5 Coisas Para Aumentar a Auto-Estima Imediatamente

1) Sua Aparência Importa

Sim, existem milhares de coisas mais importantes do que a nossa aparência: a nossa saúde, as contas pra pagar, cuidar da casa, cuidar da família, a reunião de condomínio, levar os cachorros pro pet, aguar as plantas, afofar as almofadas, responder os grupos do WhatsApp, estabelecer a paz mundial, etc, etc, etc… Todos nós sabemos disso. Mas, de que adianta bancar o super-herói todos os dias para todas as outras pessoas e esquecer de cuidar de nós mesmos? Não adianta muito. Uma hora essa bomba-relógio explode e você vai se sentir ainda mais sobrecarregado tentando correr atrás do prejuizo. Aliás, sendo ainda mais fatídica, o tempo é algo que não volta nunca, jamais. Simples assim. Um dia você vai acordar e vai perceber que uma década se passou e você simplesmente se perdeu em algum momento dentro dela. Sua aparência importa! Não importa só para os outros, mas principalmente para você! Sua aparência é o reflexo do que acontece dentro da sua cabeça, sabia disso? Se você não consegue encontrar tempo, vontade ou motivação para se cuidar, posso afirmar com toda certeza: o problema vem de dentro. Então reflita e faça algo por você!

2) Mudanças, Sim!

Eu sou uma pessoa resistente à grandes mudanças. Não precisa me conhecer muito para perceber esse traço da minha personalidade. Mas também não precisa me conhecer bem para notar que não tenho o menor medo em mudar pequenas coisas da minha vida. Pequenas, digo, inofensivas, mas que podem sim causar um enorme impacto. Meu cabelo é o maior exemplo de todos! Nada melhora mais a minha auto-estima do que mudar meu cabelo! E voltando um pouco na dica anterior, se você é daquelas pessoas que “não abre mão do cabelão de jeito nenhum” mas que simplesmente não consegue cuidar dele como necessário, talvez seja hora de considerar uma mudança! Vive de coque, rabo de cavalo, tem muito cabelo e só consegue “dar um jeito” nele uma ou duas vezes na semana? Colega, é hora de mudar! Vá no salão, corte, pinte, busque sua melhor versão. Falando nisso, nada como encontrar nosso próprio estilo de roupas e acessórios. Você pode fazer muitos testes na internet para descobrir melhor o estilo que combina com você – e se puder, contrate um profissional que te auxilie neste processo. Não tenha medo em mudar ou assumir totalmente o seu estilo, isso apodera!

3) Aquela Roupa Especial

Falando em roupas e acessórios, todo mundo tem aquele look especial, quase “de estimação”, que só usa em ocasiões mais especiais, né? Sabe o que eu descobri? Que podemos usá-lo como “norte” para compor todo o nosso guarda-roupa. Como assim? Eu explico. Você precisa identificar a sensação que tem quando veste esta roupa especial: como você se sente? Provavelmente, muito bem, mais bonita, elegante, ou sexy, ou poderosa, etc. Por que esta roupa faz com que você se sinta assim? É a cor, o tecido, o corte, o caimento? No meu caso, meus looks especiais são geralmente compostos por vestidos e salto alto, mas não posso usar um vestido e um par de sapatos de festa para o trabalho, né? O que eu fiz, então? Coletei todas as informações desse look e transportei para a busca de peças que sejam mais adequadas ao trabalho (e outras ocasiões), mas que tenham estes elementos que fazem minha auto-estima levantar! Então passei a usar mais vestidos com fundos escuros e estampas diversas, meias-calças, e o salto muitas vezes não é um scarpin, mas uma ankle boot, ou seja, poderosa mas confortável. Estes são apenas exemplos, mas você pode fazer isso com absolutamente qualquer tipo de roupa. Componha sua personalidade!

4) Desapegue

Compor e afirmar a nossa personalidade através do closet: esse tema não é possível de ser abordado sem falar do maravilhoso ato de desapegar. Quantas peças de roupa você provavelmente tem estocadas no seu armário que não tem absolutamente nada a ver com você? Isso acontece muitas vezes não porque compramos errado, necessariamente, mas porque acumulamos coisas de várias épocas das nossas vidas. Na minha última grande limpeza do closet eu tirei roupas e sapatos que eu tinha certeza absoluta que não voltaria a usar, pelo menos não pela próxima década (a moda sempre volta, mas existe uma grande diferença entre ser retro e ser um acumulador de tralhas!). Desapegue de: roupas fora de moda, estampas que não te agradam, roupas maiores que o seu número, roupas gastas, sapatos gastos, sapatos que você não usa porque te machucam, sapatos fora de moda, ítens repetidos desnecessariamente, coisas manchadas ou furadas, simplesmente DESAPEGUE! “Tire o velho para dar lugar ao novo”, tá até na bíblia isso. Renove os ares e organize tudo o que ficar.

