30 Dias Para os 31


Vamos tentar fazer um cowntdown até o dia 11 de Junho? Vamooooos!
Não, não prometo que vou conseguir postar todos os dias. Mas queria pelo menos tentar. É um jeito de tentar aproveitar intensamente cada um destes meus últimos dias com trinta anos de idade. É engraçado porque esse ano um monte de gente que eu conheço faz trinta – é engraçado pensar “been there, done that”, sabe?

Agora eu definitivamente me sinto muito mais adulta e dona do meu nariz do que quando estava na casa dos vinte. Não dá pra explicar muito bem como isso acontece, simplesmente você acorda um dia, se olha no espelho e pensa: trinta. Na figura refletida, nada mudou – nem a pele, nem o cabelo, nem o corpo, nem os hábitos. Mas por dentro, é como pressionar um botãozinho que diz “é isso aí, welcome to real life!” – e de repente tudo vem à tona.

Você pensa no mundo de outra forma, pensa na sua própria existência de outra forma. Os ‘grandes problemas’ que você achava que tinha resumem-se agora a um belo e redondo NADA. O que não importava, agora importa. O que importava, você nem lembra mais.

Veja bem, eu abandonei coisas que amava, como meus videos no YouTube (e não quer dizer que seja para sempre, mas se for, tudo bem), e passei a fazer questão de me preocupar com a minha saúde. Na verdade, é mais profundo que isso, mas acho que só vou conseguir explicar melhor depois dos quarenta (ou cinquenta… ou sessenta…).

Desejo de hoje: continuar focada no que importa de verdade. 

Para cada dia do countdown, um desejo. O de hoje é só esse.

G.

Sobre as DRs

Todos esses dias que fiquei meio sumida, sumi por motivos bons, ao contrário do que alguns possam imaginar. E a verdade é que nem os culpo por pensar o pior, já que minhas ausências são sempre fruto de algum trauma, alguma crise, alguma reclusa emocional pós-overdose de mundo real, e essas coisas todas. Sou uma sofredora nata (corinthiana também, com TH), mas sempre dou um jeito de usar a dor a meu favor.

Bem, não foi por dor nenhuma que desapareci, mas é de um assunto no mínimo desconfortável – para não dizer “doloroso” – DÊ-ERRES.

D.R. – que significa (caso alguém ainda não saiba) Discussão de Relacionamento.

Outro dia estava conversando com um amigo e nós brigamos. Não foi bem uma briga, para ser justa, mas foi um desentendimento de ideias, opiniões, intenções e ações (profundo, não? Mas pode chamar isso tudo, popularmente, de briga mesmo haha). No final, depois de algumas horas de vai e vem de cabo-de-guerra verbal, nos entendemos. Foi quando eu disse as palavras mágicas: “Até que pra uma DR nos saímos bem”. Para quê eu disso aquilo?

Começamos outra discussão, imediatamente, a respeito do termo DR. Não é a coisa mais estúpida do mundo? Sim, claro que é! Porque as pessoas acham que essa sigla cabe ÚNICA e EXCLUSIVAMENTE para brigas – desentendimentos, discordâncias, lavação de roupa suja, colocar tudo em pratos limpos, cortar todos os Ts e colocar todos os pingos nos Is – amorosas (conjugais, passionais, de CASAL).

Como diria Compadre Washington Beto Jamaica*: AGORA PARE!

Não dá pra viver assim. Não dá pra rotular tudo na vida. Não dá pra olhar ao redor com um único par de olhos, uma única maneira de pensar, um único jeito de ver as coisas. É por isso que o mundo está como está: porque as pessoas não tem DRs umas com as outras! Só os casais. E mesmo assim, as evitam.

Num outro episódio, duas amigas estavam chateadas uma com a outra e – por evitar a DR – a coisa começou a crescer, cresceu mais do que devia até que – BOOM! Uma delas explodiu. Conversando com ambas, percebi que tudo aquilo não passava da forma mais puríssima de má comunicação.

Má comunicação. Quantas vezes você evitou uma DR com um amigo, com seus pais, com seus irmãos, com as pessoas que REALMENTE importam na sua vida, e explodiu? Acontece com todo mundo.

