Fase II – PowerPuff Girls

Não, não é assim com todo mundo. Talvez muitos que leiam este post discordem totalmente do que irei escrever. Talvez você seja o tipo de pessoa que tem a determinação de começar uma dieta e ir até o fim, parar só quando alcançar o seu objeito, e isso representa uma única fase, a fase da dieta.

O negócio é que cada corpo é um corpo, e cada mente é uma mente. Quando eliminei meus primeiros 21 kg, duas coisas relevantes aconteceram logo em seguida: uma estadia de um mês no Brasil (a trabalho), e uma viagem de dez dias a Israel (de férias). Depois desse tempo fora de casa, sem cozinhar, e principalmente depois das férias (voltando para casa com o saldo de + 2 kg na balança), eu me senti estagnada.

Estava totalmente preguiçosa em voltar à rotina, principalmente na cozinha. O planejamento e a execução de uma alimentação limpa leva tempo, por mais simples que seja. E por mais prática que eu seja, e sou, a preguiça e a procastinação me dominaram.

Para completar, uma semana depois de voltar de férias, fiz aniversário. Trinta e dois anos comorados em bares, festas, restaurantes e brigadeiros da mamãe. Não me pesei no dia seguinte, mas fiz algo muito mais efetivo que isso – procurei ajuda.

Obviamente recorri à minha coach Patrícia Tassinari, que no mesmo instante se prontificou a me auxiliar no meu novo desafio, apelidado por mim de “Fase II” – onde me comprometi a cinco meses de alimentação limpa, baixa em carboidrato, sem furos, e com exercícios físicos regulares.

Patrícia já juntou uma turminha com “sangue nos olhos”, como ela mesma diz, e fizemos um “grupo” chamado PowerPuff Girls. Somos 5 mulheres, cada qual com seus objetivos pessoais, mas partilhando da mesma energia, com o mesmo foco, dando apoio umas às outras, utilizando a mesma estratégia, que é conhecida como “Cetogênica Cíclica” ou “Dieta Metabólica”.

Estou compartilhando tudo, inclusive minhas refeições diárias, no meu IG (@giyupi).

Acho interessante essa idéia de Fase II, porque ela é, pelo menos para mim, a última fase antes da manutenção. Meu objetivo é chegar ao meu peso meta, ideal, até 12 de Novembro de 2018. Faltam 6 kg para conseguir alcançá-lo. Os últimos quilos são, mesmo, os mais difíceis de se eliminar, por isso esta será uma fase distinta ao que eu vinha fazendo até agora. As restrições são muito maiores, as exigências da coach são muito maiores, e o comprometimento – assim como o foco no objetivo – são igualmente muito maiores.

Meu corpo está acostumado com meu peso atual. Se eu decidisse ficar onde estou, a manutenção seria muito simples, e eu não estaria insatisfeita. Mas é essa a questão. Eu quero me sentir satisfeita, feliz. Quero – e vou – chegar no número ideal, nas roupas ideias, nas curvas ideais.

Então, quem quiser me acompanhar nos próximos 5 meses, estão convidados. Vai ser punk, mas ao mesmo tempo, espero, inspirador.

É isso.

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O Que Comer Numa Low Carb?

A querida leitora Gabriella me escreveu na semana passada com este pedido especial para o post de hoje. É claro que, dentro das minhas possibilidades (e da minha condição de não-nutricionista, não-chefe de cozinha e não-expert sobre o assunto) não poderia deixar de atendê-la.

O fato é que esta é a maior dúvida das pessos quando decidem mudar seu estilo de alimentação e adotar uma dieta baixa em carboidratos. “O que você come de café da manhã?” é a pergunta mais frequente, e geralmente a primeira de uma série que tem a ver justamente com isso.

Para responder esta pergunta, primeiro precisamos definir algumas coisas. A sua alimentação tem o intuito de a) apenas ajudá-la a emagrecer, b) buscar uma vida mais saudável ou c) as duas opções?