5) Uma Por Dia

Eu não posso escrever sobre auto-estima e deixar de fora o tema ‘alimentação’. Honestamente, não estou com muita vontade de escrever sobre a minha reeducação alimentar, este texto não é sobre isso. Só que é inevitável dizer o seguinte: se alimentar melhor aumenta a auto-estima. E não estou falando em perder peso. Estou falando em buscar saúde. Então fica aqui minha dica: comece com apenas uma escolha por dia. Apenas uma. “Hoje vou beber água”, ou “Hoje vou comer salada no almoço”, ou “Hoje vou experimentar um legume novo”. Uma coisa só por dia, todos os dias. Você vai perceber um universo de possibilidades se abrir diante dos seus olhos, vai conseguir desmistificar certas coisas, conhecer outras, e até mesmo descobrir outras. Uma por dia, apenas uma.

Foque em você, sempre.

Gisele

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O Erro

A manhã de hoje resumiu-se a um encadeamento de presepadas não esperadas que resultará em um post para este blog. Não apenas isto, mas também como uma série de mini-ações a serem tomadas por quem vos escreve – deste momento em diante.

É quase inacreditável como um único erro pode transformar a vida em uma enorme sucessão de más escolhas. Eu sabia que não deveria ter saído ontem a noite, e mesmo assim, saí. Supostamente, o erro.

Quando a gente tem um plano e não o segue, erro. Quando rola um sexto-sentido e a gente o ignora, erro. Quando a gente se propõe a tal coisa e abre mão dela, erro.

Eu saí com as amigas ontem para jantar, o que resultou em comer algo novo, o que resultou em uma ingestão de sódio maior, e uma diferença de +362g na balança. Também resultou em perder o horário de dormir (sim, isso existe na minha vida), significando que não consegui acordar no horário para treinar, não consegui arrumar minha cama antes de sair de casa, e o pior, pior, PIOR DE TUDO – pessoas do gênero feminino entenderão – não havia consenso no que vestir! Eu troquei de roupa três vezes, e saí de casa infeliz (má escolha de composição, saí com blusa, calça e botas pretas e um blazer verde musgo e azul marinho – que à meia-luz do meu closet me pareceu verde musgo e preto, ou seja, cheguei no trabalho e arranquei-o sem pensar duas vezes, maldito blazer verde musgo e azul marinho! Patético.) e minutos atrasada.

Cheguei no escritório às nove em ponto.

Então comecei a escrever, com o coração às palpitadas, brusco, pensando “gostaria poder começar o dia de hoje novamente”. Foi aí que percebi que ontem não usei o meu planner. Ele está aqui neste exato momento, me encarando com um pouco de raiva. Erro.

Não planejei, não escrevi, não segui meu próprio manual. Apenas agi por impulso e naturalidade e disse sim ao que achava que deveria e não ao que não me importava naquela hora. Seria este o erro?

Pensando friamente, ontem mesmo foi um dia anormal. E anteontem, no domingo, ainda mais estranho. Bom, se falarmos sobre o sábado que antecedeu e todas as horas que passei revendo videos e fotos sobre minha vida de antes, e mais um dilúvio de memórias e lembranças e do poço de nostalgia que me atirei, acho que dá pra achar que esse sim foi o erro. Ou talvez tenha sido algo ainda antes disso…? Provavelmente.

Erro, todos os dias. Este post com certeza foi um erro também. Posso simplesmente não publicá-lo, apagá-lo, fingir que nunca existiu. Mas que graça teria? Não tem graça não errar. Não tem graça não ser eu. Só que hoje, com a mistura preto – verde musgo – azul marinho eu tenho certeza absoluta que eu exagerei. Que erro…

Dois Mil e Dezoito

Em 1998 eu fiz as contas de quantos anos teria em 2018 – tinha toda minha vida planejada na ponta da língua. Decidi que seria juíza (porque queria ‘mandar’ nos advogados e em todas as pessoas ao meu redor, ser a respeitadíssima e temida Juíza Gisele Trimboli hahaha), casada, com flhos, morando em uma casa com muitos andares, muitas janelas, um cachorro grande e muito, muito rica (eu escolhia minhas futuras profissões criteriosamente, perguntando “Pai, quanto ganha um dentista? E um advogado? E um juíz?’. Super sensata e realista para uma jovem de 12 anos!).

