Riso Solto, Brasil e 31


Mais de um mês sem atualizar meu pobre blog. O que está acontecendo? Gisele, você já foi melhor em administrar suas prioridades!

É que… Sabe como é? As prioridades mudam. De vez em quando, mudam temporariamente, outras vezes simplesmente mudam, sem data de validade. Mudanças sem data de validade.

Mas não, não os deixarei. 

Como sempre, estive fora a trabalho. Eu já disse que amo meu trabalho? Amo mesmo. Deus me abriu essa porta e eu, honestamente, não tinha muita noção de quantas pessoas, lugares e experiências especiais passariam pelo meu caminho através dele.

Então, fui ao Brasil, a trabalho, por duas semanas. No final de semana recheio da viagem, fiz aniversário. Trinta e um anos de vida, meu. É ano pra cacete, mas ainda me sinto igual aos vinte e um, só que mais legal, mais desencanada, mais livre, leve e loira.

Passei meu aniversário no topo do Corcovado, agradecendo ao Pai por todas as bênçãos. Quero mesmo falar especificamente sobre este dia em um post separado, porque há muitas coisas para contar.

Nesta viagem também pude conhecer a capital do nosso país. De verdade, esse assunto também merece um post separado. Brasília é simplesmente inesquecível. Simplesmente incomparável. Vou escrever tudo sobre isso também, prometo. 

Agora que já matamos dois tópicos do título do post, falemos sobre o riso solto – de fato, a parte fundamental deste texto.

Não sei se você acompanha meu blog, muito menos se acompanha há um tempo, mas se é este o seu caso, talvez você se lembre que no ano passado, em Novembro, estive no Brasil e saí de lá com o coração partido em mil pedaços. Não foi fácil, e eu confesso que graças àquele infeliz episódio eu havia perdido a vontade de voltar.

Só que eu sabia que voltaria, eu tinha certeza que não iria demorar pra isso acontecer. Se eu estava preparada psicologicamente para voltar? Não, não estava. Mas sabe aquela história de males que vem pra bem? Então, ela é muito verdade.

Quando soube com certeza que voltaria, reuni forças (que atendem pelos nomes de ‘mãe’, Josh e Carolina) e já era. Já era MESMO. Coloquei tudo em órdem e entrei no avião repetindo mentalmente o ‘mantra’: essa viagem vai ser ótima, essa viagem vai ser ótima, essa viagem vai ser ótima…

Do minuto que eu cheguei até o minuto que eu parti: a viagem foi ótima.

Mesmo com TPMs cruzadas (eita, Carolina!), mesmo com as quase contaminações cruzadas (eita, Carolina!) mesmo tendo seis vôos em quinze dias, mesmo com as chuvas torrenciais paulistas, mesmo com a logística das malas (Pai amado, essa foi f*#$!), mesmo com os piores motoristas cariocas (desculpa gente, foram todos ruins, menos o Átila – sério, preciso fazer um post contando exclusivamente sobre o Átila!), mesmo com TUDO o que poderia ter dado errado, foi tudo TÃO MARAVILHOSO que eu realmente, do fundo do meu coração, e pela primeira vez desde a primeira vez, não queria ir embora.

Eu acho que nunca ri TANTO na minha vida. É sério. 

Não tenho como descrever o quanto me diverti, quantas pessoas incríveis fizeram desta viagem um momento inesquecível. Me reconectei com algumas pessoas tão importantes pra mim (Naty, como foi bom estar com você, você não imagina), rever pessoas que significam tanto na minha história (Karen, você é pra mim o que sempre foi e o que sempre será), fiz novos amigos (Fátima, com ou sem arroz de polvo, você é a melhor pessoa!!! Sônia, você é exatamente o doce de pessoa que eu pensei que você seria!), conheci minhas bebês Laura e Rafaela, filhas dos meus primos que nasceram este ano, e é claro, pude estar com a minha avó que amo tanto, rever meus tios, meus primos, e pessoas que fazem tanta diferença na minha vida.

Não, eu não pude me encontrar com todo mundo que eu queria. Isso nunca é possível, por alguns motivos, em especial pelo fato de que o meu foco nestas viagens é o trabalho, o trabalho é a minha prioridade. Então é muito difícil conseguir conciliar o que eu gostaria com o que eu posso fazer. Mas acho que tudo na vida é assim, não é?

O que eu aprendi com esta viagem? Que não há nada melhor do que dar risada. Não há. Minha tia Marili, a Fátima, o Eric, a Miriam, a Bruna, a Karen… e a Carolina! Não dá pra ficar perto dessas pessoas sem dar risada. Eu ri de passar mal. Sabe o que é isso? Rir de passar mal? De doer as mandíbulas (eita, Carolina!)? De não conseguir dormir porque não consegue parar de pensar nas asneiras todas? Todos os momentos que estive com eles foram assim. 