Quando falamos sobre alimentação baseada no baixo consumo de carboidratos e consumo da gordura natural dos alimentos, podemos seguir por dois caminhos distintos. O primeiro, que é o que eu procuro seguir, é o caminho que evita o consumo de produtos industrializados, ou seja, mais natural. O segundo, que inclui o consumo de produtos industrializados. Então, a verdade é que o seu cardápio vai depender do seu objetivo.

Como não sou médica e não posso sugerir nenhum tipo de cardápio a nenhuma pessoa, o máximo que posso fazer é compartilhar algumas das refeições, minhas e de duas amigas, para, digamos, aguçar a sua criatividade. Vamos lá:

Ceviche de peixe branco e mexilhões

Abóbora japonesa de forno recheada com frango e queijo muçarela

Posta de tilápia grelhada com camarões e salada

Omelete de queijo, tomates e cogumelos (restaurante)

Ribeye com arroz de couve-flor e brócolis na manteiga

Ribeye com salada (restaurante)

Filé com ovo frito e espinafre, todos feitos na manteiga

Moqueca de peixe com salada de folhas

Palmito assado na brasa (restaurante)

Creme de abóbora com bacon (restaurante)

Atum com legumes (dispensei o arroz – restaurante)

Pão cetogênico de microondas

Hambúrguer com ovo, bacon e queijo acompanhado de batata doce frita (restaurante)

Ovos mexidos com muçarela derretida na chapa com azeite trufado

Costela de porco feita na airfryer e batata doce

Coxas de frango e salada da Mulher Maravilha

Filé de Peixe empanado com pururuca processada e parmesão e salada

Churrasco com legumes na manteiga e tomate cereja

Carne louca e batata doce

Carne louca e salada de folhas

Omelete com cebola roxa, manjericão fresco e queijo de cabra

Cheesecake low carb

Então, como podemos perceber, este estilo de vida é realmente muito complicado de ser seguido por ser tão restritivo e sem sabor! :’D

Brincadeiras a parte, eu sempre indico este post do blog do Dr. Souto com muitas fotos de sugestões de pratos low carb.

Espero ter ajudado, e quero agradecer às minhas amigas Dete e Chris que me cederam o uso de algumas das fotos publicadas, vocês não tem noção do quanto essas duas cozinham (sorte a minha que moro perto delas hahaha!).

É isso, gente.

Gi

Repita o Mantra: “Desembrulhe Menos, Descasque Mais” – E Segue o Baile!

Como mencionei em meu post de saída do armário – muito prazer, sou low carber – o estilo de alimentação que eu sigo é o mais natural possível, portanto, que remeta ao máximo a alimentação dos nossos colegas ancestrais da Era paleolítica.

Qual é a diferença entre uma dieta paleolítica e uma dieta de baixo carboidrato (LCHF)? A gente precisaria fazer esta pergunta a um médico nutrólogo ou a um nutricionista para obter uma resposta exata e muito técnica. Mas eu, Gisele, usuária intermediária (não me considero uma leiga total no assunto), posso explicar superficialmente, ao estilo “Explanations for Dummies”, como uma delas difere da outra. Vamos lá:

1) Uma alimentação paleo é 100% natural, porém não é necessariamente baixa em carboidratos – ela inclui alimentos com maiores quantidades de amido, como a batata branca, por exemplo, e não existe promessa de emagrecimento em aderí-la (já voltaremos nesta ultima parte).

2) Uma alimentação baixa em carboidratos como a LCHF poderá incluir alimentos processados, como por exemplo os refrigerantes diet, que assim como outros produtos industrializados são baixíssimos (ou até mesmo nulos) em porcentagem de carboidratos, mas que não auxiliam na melhoria da nossa saúde – portanto, podem se tornar fatores prejudiciais ao processo de perda de peso (já voltaremos nesta ultima parte).

Ou seja, se seguidos separadamente, estes dois estilos de alimentação oferecem, como tudo na vida, prós e contras. E é por isso que, conforme eu aprendi com a minha coach de emagrecimento, Patrícia Tassinari, e conforme estudei em diversos livros, artigos e sites (como o Blog do Dr. José Carlos Souto), a alimentação ideal para quem quer 1) melhorar muito a saúde e 2) sofre de doenças metabólicas (como a obesidade, doenças do coração – incluindo hipertensão, diabetes, etc) é a junção de ambas – uma alimentação natural de baixo carboidrato, ou, uma dieta paleo-low carb.