E cá estou eu, com 95% dos meus planos totalmente invertidos hahahahaha! Mas feliz, feliz por ser dois mil e dezoito. A virada do ano foi ótima, alegre, saltitante e desajeitada. Tudo o que eu queria.

Queria também ter escrito algo mais cedo, não loooogo no dia 1º porque não dava (ocupada demais segurando o sofá pra baixo), mas no dia 2, onde tudo oficialmente começa.

E começa mesmo! Voltei aos meus exercícios e à vida 100% (err.. 99%) regrada, cumprindo todos os propósitos propositalmente propostos (ui!) incluindo – UM LIVRO!

Não, meus livros estão empacados. Zero inspiração. Mas comecei a primeira leitura do ano. Kristin Hannah, é claro! “As Cores da Vida”. O livro tem trezentas e poucas páginas e eu já li 175. Justificado o sumiço para quem trabalha integralmente e é dona de casa nas horas vagas, né?

Voltarei, em breve.

Que 2018 seja tudo aquilo que todo mundo quer que ele seja, pra mim, pra você, pra todo mundo!

Gi

Adeus, 2017

Quanto tempo!

E quantos posts começados, repensados, deletados nestes últimos meses. Eu poderia começar este last post of the year dizendo que está tudo bem, que eu continuo a mesma de sempre, indo e vindo e coisa e tal. Mas seriam inverdades.

Eu não sou mais a mesma desde Setembro. Não somente pelos vários quilos que eliminei do meu corpo, mas principalmente porque estou, como costumo descrever, em processo de desabrochamento.

Como todo bom e velho discurso de final de ano, preciso sintetizar 2017 em uma única frase, e no meu caso, salvo engano, 2017 resume-se a um belo “O que foi isso?”.

Eu nunca vivi tantas coisas boas e tantas coisas ruins em um ano só. Nunca me senti tão nômade, viajando como never before, e nunca me senti tão enraizada a um único lugar, a minha casa.

Não me lembro de ter conhecido – ou melhor – instituído tantos amigos como em 2017, e também não me lembro de nenhum outro ano em que sofri tanto por questões fraternas.

Acredito também que 2017 foi o primeiro grande ano no meu casamento, sem escandalizações ou hipocrisia, quem já casou alguma vez na vida – principalmente se conseguiu permanecer casado – sabe a dificuldade que é o início de um casamento. 2017 foi nosso quarto ano de casados, e finalmente posso acreditar que o casamento foi feito para a felicidade, e não angústia, dos seres humanos.

Este ano comecei agarrada na igreja, e terminei agarrada em Deus.

Um ano de absurdos políticos, crises econômicas, com mais corrupção, com discursos de xenofobia, diminuição da mulher, separação de raças, um ano em que milhares de idiotas saíram dos seus armários imundos e preconceituosos. Nunca me senti tão brasileira, em nenhum outro ano vivendo fora do Brasil. Nunca me senti mais forte e orgulhosa por ser mulher. Nunca estive mais atenta e empática ao alheio. O alheio, de fato, não existe – e tolos são os que acreditam nisso.

E, não poderia deixar de mencionar algo, no mínimo, inesperado – 2017 foi o ano que me tornei Facebook-free! Ou seja, desativei minha conta, desapeguei dos dramas particulares e da negatividade que aquela plataforma jorrava na minha cara logo pela manhã, todos os dias da semana, todas as semanas do mês, todos os meses dos últimos dez anos. Dez anos foi o tempo que levou para que um prazer tornasse-se um desgosto. Talvez esta tenha sido não a maior, mas a mais qualitativa de todas as decisões que tomei em 2017.

Que grande ano, 2017. O ano da minha iniciação em Star Wars. O ano em que passei a acreditar na Força e admirar os Jedi. Parece bobagem, mas só para quem não entende.

Me despeço de 2017 com muito alívio e muita gratidão. Costumo dizer que anos ímpares são sempre os mais difíceis para mim. Não é mitologia, crendice, superstição. É apenas o que é. Anos ímpares são, por algum motivo, muito desafiadores. São a dor muscular que se sente depois do exercício físico puxado – aquela dor necessária, que vem acompanhada do sentimento de missão cumprida. É isso.

Espero que as lições aprendidas neste ano sejam perpetuadas durante minha existência. Espero não esquecer o que vivi, porque tudo foi de muita importância.