Mas poderia muito bem ser evitado, se a gente perdesse o medo de falar. Conversar, se abrir, fazer um cabo-de-guerra verbal, e daí se não concordamos? Podemos concordar em discordar. E aprender a conviver com as nossas diferenças, e viver em paz. Ou, mais provável ainda, a conversa franca pode, sim, resultar em um acordo agradável entre ambas as partes.

DR – Discussão de Relacionamento. Relacionamento significa todo tipo de interação com quem realmente amamos: amor fraternal, amor materno-paterno, amor conjugal, todos contam. Nenhum é mais ou menos importante que o outro (na minha opinião, e não estou falando de prioridades, e sim de amor, que é um sentimento completo e imensurável, portanto não pode ser maior por um e menor por outro, ou você ama ou não ama).

Minha melhor amiga e eu somos o exímio exemplo de adeptas às DRs. Falamos tanto, sobre tantos assuntos, sobre tudo o que incomoda na outra, sobre tudo o que amamos na outra, sobre o que gostaríamos que a outra melhorasse, e o quanto estamos orgulhosas com os progressos que a outra está conseguindo. Depois de alguns escorregões, aprendemos que falar é sempre, e sempre será, a melhor de todas as opções. A gente descobriu que é melhor falar e se arrepender, do que se arrepender de não ter dito nada! Nossas DRs são majestosas – para dizer o mínimo – e algumas vezes nos cansam tanto que precisamos de uma soneca entre a parte I e a parte II. Mas, acredite, é isso que faz a nossa amizade ser o que é, e ela é perfeita (porque perfeição não significa estar de acordo em tudo, e sim continuar amando igual mesmo com todas as diferenças).

Desta forma, deixo aqui meu apelo a todas as pessoas que lerem este querido texto: empenhem-se nas DRs com todas as pessoas da sua vida. Não deixe de dizer o que você pensa ou como se sente, não deixe de se expressar, não deixe de demonstrar o seu amor e até mesmo a sua raiva (quando há amor por trás, e deixe que a pessoa saiba que há amor por trás da raiva), em curtas palavras: não perca a oportunidade de se abrir como um livro para as pessoas que você se importa e confia.

A última coisa que você precisa na sua vida é do arrependimento de NÃO ter tido as DRs que você necessitava ter. Nós não temos como saber quando vai ser a última chance. E DRs, afinal, são discussões como qualquer outra, discutir não significa bater boca, faltar com respeito ou passar por cima dos sentimentos dos outros. Discutir significa falar e escutar, escutar e falar, com o objetivo de resolver qualquer situação que esteja enroscada dentro de você.

Boas DRs!

Gisele (e Carolina).

 

*Carolina me corrigiu – porque não temos medo de falar as coisas. ❤

Sobre a Imaginação 

O mal de quem tem a imaginação fértil é ter a capacidade de auto-sabotagem num nível quase extremo. Quem será que, além de mim, já passou por algo assim? Viver uma história fora da sua própria por 48 horas, ou menos até?Eu queria conseguir sair do meu corpo e assistir às minhas próprias ações nestes momentos, acho que sentiria…. vergonha alheia! E sim, isto é quase uma piada. Seria engraçado se não fosse (quase) trágico!

O bom de quem tem a imaginação fértil é que, quando se dão estas presepadas de auto-sabotagem a gente tem um tipo de “wake up call”, um chamado de volta à realidade, e a frustração daquele pequeno…surto, vira uma (fonte? Bica, bica é melhor) bica de autoconhecimento, uma bica que gera um (lago? Não, lago não. Espelho d’água, espelho d’água é melhor) espelho d’água que vai refletir a imagem do ser que você é, e não do ser que gostaria de ter se tornado.

Eu gostaria tanto, mas tanto de poder escrever abertamente sobre tudo o que eu sinto e penso e vivo, mas não posso. Me restam apenas as minhas grandes amigas, analogia e figura de linguagem, e boa sorte pra quem tentar decifrar qualquer uma delas! Não vai conseguir.