Voltando às “Explanations for Dummies” – lembrando que eu sou a Dummy mestre – uma alimentação exclusivamente paleo (ou seja, desconsiderando a quantidade de carbos do que for consumido) pode emagrecer? DEPENDE. Imagina que uma pessoa, acima do peso e com problemas de saúde, vive à base de produtos industrializados, cheios de sódio, conservantes, açúcares de todos os tipos, come fast food várias vezes na semana, bebe muito refrigerante, etc, etc, etc… Se este indivíduo decide eliminar todos estes processados e passa a se alimentar somente com produtos naturais (carnes, folhas, legumes, tubérculos, etc), é MUITO PROVÁVEL que ele irá perder peso consideravelmente, mesmo consumindo alimentos com mais carboidrato. Sua saúde irá melhorar, sem dúvidas, e haverá um impacto positivo em seu organismo. Porém, algumas pessoas, quando se trata de emagrecimento, são menos tolerantes ao consumo do carboidrato – AINDA QUE DE ALIMENTOS NATURAIS – e podem ter um resultado menor do que se controlassem o consumo do mesmo.

Continuando, quanto ao segundo tópico – como e quando alimentos processados com baixo ou nulo carboidrato podem prejudicar o emagrecimento? Primeiro de tudo: a ciência prova que o consumo de adoçantes artificiais é extremamente prejudicial à saúde (pesquise). Quanto aos adoçantes naturais, como o stevia, o xilitol e o eritritol, é claro que são muito menos impactantes e prejudiciais ao nosso organismo, PORÉM, se o intuito é aderir a um estilo de vida saudável, a parte psicológica é tão importante quanto a parte fisiológica. Se “enganamos” nosso cérebro com o uso de adoçantes não calóricos naturais (como os mencionados acima), será mais difícil de se desprender às vontades do consumo de doces e massas, porque o paladar não está sendo treinado para degustar todos os outros sabores. Nossos corpos foram desenhados para degustar não somente do doce, mas também do salgado, do azedo, do amargo, e umami. É importante termos esta consciência para que o doce não seja um ‘controlador’ das nossas vidas, variando nosso humor, nossos desejos, e nem servindo como tapa-buraco de emoções.

A história aqui é bem simples – desembrulhe menos, descasque mais. Não tem segredo. Busque informações a respeito dos alimentos naturais com uma quantidade inferior de carboidratos, como a batata doce, a abóbora, a mandioca, por exemplo, e dê preferência a eles. No demais, pense no seguinte: se Deus quisesse que a Cheetos, pão integral e Coca-Cola zero fossem combustíveis para o nosso corpo, teríamos “pé de Cheetos”, “árvore de pão” e riachos de “Coca-Cola zero” em abudância no jardim do Éden! Há!

Piadinhas a parte, tudo o que é natural, incluindo a gordura natural dos alimentos, faz bem à saúde. Tudo o que é processado, deve ser evitado ao máximo.

Espero que este post tenha ajudado de alguma forma!

Por hoje é só.

Gi

Exercícios, Restrições e Resultados

As sugestões que vocês me mandam pelo Instagram são preciosíssimas. Preciso agradecer a cada pessoa que, de alguma forma, sendo através de pedidos, sugestões ou simplesmente demonstrando tanto apoio e carinho nesta minha jornada tem, indiscutivelmente, impactado e agregado tanto ao conteúdo do blog. Eu realmente preciso desses incentivos para conseguir guiar e abordar os assuntos mais pertinentes a vocês, portanto, muito obrigada!

O post de hoje foi sugerido pela minha querida Fernanda Fontana, e ela me mandou a seguinte mensagem: “Fala do HIIT, Gi… Também gostaria de saber mais sobre os alimentos que você baniu da sua dieta e os efeitos positivos que está vendo nesses meses.” – Ou seja, falaremos sobre exercícios físicos, restrições e resultado. É muito assunto bom para um único post! Vamos lá!

