolate recheados de caramelo e deram esse nome. Coisa de gringo misturar a ideia de cocô com comida… Mas o sorvete é uma delicia!

5. Monkey Bread 


“Pede pra vó fazer aquele ‘pão de macaco‘? 🐵

Pois é, esse pão doce caramelizado tem esse nome. Eu acho até bonitinho em inglês, mas em português fica feio demais! Hahaha…

Mas o Brasil não fica atrás…

Afinal de contas, nós também somos muito ‘criativos’ com o nome de algumas das nossas guloseimas… Traduzidas para o inglês são um desastre:

Honestamente, “black chick’s tit” é o pior de todos em ambas as línguas!

De qualquer forma, quando se trata de estranheza ou bizarrice na hora de dar nome aos doces, entre Brasil e EUA dá empate! Rs…

Gi