A você que leu este texto, deixo toda minha gratidão. Se me acompanhou, seja lá por qual motivo, durante o ano de 2017, espero também ter agregado algo de bom à sua vida. Se não agreguei, peço então mais uma chance – deixo aqui a lista de todos os livros lidos por mim no ano de 2017:

1- Quando Você Voltar – Kristin Hannah

2- Eu Acho que Amo Você – Allison Pearson

3- A Melhor Coisa que Nunca Aconteceu na Minha Vida – Laura Tait

4- A Memória de Uma Amizade Eterna – Gail Caldwell

5- Desaparecida – Catherine McKenzie

6- O Retrato de Dorian Gray – Oscar Wild

7- Mulheres Francesas Não Engordam – Mireille Guiliano

8- Sissi – A Imperatriz Solitária – Allison Pataki

9- 30 e Poucos Anos e Uma Máquina do Tempo – Mo Daviau

10- Por Que Engordamos – Gary Taubes

11- Além da Esperança – Kristin Hannah

12- Barriga de Trigo – William Davis

13- Um Dia – David Nicholls

Um ótimo final de ano a todos!

Abraços,

Gisele

Quando o Assunto é a Balança


Recebo dezenas de mensagens de mulheres que me acompanham pelas redes sociais todas as vezes que o assunto abordado é peso. É impressionante enxergar a sede que tantas pessoas tem – e que, na minha opinião, vai além de uma simples curiosidade – em tentar entender como alguém consegue perder peso.

Eu mesma acompanho algumas mulheres que falam especificamente disso na internet, mas nenhuma delas é considerada como um modelo a se seguir da vida fitness. Por quê? Porque são pessoas de verdade, contando as reais histórias dos seus corpos e da sua relação com a comida.

Por algum tempo, evitei falar a respeito da minha própria reeducação alimentar. Minha própria melhor amiga demonstrou uma preocupação profunda com o fato de que me expondo tanto quanto eu fazia, poderia mais me prejudicar do que me ajudar. Ela tem razão.

Não é fácil colocar a cara a tapa quando se trata do nosso próprio corpo. Não é fácil lidar com críticas, principalmente quando os ‘juízes’ decidem apitar seu jogo sem nem ao menos compreender todas as regras que o cercam. A dificuldade de escrever, gravar, fotografar e postar sobre emagrecimento é tão grande quanto o próprio processo de emagrecer. Uma caminhada cheia de obstáculos.

Porém, uma coisa que tento levar comigo para tudo na vida é que ser transparente é sempre a melhor opção. Eu não sei viver pela metade, não sei fazer nada pela metade. Se entro, entro de cabeça. E graças ao post de ontem, percebi que posso ajudar tantas pessoas através da minha própria experiência, tantas, que decidi correr este risco!

Então, vamos deixar algumas coisas bem claras. Primeiro, e mais importante de tudo: eu vou falhar. Vou comer doce, vou comer massas, vou em restaurantes, vou agir como uma pessoa absolutamente normal. Não vou perder peso toda semana, não é esse o meu objetivo, pois conheço meu corpo e entendo minhas limitações. Não vou me comprometer a abrir o quanto peso, mas vou contar o quanto perdi, quando decidir que é hora de contar. 

O que me comprometo a fazer é, sempre que falar sobre emagrecimento, ser absolutamente honesta. Não quero aumentar nem diminuir minhas conquistas e meus fracassos. O meu objetivo é aumentar minha qualidade de vida – uma constante, e não um número na balança – uma variável. 

Gostaria de dividir esta experiência com vocês, e sei que posso contar com o apoio de muitos, e por isso sou infinitamente grata. Aos curiosos (um ou outro, sempre tem) boa sorte em suas vidas, não esqueçam que jogar tetris no seu tempo livre irá agregar muito mais à sua vida do que vir aqui bisbilhotar – dizem que jogar tetris uma vez por dia por uns 30 minutos pode prevenir o Alzheimer. Aproveite melhor o seu tempo!

É isso. Sobre todo o amor de ontem, minha mais sincera gratidão.

Até breve.

O Caminho do Sucesso na Reeducação Alimentar Morando Fora


É a primeira vez na minha vida em que eu decido de todo coração mudar os meus hábitos. Esta caminhada começou, timidamente, em 2015, na primeira vez em que eu me associei aos Vigilantes do Peso (em inglês, Weight Watchers). Eu perdi, eu ganhei. Não apenas na balança, mas em vários sentidos.