O que é o HIIT? HIIT é uma sigla para o seguinte termo: High-Intensity Interval Training – traduzindo ao pé da letra: Treino de Alta Intensidade com Intervalos ou, traduzindo do meu jeitinho: canseira desgramada que queima até a gordura dos cabelos! Há!

Eu vou falar unica e exclusivamente sobre o treino que EU faço, que é o mais, mais, MAIS BÁSICO tipo de HIIT que existe. Portanto, aos experts de plantão: tomem nota disso! E aos leigos que necessitam de mais informações: 1) pesquise muito pela internet e 2) não deixe de procurar um profissional da área que possa te auxiliar. Existe uma variedade de estilos de HIIT, você pode fazer HIIT na bicicleta, na esteira, no elíptico, etc, etc, etc, ou pode também fazer em casa, sem aparelho nenhum – que é o meu caso.

O que este treino tem de especial? Ele é rápido. Você pode fazer um HIIT de 15 minutos e queimar o dobro de calorias de uma hora de esteira ou bicicleta. O diferencial é que ele realmente consiste em períodos de movimentos com alta intensidade intercalados com intervalos de “descanso em movimento”, por exemplo, 30 segundos em alta intensidade seguidos de 10 segundos de descanso em movimento, repetidas vezes.

É isso o que posso dizer a respeito do meu treino. Uso dois canais no YouTube, o Fitness Blender e o Exercícios em Casa. Dá resultado? Sim! Muito! Mas tem que fazer com cuidado pra não se machucar. O melhor caminho é contratar um personal trainer que te auxilie nas atividades físicas, mas caso esta não seja uma possibilidade, faça em casa, mas vá com calma. NÃO DEIXE DE ALONGAR ANTES E DEPOIS DE CADA TREINO! E procure um profissional. Sério.

Alimentos que bani da dieta: como você provavelmente já sabe, eu sou adepta da alimentação LCHF (low carb high fat), cuja base é o consumo de vegetais em geral e proteína animal junto à sua gordura natural. O que eu considero que bani do meu dia-a-dia – farinha (glúten) e açúcar (de todos os tipos). O que comer? Quanto comer? Não posso te dizer! O que posso dizer é: procure um médico que te auxilie nessa parte. Mas informação nunca é demais, portanto sugiro três leituras básicas para quem se interessa na alimentação LCHF:

– Barriga de Trigo do Dr. William Davis

– Por Que Engordamos e o Que Fazer Para Evitar do jornalista Gary Taubes

Blog Ciência Low Carb do Dr. José Carlos Souto

Sobre efeitos positivos: tudo muda. Quando a gente muda por dentro, tudo muda por fora. Seja para o bem ou para o mal. No meu caso, inquestionavelmente, ocorreu uma mudança para o bem. Eu me sinto infinitamente mais disposta, mais atenta, mais produtiva, todos os efeitos fisiológicos de um corpo saudável. Houve melhora na minha queda capilar, na minha pele, e até mesmo no meu ciclo menstrual, que se regularizou (falarei sobre isso em outro post). Isso, é claro, além dos muitos quilos eliminados.

É inegável que a combinação “dieta + exercícios físicos” dá certo. Mas você precisa encontrar o seu caminho. A dieta que você se adequa, o exercício que você gosta. Tudo isso é, na minha opinião, o que mais importa. Como você se sente fazendo o que está fazendo. A LCHF não é para todos (mas todos deveriam banir o glúten e o açúcar, e isso nada tem a ver com uma alimentação low carb!), assim como o HIIT não é para todos (mas todos deveriam alongar antes e depois de qualquer exercício físico!).

O fundamental é encontrar o seu caminho, encontrar o que te faz feliz, e sempre, acima de qualquer coisa, acima da vaidade e da competitividade, buscar melhorar a sua saúde em primeiro lugar.

É isso, turma.

Gi

Dieta X Vida Social

Agosto de 2014 x Janeiro de 2017

Hoje é dia 15 de Março de 2018. Hoje, completo exatos seis meses vivendo com a liberdade e os deleites da alimentação low carb. Hoje é dia de conversarmos sobre o meu processo de emagrecimento, do ponto de vista do “usuário” (não sou médica, lembra?), onde abro alguns capítulos da minha nova vida, compartilhando minhas lutas e conquistas.