A vida é engraçada. Ela realmente não é uma constante. Ou é, mas com ondas de altos e baixos que só podem ser enxergadas à distancia, sabe?! Esta viagem foi uma onda alta. 

Agora, é manter a vibe feliz e seguir em frente, porque com toda certeza as próximas ondas virão (só que dessa vez eu já estarei mais preparada).

Até breve, turma.

G.

30 Dias Para os 31


Vamos tentar fazer um cowntdown até o dia 11 de Junho? Vamooooos!
Não, não prometo que vou conseguir postar todos os dias. Mas queria pelo menos tentar. É um jeito de tentar aproveitar intensamente cada um destes meus últimos dias com trinta anos de idade. É engraçado porque esse ano um monte de gente que eu conheço faz trinta – é engraçado pensar “been there, done that”, sabe?

Agora eu definitivamente me sinto muito mais adulta e dona do meu nariz do que quando estava na casa dos vinte. Não dá pra explicar muito bem como isso acontece, simplesmente você acorda um dia, se olha no espelho e pensa: trinta. Na figura refletida, nada mudou – nem a pele, nem o cabelo, nem o corpo, nem os hábitos. Mas por dentro, é como pressionar um botãozinho que diz “é isso aí, welcome to real life!” – e de repente tudo vem à tona.

Você pensa no mundo de outra forma, pensa na sua própria existência de outra forma. Os ‘grandes problemas’ que você achava que tinha resumem-se agora a um belo e redondo NADA. O que não importava, agora importa. O que importava, você nem lembra mais.

Veja bem, eu abandonei coisas que amava, como meus videos no YouTube (e não quer dizer que seja para sempre, mas se for, tudo bem), e passei a fazer questão de me preocupar com a minha saúde. Na verdade, é mais profundo que isso, mas acho que só vou conseguir explicar melhor depois dos quarenta (ou cinquenta… ou sessenta…).

Desejo de hoje: continuar focada no que importa de verdade. 

Para cada dia do countdown, um desejo. O de hoje é só esse.

G.

Sobre as DRs

Todos esses dias que fiquei meio sumida, sumi por motivos bons, ao contrário do que alguns possam imaginar. E a verdade é que nem os culpo por pensar o pior, já que minhas ausências são sempre fruto de algum trauma, alguma crise, alguma reclusa emocional pós-overdose de mundo real, e essas coisas todas. Sou uma sofredora nata (corinthiana também, com TH), mas sempre dou um jeito de usar a dor a meu favor.

Bem, não foi por dor nenhuma que desapareci, mas é de um assunto no mínimo desconfortável – para não dizer “doloroso” – DÊ-ERRES.

D.R. – que significa (caso alguém ainda não saiba) Discussão de Relacionamento.

Outro dia estava conversando com um amigo e nós brigamos. Não foi bem uma briga, para ser justa, mas foi um desentendimento de ideias, opiniões, intenções e ações (profundo, não? Mas pode chamar isso tudo, popularmente, de briga mesmo haha). No final, depois de algumas horas de vai e vem de cabo-de-guerra verbal, nos entendemos. Foi quando eu disse as palavras mágicas: “Até que pra uma DR nos saímos bem”. Para quê eu disso aquilo?

Começamos outra discussão, imediatamente, a respeito do termo DR. Não é a coisa mais estúpida do mundo? Sim, claro que é! Porque as pessoas acham que essa sigla cabe ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para brigas – desentendimentos, discordâncias, lavação de roupa suja, colocar tudo em pratos limpos, cortar todos os Ts e colocar todos os pingos nos Is – amorosas (conjugais, passionais, de CASAL).

Como diria Compadre Washington Beto Jamaica*: AGORA PARE!

Não dá pra viver assim. Não dá pra rotular tudo na vida. Não dá pra olhar ao redor com um único par de olhos, uma única maneira de pensar, um único jeito de ver as coisas. É por isso que o mundo está como está: porque as pessoas não tem DRs umas com as outras! Só os casais. E mesmo assim, as evitam.

Num outro episódio, duas amigas estavam chateadas uma com a outra e – por evitar a DR – a coisa começou a crescer, cresceu mais do que devia até que – BOOM! Uma delas explodiu. Conversando com ambas, percebi que tudo aquilo não passava da forma mais puríssima de má comunicação.

Má comunicação. Quantas vezes você evitou uma DR com um amigo, com seus pais, com seus irmãos, com as pessoas que REALMENTE importam na sua vida, e explodiu? Acontece com todo mundo.