De lá para cá muitas coisas não são mais as mesmas. Eu mudei de casa, mudei de emprego, mudei o visual, mudei alguns hobbies, até o meu círculo social também mudou. E essa é a vida, essa é a jornada. Cheia de altos e baixos, de bons e maus momentos, de conquistas e obstáculos, formada por avalanches de dificuldades e campos de calmaria. 

Mas hoje, depois de algumas experiências, acho que sou capaz de entender melhor o que a comida tem a ver com isso tudo. E tem muito a ver.

Ontem conversando com um grande e velho amigo, ele me confessou que se fosse ele morando aqui nos EUA não conseguiria ter a mesma força de vontade que eu tenho, em buscar uma alimentação mais saudável. Verdade seja dita, os EUA são o reino dos fast foods e das porcarias, que – diga-se de passagem – são maravilhosas. São tantas guloseimas, tantas opções, e a um custo tão baixo, que não é de se admirar que a droga número um dos americanos sejam elas. Qualquer um pode ter uma overdose de açúcar e fritura aqui por menos de $10. Não é a toa que aqui o que reina é a obesidade.

E quando esse meu amigo fez tal declaração, a primeira coisa que eu pensei foi: mas eu levei dez anos para conseguir decidir mudar meus hábitos alimentares! Dez anos! E foi justamente isso que eu respondi a ele. 

Não foi uma decisão tomada da noite para o dia. E é, na realidade, uma decisão tomada todos os dias, multiplas vezes ao dia. As tentações são inúmeras – houve uma semana aqui no trabalho onde em quatro dos cinco dias úteis foi servida alguma comida gorda aos funcionários, como forma de “motivação” ou para comemorar algum marco incrível de algum colega. 

A coisa mais comum nas empresas americanas é ter caixas e caixas de cookies e donuts na salinha do café à vontade para os funcionários. Tem noção?

E eu não estou aqui para julgar o estilo de vida, a cultura ou os hábitos dos meus não-conterrâneos. Isso, na realidade, não é problema meu. E esta é a chave de tudo.

Enquanto eu perdia meu tempo criticando os americanos pelos seus hábitos e culpando o ambiente ao meu redor pelo meu ganho de peso, nada mudava nas vidas deles, e eu continuava a engordar. Lembre-se: enquanto você tiver uma desculpa para continuar onde está, pode ter certeza, você continuará onde está.

A vida americana é sedentária e gordurosa? Absolutamente. Mas eu não sou obrigada a viver desta maneira. Acima do sedentarismo e da maneira de se alimentar, muito acima deles, está uma coisa chamada LIBERDADE. A América é um país livre. Aqui sou livre para usar maquiagem sem ser julgada, sou livre para pintar o cabelo sem ser mal interpretada, sou livre para usar o estilo de roupas que eu quiser, inclusive sou livre para ser gorda! Seria só mais uma.

Mas então, o que me impede de NÃO ser gorda? Nada. Bom, provavelmente minha própria cabeça, meus próprios maus-hábitos, minha própria preguiça, minhas próprias desculpas, ou seja, resumidamente: minha própria atitude.

Aqui tenho toda a liberdade do mundo e todo o acesso à academias, parques, até mesmo a um magnífico rio (se eu pudesse nadar) cheio de praias, e piscinas, e supermercados com – pasmem – uma seção inteira só para frutas, verduras e legumes! 

Abramos um parênteses sobre o ‘ser gorda’: aqui não cabe o sentido da palavra ‘gorda’ discriminado e submetido à ditadura da beleza. Ninguém é obrigado a ser magro, assim como ninguém é obrigado a ser gordo. Fisicamente isso não importa – do pó viemos, ao pó voltaremos. O que eu quero dizer com ‘ser gorda’ aqui é ter uma atitude irresponsável e negligente em relação ao que se ingere, ter uma mentalidade gorda, sofrer quando se olha no espelho e quando se mede a pressão sanguínea, não saber o limite e a ponderação entre o que se quer e o que se deve fazer. No meu caso é isso.

As pessoas me perguntam como consigo levantar todos os dias as 5:00 AM (5:15 AM, na verdade) para ir malhar. A resposta é muito simples: eu odeio malhar. Por isso, decido que é a primeira coisa do dia que vou fazer, para poder eliminá-la do meu pensamento no decorrer do dia. Além disso, se eu não fosse para a academia teria que estar de pé às 6:30 AM de todo jeito. Ou seja, não estou perdendo quase nada – me deito por volta das 22:00 e se me sinto muito cansada em um determinado dia, me recolho ainda mais cedo. 