O tema de hoje foi sugerido pela Tamilis, lá no Instagram (onde costumo abordar mais o assunto emagrecimento/corpo) e eu achei mais do que pertinente escrever a respeito. A Tamilis me mandou a seguinte mensagem: “Como você lidou com o fato de estar de dieta e sua família/amigos não? Em relação aos encontros, festas de família/amigos, como você venceu e não jogou a dieta para cima?” – em outras palavras, como é a vida social de quem é adepto a uma dieta?

Para responder tal pergunta, preciso dividir minha resposta em duas partes, já que meu processo de emagrecimento aconteceu em duas partes – a primeira com o Vigilantes do Peso, e a segunda com a alimentação LCHF (Low Carb High Fat).

Entre junho de 2015 e junho de 2017 segui a dieta dos Vigilantes do Peso. Naquela época, com o sistema de contagem de pontos, teoricamente ou supostamente as ocasiões sociais deveriam ser mais fáceis – você economiza os pontos do dia, os pontos extras da semana e os pontos adquiridos através da prática de atividades física (o aplicativo calcula tudo pra você) e pode, então, utilizá-los para eventuais compromissos sociais. Realmente, na teoria era lindo. Na prática, outra história.

Como a dieta dos Vigilantes do Peso é baseada no baixo consumo de gordura e alto consumo do carboidrato, a única fórmula para que a perda de peso ocorra é através do corte (redução drástica) de calorias por dia. Isso é muito, mas muito difícil. Não é uma dieta ineficaz, mas demanda um esforço muito maior por parte do cliente, e é extremamente fácil de ser sabotada. Era o meu caso. Eu guardava os tais pontos para determinadas ocasiões, mas na hora H não contabilizava com precisão os de cada coisinha que eu ingeria. Primeiro, porque isto é algo muito trabalhoso (tem o fator esquecimento acidental, o fator esquecimento proposital e o fator preguiça). Segundo, porque às vezes, torna-se impossível – não dá pra saber a quantidade exata de cada ingrediente de cada prato da festa, nem mesmo do restaurante. Era mais fácil desistir, ou só “contar por cima”, comer até explodir e seguir em frente, lidando com toda aquela culpa…

O negócio é que é muito difícil estar num círculo social e ser o único a comer uma salada (sem azeite, diga-se de passagem) enquanto todos ao redor da mesa devoram seus hambúrgueres e fritas. Mesmo um pratinho com arroz e peixe, ou um peito de frango seco com brócolis sem gosto. Não há comparação. Você olha para a situação e pensa: “não é justo…”

Minha história mudou quando me tornei low carber. Tem noção do que é entrar numa churrascaria e arrebentar, e no dia seguinte ver ZERO diferença na balança? Pois é, aconteceu comigo duas semanas atrás.

A dieta LCHF tem pouquíssimo impacto na minha vida social. Não estou dizendo que seja fácil ou que eu não passe vontade, afinal não consumo açúcar e farinha, então obviamente há momentos em que fico com vontade de comer algumas coisas. Mas, veja bem, o jogo da Low Carb é um jogo mais justo. Enquanto todos ao meu redor comem seus hambúrgueres com fritas, eu, na minha “dieta” posso comer um super t-bone mal passado feito na manteiga, com vegetais temperados com azeite e uma batata doce maravilhosa (frita, assada, em purê…). E o melhor: sem a neura das porções! Como até ficar satisfeita. Se é mais ou menos, não tem importância! É muita liberdade. Isso não é perder! Isso é aproveitar tanto, ou até mais, do que todos na mesa! Qualquer estranho que não me conheça jamais saberia que estou “de dieta”. É um jogo onde eu só saio ganhando.

Além disso, qualquer restaurante irá oferecer uma opção que se encaixa ao meu estilo de vida. Qualquer um, em qualquer lugar do mundo. Bicho e planta, não tem dificuldade. Não tem que andar com balança e medidor na bolsa. Não precisa de aplicativo nenhum. Você simplesmente sabe o que fazer. Tudo fica muito mais simples.