Mas poderia muito bem ser evitado, se a gente perdesse o medo de falar. Conversar, se abrir, fazer um cabo-de-guerra verbal, e daí se não concordamos? Podemos concordar em discordar. E aprender a conviver com as nossas diferenças, e viver em paz. Ou, mais provável ainda, a conversa franca pode, sim, resultar em um acordo agradável entre ambas as partes.

DR – Discussão de Relacionamento. Relacionamento significa todo tipo de interação com quem realmente amamos: amor fraternal, amor materno-paterno, amor conjugal, todos contam. Nenhum é mais ou menos importante que o outro (na minha opinião, e não estou falando de prioridades, e sim de amor, que é um sentimento completo e imensurável, portanto não pode ser maior por um e menor por outro, ou você ama ou não ama).

Minha melhor amiga e eu somos o exímio exemplo de adeptas às DRs. Falamos tanto, sobre tantos assuntos, sobre tudo o que incomoda na outra, sobre tudo o que amamos na outra, sobre o que gostaríamos que a outra melhorasse, e o quanto estamos orgulhosas com os progressos que a outra está conseguindo. Depois de alguns escorregões, aprendemos que falar é sempre, e sempre será, a melhor de todas as opções. A gente descobriu que é melhor falar e se arrepender, do que se arrepender de não ter dito nada! Nossas DRs são majestosas – para dizer o mínimo – e algumas vezes nos cansam tanto que precisamos de uma soneca entre a parte I e a parte II. Mas, acredite, é isso que faz a nossa amizade ser o que é, e ela é perfeita (porque perfeição não significa estar de acordo em tudo, e sim continuar amando igual mesmo com todas as diferenças).

Desta forma, deixo aqui meu apelo a todas as pessoas que lerem este querido texto: empenhem-se nas DRs com todas as pessoas da sua vida. Não deixe de dizer o que você pensa ou como se sente, não deixe de se expressar, não deixe de demonstrar o seu amor e até mesmo a sua raiva (quando há amor por trás, e deixe que a pessoa saiba que há amor por trás da raiva), em curtas palavras: não perca a oportunidade de se abrir como um livro para as pessoas que você se importa e confia.

A última coisa que você precisa na sua vida é do arrependimento de NÃO ter tido as DRs que você necessitava ter. Nós não temos como saber quando vai ser a última chance. E DRs, afinal, são discussões como qualquer outra, discutir não significa bater boca, faltar com respeito ou passar por cima dos sentimentos dos outros. Discutir significa falar e escutar, escutar e falar, com o objetivo de resolver qualquer situação que esteja enroscada dentro de você.

Boas DRs!

Gisele (e Carolina).

 

*Carolina me corrigiu – porque não temos medo de falar as coisas. ❤

Q&A Instagram – Violência Doméstica, Casar com Gringo e Mais

Hello! Hoje é dia de video novo! Não, não temos um calendário de videos, mas acho que desde o primeiro video postado no começo do ano tenho colocado um video novo dia sim, dia não no canal, e isso é muito bom, assim podemos variar os assuntos do Blog sempre.

Há alguns dias eu deixei uma foto no meu Instagram para que a galera deixasse perguntas com temas aleatórios, e respondi tudo em video:

Espero que vocês gostem do bate-papo!

Gi

“So this is Christmas…”

Será que é novidade para alguém que eu apareceria aqui no dia de hoje? Será que todo mundo que lê o blog com freqüência já consegue me decodificar tão bem assim? Pois é, oi pessoal!

Como passaram de natal? Tudo bem? Muita comilança? Muito amigo da onça? Muitas risadas regadas à cerveja e espumante? Espero que sim.

O meu natal foi mais do que especial. Foi a primeira vez que Carolina passou esta data comigo, conosco, e, por mais que para alguns o natal não represente nada de mais, para mim sempre foi uma daquelas datas, um daqueles dias aguardados ansiosamente o ano todo, e não era nem pelos presentes, nem pela comida (tudo bem, um pouco pela comida), mas porque eu sabia que naquele dia eu estaria junto de todo mundo que realmente importava na minha vida, e que (mesmo sem cerveja) riríamos muito, ouviríamos músicas de gosto duvidoso, falaríamos muitas bobagens, faríamos muitas piadinhas uns com os outros, pegaríamos no pé de quem não estivesse demonstando grande empolgação ou interesse em estar alí, debateríamos sobre temas insignificantes, lembraríamos com carinho sobre os natais passados, teceríamos comentários sarcásticos sobre as presepadas neles cometidas, recitaríamos poemas temáticos, e no final, à meia-noite e ao som dos tímidos fogos de artifício, nos abraçaríamos desejando paz, amor, felicidades, e choraríamos nos ombros uns dos outros, constatando que aquilo tudo era, de fato, muito real e importante. Era insubstituível.