É questão de hábito, é questão de escolha. Escolher o caminho que você quer percorrer. É muito difícil, todos os dias, mas minha falta de saúde e insatisfação com a minha própria imagem são coisas ainda mais difíceis de encarar.

A conclusão deste post é a seguinte: não importa se você vive no Brasil, nos EUA, na Europa ou em qualquer lugar do mundo, o segredo do sucesso é parar de olhar à sua volta e olhar unicamente para você. Não use desculpas esfarrapadas, não busque culpados, e desencane da genética. Se você quer, você pode e você irá conseguir.

Força!

Fui Na Pedicure Pela Primeira Vez nos EUA

O plano era fazer um post primeiro aqui no blog a respeito da minha experiência – mas não me aguentei, acabei falando um pouco sobre isso no Insta. Acontece que eu não contei muito sobre a experiência em sí, sobre os detalhes, então farei isso neste momento, aqui no blog mesmo.

Aqui os salões de manicure são, geralmente, conhecidos como ‘nail spa’, porque realmente vão bem além dos serviços comuns de unha – oferecem massagem, exfoliação, tratamentos para a pele, entre outras coisas.

O spa que eu decidi conhecer foi o La Vie, cuja proprietária é nada mais, nada menos do que a minha vizinha! Isso já me deu uma certa tranquilidade porque, bom, sou brasileira e por mais que não seja mineira como minhas amigas, sou um pouco desconfiada.

Cheguei no local e já fiquei encantada. Totalmente diferente dos salões que eu já tinha visto (da porta pra fora, principalmente dentro de shoppings), e muito parecido com o salão de cabeleireiro que eu frequento. Tudo moderno, bem decorado, extremamente limpo e organizado.

Algumas curiosidades, acho que 99% dos nail spas que eu já vi são geridos e operados por asiáticos, principalmente do Vietnã. Muitos dos profissionais, inclusive, são homens – sim, eles fazem todo o trabalho da manicure, e pelo que pude perceber fazem tudo muito bem.

A senhora que me atendeu era irmã da minha vizinha, ambas do Vietnã. Ela fez tudo como as nossas manicures, tirou SIM toda minha cutícula, fez exfoliação e massagem nas pernas (do joelho pra baixo), lixou, deixou tudo bonitinho. 

Interessante foi na hora que ela foi passar o esmalte. Ela simplesmente não borrou. Diferente de nós, ela não usou um palitinho pra tirar os excessos das bordas, simplesmente porque não tinha excesso nenhum. O pouquíssimo de esmalte que encostou na minha pele, ela tirou com um lencinho descartável umedecido no removedor de esmaltes, nem algodão ela usou!

A cadeira onde os clientes sentam já tem esse tanquinho de água (foto) e uma torneira, tudo embutido. Ela colocou um plástico descartável forrando o tanque antes. A cadeira é de massagem, e o cliente pode controlar como quiser. 

No final, ela me colocou sentadinha em outro canto do salão e pediu para colocar meus pés dentro de uma maquininha (um ventiladorzinho) para secar mais rápido as unhas. Como eu não fiz unha em gel, precisei esperar o esmalte secar naturalmente. Além disso, ela vestiu minha sandália antes de esmaltar, passou o esmalte com a sandália já vestida, o que eu achei muito bom para evitar acidentes (sou mestre nisso).

Como o serviço que eu pedi era o que tinha a massagem e a exfoliação, no total fiquei 45 minutos lá. Eu fiquei muito satisfeita. 

E o preço? Ah, gente. É caro. Poderíamos entrar numa discussão de macroeconomia sem fim aqui, e a conclusão é uma só: os EUA tem uma economia forte de produto e não de serviços. Por isso as coisas aqui são tão baratas (é mais barato comprar um microondas novo do que mandar consertar um que quebrou, e é assim com praticamente tudo), e é por isso que os americanos são os reis do DIY (do it yourself, ou, faça você mesmo), porque todo e qualquer serviço aqui custa caro.

Na região onde eu moro, você não irá encontrar um nail spa bom (qualidade, higiene, atendimento) por menos de US$30. É, dólares. Mas aí vem a tal sabedoria popular, quem converte não se diverte! Hahahahaha! 

Amei, acho que valeu a pena, e com certeza voltarei mais vezes. Pena que demorou mais de dez anos para eu tomar coragem e passar por cima do meu preconceito! Se soubesse o quanto ia gostar, teria ido muito antes.