Para responder mais especificamente à pergunta da Tamilis, primeiro de tudo, deve haver aceitação por parte de quem está em processo de emagrecimento. Aceite. A decisão de emagrecer foi sua, e o sucesso do processo só depende de você.

Eu sou casada com um americano que não faz dieta. Não é fácil. Eu passo vontade as vezes, sim. Mas tento me lembrar de uma técnica muito boa que aprendi com a minha coach: a técnica do céu-inferno. Quando me vejo em qualquer situação de vontade de comer o que não entra na minha alimentação, me pergunto: “quantos segundos vou estar ‘no céu’ comendo esse pedaço de pizza e quantas horas ou até mesmo dias vou ficar no ‘inferno’ por causa dele, depois?” – veja bem, não estou falando só de culpa, mas de efeitos fisiológicos, que serão acusados na balança e fora dela! Desisto de comer. A vontade passa.

Outra coisa que faço muito se começo a ter vontades e estou em casa – saio da cozinha e vou provar minhas roupas. Não há inibidor de apetite melhor! Pego a calça mais justa, a blusa mais colada, o vestido mais agarrado! As vezes, até mesmo meus biquinis, e vou pra frente do espelho. Se não está bom, por quê comer o que não preciso? É como eu me ajudo. Tenho uma meta a cumprir.

A verdade é que enquanto a pessoa continuar dando desculpas a ela mesma, nada irá mudar. Aniversários, feriados, batizados, casamentos, viagens, gente, tudo isso faz parte da vida! Nenhum desses eventos sociais vão deixar de acontecer. E, perceba, 90% destas ocasiões acontecem NAS MESMAS ÉPOCAS TODOS OS ANOS. Natal é sempre dia 25 de Dezembro. Isso NÃO vai mudar! Entende? É uma data especial? Sim. Mas não precisa ser uma data gorda! A mesma coisa com todas as outras ocasiões! Trate estes eventos como dias comuns de alimentação. Desvincule aquela ocasião da comida. Pense no real motivo da ocasião: comemorar algo, alguém! Foque nisso. Você não tem noção do quanto irá se sentir mais forte poucas horas depois destes eventos terem terminado. A sensação de auto controle é impagável.

No escritório toda semana tem alguma guloseima – cookies, donuts, chocolate, cheesecake! Toda semana! Eu percebi isso e entendi que estas JAMAIS serão minhas últimas chances de comer estas besteiras! Aliás, todas essas gordices vem de mercados e restaurantes que ficam minutos de onde eu moro. Posso comprá-las a qualquer hora! Por que preciso comer um donut às 15h de uma terça-feira? Qual a necessidade? Eu adoro donuts, mas comê-los sem nenhum motivo faz com que eles deixem de ser especiais. Torna-se algo banal. Entende?

A vida das pessoas ao nosso redor NÃO vai parar porque EU estou de dieta. Não mesmo! Mas quando você perceber que 1) todos esses eventos sociais fazem parte de um ciclo infinito e irão se repetir todos os anos, todos os meses e até todas as semanas e você não está perdendo nada se não partilhar das gordices e 2) quando você encontrar uma dieta que faça você feliz, que seja saborosa, fácil e simples de seguir, e que te dê ótimos resultados, você terá encontrado o caminho para vencer todas as tentações da vida social, e sua dieta terá muito mais valor do que a comida daquela ocasião, portanto você jamais irá jogá-la pra cima!

Por hoje é isso.

Gi

Dois Meses Fazem Diferença

Entre uma foto e outra temos nove semanas de diferença. Nestas nove semanas, entre o dia que eu recebi este vestido (comprai na Zara, online) e o dia que pude usá-lo com total auto-confiança, houveram muitos altos e baixos.

Eu tive o peso empacado por algumas destas semanas, eu tive a pior TPM da minha vida (de verdade, não lembro de ter passado por nada igual antes), tive festas de aniversário, jantares com amigos, e inúmeras tentações no escritório. Definitivamente, não foram nove semanas fáceis de se viver.