Eu meio que consegui fazer um relato com um lapso de tempo confundível, meio que passado-presente-futuro numa só tacada. É verdade, minhas lembranças dos natais no Brasil são as melhores. Mas ando tendo a oportunidade de colecionar alguma novas e inesquecíveis lembranças, como neste ano de 2016. O natal foi lindo, especial, cheio de risadas e com um pouco de drama – um natal normal, de qualquer família normal, com pessoas normais, que se querem muito.

Eu realmente pensei umas três ou quatro vezes em vir aqui e escrever uma mensagem com meus votos a todos vocês, mas não consegui. Não foi por falta de tempo ou disposição. Não foi por causa da correria e do recorde absoluto de ter feito TRÊS sobremesas nível hard em duas horas (sério, esse ano me superei), não foi por preguiça, nem por falta de inspiração. Simplesmente, não consegui. Não consegui.

Mas não importa mais. Estou aqui agora, e daqui não sairei tão cedo. Tenho muitas coisas interessantes para contar, videos para gravar, listas para fazer, livros para resenhar… Estou animada!

De coração, pensei em todos vocês no dia 25. Pensei com carinho. Tantas coisas que eu gostaria de escrever aqui! Mas a mais importante de todas é, sem dúvida, o quanto vocês são importantes para mim. Saibam disso.

Logo eu volto. 

Gi

Intensivão de Giyupi – Domingão & #BENDITASEGUNDA

Oi gente! Ontem eu até planejei postar aqui, mas confesso que não tive muito ânimo. Como terminei o dia bem, acordei muito melhor e estou de volta, de melhor humor e mais animadinha! Até dei uma aparadinha na franja hoje cedo (está crescendo muitoooo rápido!) e estou comemorando meu primeiro jeans em ANOS tamanho 8! Uhuuuul!!!

Quem não viu, no domingo rolou uma Live no YouTube – depois de muito tempo, acho que anos também, fiz um bate-papo ao vivo (consegui fazer a live pelo celular! O nome do aplicativo é “Live Now – Stream Live Video With YouTube). Foi muito bom conversar ao vivo com a galera e com certeza irei repetir isso mais vezes. Se você perdeu, aqui está o link:

E na segunda-feira, é claro, rolou mais um #BENDITASEGUNDA com um desafio novo que decidi fazer e que convidei todos a participarem também, o Desafio da Gratidão:

Jajá eu volto com mais coisinhas por aqui.

Espero que gostem dos videos,

Gi

Como foi mudar para os EUA

Feliz sexta-feira! Sexta é dia de video de bate-papo, e o video de hoje é o primeiro de uma leva que – se for de interesse da maioria – pretendo fazer contando mais detalhes a respeito da minha mudança do Brasil para os EUA.

É claro que tenho milhares de histórias para contar, afinal, como já escrevi aqui mais de mil vezes, ano que vem faço DEZ ANOS DE AMÉRICA! Acho que é um número tão inacreditável que preciso repetí-lo para conseguir assimilar. 

As histórias da época da mudança são uma mistura de comédia e drama. Acho que é assim na vida de todos os imigrantes, deixar o país de origem é sempre triste, mas começar uma nova vida em um lugar totalmente desconhecido (lembre-se, eu saí de Guarulhos, São Paulo, para viver em Muscatine, Iowa!) é um processo cheio de curiosidades, micos, e momentos inesquecíveis.

Inesquecíveis também são as lembranças da “antiga vida”. Até hoje tenho sonhos e me pego pensando em como tudo costumava ser. Coincidentemente, quando abri meu TimeHop (app que mostra todas as suas postagens no Facebook do dia de hoje nos anos anteriores), me deparei com essas linhas, escritas há cinco anos:

Uma postagem minha no Facebook de 5 anos atras


Todo processo de adaptação é cheio de altos e baixos, e acho que é quase impossível não sentir falta da nossa antiga casa, de não sonhar com as pessoas, os animais, os lugares que amamos, enfim, é um mix muito grande de sensações, emoções e pensamentos, seja quando estamos dormindo ou quando estamos acordados (sabe aquelas ocasiões que você está fazendo algo no piloto automático e simplesmente esquece onde está?).

Gostaria muito de continuar compartilhando estes momentos com vocês, e gostaria também de pedir que me guiem sobre os assuntos que mais interessam a respeito desse tema. Acho que posso ajudar alguém através das minhas experiências.

Um ótimo final de semana a todos!