Mas eu sobrevivi. Não só sobrevivi, como aprendi muitas coisas.

A primeira delas é que é necessário ser consistente com a dieta. Faça sol, faça chuva ou neve, o peso empacado na balança ou não, é o quanto eu sou consistente que vai trazer resultados. Uma hora, a balança corresponde.

E correspondeu. Na TPM apelei para o bolinho low carb de caneca, feito no micro, e ao chocolate 85%, às vezes derretido para comer com morangos, outras vezes acompanhando um café preto puro, outras completamente sozinho. Segui, firme e forte.

Eu pensei em desistir. Não uma, duas e nem três vezes. Não foi um começo de ano fácil para mim. Eu tive crises existenciais, crises emocionais, problemas de relacionamento de vários tipos. Segui em frente.

Quando recebi meu vestido pelo correio, corri para a frente do espelho para vestí-lo. Apertado! Marcando muito. Disse para a Carol: “quando eu estiver com uns 5kg a menos ele vai ficar bom”.

Nove semanas mais tarde, depois de muito foco, muita garra e muita paciência, eliminei os quilos necessários para me sentir bem dentro do vestido.

Eu consigo perceber o quanto diminuí nestas nove semanas. Minha barriga, meus braços, as gordurinhas sobre a costela, o busto, as pernas, tudo! Até o rosto. Desinchei demais.

Não comer açúcar nem glúten é o segredo desse desinchaço. Pode não fazer efeito na balança de imediato, mas nas medidas…

Então, algumas conclusões a serem consideradas:

1) A vida acontece. Não adianta querer esperar por um “bom momento” para mudar sua alimentação. E mesmo depois que você já estiver acostumada com uma nova maneira de se alimentar, a vida acontece, e você não pode desistir.

2) Nos momentos de TPM não deixe de pensar na sua saúde. Eu provavelmente comi, naquela semana da TPM intensa, um pouco a mais de chocolate 85% do que deveria, mas não houve nenhum estrago maior, comparado ao que eu costumava comer antes, e o que poderia ter comido.

3) Tire suas medidas. E tire fotos. Não há nada que evidencie mais o progresso do emagrecimento do que estas duas coisas.

4) Por ultimo, e o mais importante de tudo: seja consistente. Não deixe que a balança ou os dias ruins tirem seu foco. Seja consistente, e o resultado virá.

Beijos,

Gi

5 Coisas Para Aumentar a Auto-Estima Imediatamente

1) Sua Aparência Importa

Sim, existem milhares de coisas mais importantes do que a nossa aparência: a nossa saúde, as contas pra pagar, cuidar da casa, cuidar da família, a reunião de condomínio, levar os cachorros pro pet, aguar as plantas, afofar as almofadas, responder os grupos do WhatsApp, estabelecer a paz mundial, etc, etc, etc… Todos nós sabemos disso. Mas, de que adianta bancar o super-herói todos os dias para todas as outras pessoas e esquecer de cuidar de nós mesmos? Não adianta muito. Uma hora essa bomba-relógio explode e você vai se sentir ainda mais sobrecarregado tentando correr atrás do prejuizo. Aliás, sendo ainda mais fatídica, o tempo é algo que não volta nunca, jamais. Simples assim. Um dia você vai acordar e vai perceber que uma década se passou e você simplesmente se perdeu em algum momento dentro dela. Sua aparência importa! Não importa só para os outros, mas principalmente para você! Sua aparência é o reflexo do que acontece dentro da sua cabeça, sabia disso? Se você não consegue encontrar tempo, vontade ou motivação para se cuidar, posso afirmar com toda certeza: o problema vem de dentro. Então reflita e faça algo por você!

2) Mudanças, Sim!

Eu sou uma pessoa resistente à grandes mudanças. Não precisa me conhecer muito para perceber esse traço da minha personalidade. Mas também não precisa me conhecer bem para notar que não tenho o menor medo em mudar pequenas coisas da minha vida. Pequenas, digo, inofensivas, mas que podem sim causar um enorme impacto. Meu cabelo é o maior exemplo de todos! Nada melhora mais a minha auto-estima do que mudar meu cabelo! E voltando um pouco na dica anterior, se você é daquelas pessoas que “não abre mão do cabelão de jeito nenhum” mas que simplesmente não consegue cuidar dele como necessário, talvez seja hora de considerar uma mudança! Vive de coque, rabo de cavalo, tem muito cabelo e só consegue “dar um jeito” nele uma ou duas vezes na semana? Colega, é hora de mudar! Vá no salão, corte, pinte, busque sua melhor versão. Falando nisso, nada como encontrar nosso próprio estilo de roupas e acessórios. Você pode fazer muitos testes na internet para descobrir melhor o estilo que combina com você – e se puder, contrate um profissional que te auxilie neste processo. Não tenha medo em mudar ou assumir totalmente o seu estilo, isso apodera!

3) Aquela Roupa Especial

Falando em roupas e acessórios, todo mundo tem aquele look especial, quase “de estimação”, que só usa em ocasiões mais especiais, né? Sabe o que eu descobri? Que podemos usá-lo como “norte” para compor todo o nosso guarda-roupa. Como assim? Eu explico. Você precisa identificar a sensação que tem quando veste esta roupa especial: como você se sente? Provavelmente, muito bem, mais bonita, elegante, ou sexy, ou poderosa, etc. Por que esta roupa faz com que você se sinta assim? É a cor, o tecido, o corte, o caimento? No meu caso, meus looks especiais são geralmente compostos por vestidos e salto alto, mas não posso usar um vestido e um par de sapatos de festa para o trabalho, né? O que eu fiz, então? Coletei todas as informações desse look e transportei para a busca de peças que sejam mais adequadas ao trabalho (e outras ocasiões), mas que tenham estes elementos que fazem minha auto-estima levantar! Então passei a usar mais vestidos com fundos escuros e estampas diversas, meias-calças, e o salto muitas vezes não é um scarpin, mas uma ankle boot, ou seja, poderosa mas confortável. Estes são apenas exemplos, mas você pode fazer isso com absolutamente qualquer tipo de roupa. Componha sua personalidade!

4) Desapegue

Compor e afirmar a nossa personalidade através do closet: esse tema não é possível de ser abordado sem falar do maravilhoso ato de desapegar. Quantas peças de roupa você provavelmente tem estocadas no seu armário que não tem absolutamente nada a ver com você? Isso acontece muitas vezes não porque compramos errado, necessariamente, mas porque acumulamos coisas de várias épocas das nossas vidas. Na minha última grande limpeza do closet eu tirei roupas e sapatos que eu tinha certeza absoluta que não voltaria a usar, pelo menos não pela próxima década (a moda sempre volta, mas existe uma grande diferença entre ser retro e ser um acumulador de tralhas!). Desapegue de: roupas fora de moda, estampas que não te agradam, roupas maiores que o seu número, roupas gastas, sapatos gastos, sapatos que você não usa porque te machucam, sapatos fora de moda, ítens repetidos desnecessariamente, coisas manchadas ou furadas, simplesmente DESAPEGUE! “Tire o velho para dar lugar ao novo”, tá até na bíblia isso. Renove os ares e organize tudo o que ficar.

5) Uma Por Dia

Eu não posso escrever sobre auto-estima e deixar de fora o tema ‘alimentação’. Honestamente, não estou com muita vontade de escrever sobre a minha reeducação alimentar, este texto não é sobre isso. Só que é inevitável dizer o seguinte: se alimentar melhor aumenta a auto-estima. E não estou falando em perder peso. Estou falando em buscar saúde. Então fica aqui minha dica: comece com apenas uma escolha por dia. Apenas uma. “Hoje vou beber água”, ou “Hoje vou comer salada no almoço”, ou “Hoje vou experimentar um legume novo”. Uma coisa só por dia, todos os dias. Você vai perceber um universo de possibilidades se abrir diante dos seus olhos, vai conseguir desmistificar certas coisas, conhecer outras, e até mesmo descobrir outras. Uma por dia, apenas uma.

Foque em você, sempre.

Gisele