Eu dou meia-volta nessa conversa, de repente me sinto uma menininha de oito anos, olhando pela janela do quarto e pensando, com minhas marias-chiquinhas, como será que é o lado de fora. Não o quintal, mas as ruas, a cidade, os barulhos, os céus, as nuvens e os sóis que eu não vejo.

Continuo sendo muito amiga da minha imaginação. E continuarei fazendo uso da auto-sabotagem, porque pessoas como eu são assim, entende? Não, eu sei. Mas tudo bem. 

O fato é que, seja lá o que for que eu sinta, ou que invente que sinta, fico feliz por sentir. Sentir é estar vivo. Estar vivo é, às vezes, se auto-sabotar assim. De maneiras estupidamente necessárias. 

Isso.

Entre Você e Eu

De volta às Aventuras Escritas! Senti falta de falar com você por aqui.

Vamos tornar nosso diálogo um pouco menos impessoal – vou tentar escrever no estilo one-on-one daqui para frente. Vou evitar o plural, e vou evitar imaginar um público com diversas faces e focar somenda sua. No seu rosto, nos seus sentimentos, e no que eu posso provocar, com as minhas palavras, dentro da sua cabeça. Sim, você.

Há momentos em que eu realmente gostaria de canalizar mais do meu tempo e da minha energia escrevendo aqui, compartilhando cada detalhe do que acontece comigo, catalogando os episódios da minha vida, e dando ênfase às verdadeiras aventuras que acabo vivendo de tempos em tempos. Dar jus ao nome do Blog, entende?

Só que ultimamente, e um pouco inesperadamente, confesso que andei canalizando meu tempo e energia no mundo real. Ando sentindo cada vez mais prazer em me conectar com o mundo e com as pessoas de maneira física, e aos poucos acabei esquecendo da minha rotina digital, que por anos, foi uma parcela muito importante da minha vida como um todo.

Não, não estou me despedindo de você. Acho que estou apenas tentando, pela milésima vez, me explicar. Deve ser algo relacionado ao meu signo (não acredito em signos, mas que eles funcionam, ah…), hora tempestuoso, hora sereno. Eu gosto de ser assim (não que haja outra opção), porque costumo enjoar com a mesma facilidade com que me empolgo com todas as coisas.

De qualquer forma, sim, estive viajando. Conquistei o sonho de conhecer a Áustria, sonho antigo, junto com o Josh, e devo dizer que foram os dias mais encantadores da minha vida. Pela primeira vez, não senti saudades de casa, apenas dos cães. Não queria que aquela viagem tivesse fim. O bom do fim é que ele abre espaço para um novo começo, e já estou pensando no dia em que voltarei àquela terra maravilhosa.

Sigo trabalhando, como sempre, e cuidando da casa, dos caninos e de tudo o mais que me é responsabilidade. Estes dias fora daqui fizeram tão bem à minha cabeça que tenho muitos planos e vontades e metas e idéias novas. No regresso é hora de colocar tudo em prática. Aliás, regresso apenas no sentido literal do regresso ao lar, mas nesta volta para casa só houve progresso. Seria vaidade demais dizer que não lembro da Gisele que era antes desta viagem? Vaidade, talvez, pretensão com certeza, prepotência, nunca.

Já fui chamada de prepotente, e cheguei à conclusão de que este foi um insulto muito injusto. Não sou prepotente, a tirania não pertence ao meu organismo. Mas o fato é que realmente não estou com vontade de escrever a respeito de quem eu sou. Saber que não sou prepotente já é o bastante.

E saber que fui à Viena, e à Salzburgo, e visitei lugares que sonhei, e comi comidas que desejei, e enxi os olhos com as paisagems mais maravilhosas que poderiam existir já parecem o suficiente para que eu durma em paz todas as noites, grata a Deus, grata aos meus esforços, e grata a tudo o que conspirou a favor dessa conquista.

Logo volto para matar mais um pouco a saudade que senti de você. Sim, você.

Meu Passado à Deriva 

Quantos pedaços de um passado formam o que somos hoje? Os meus estão espalhados por aí, entre ruas, casas, corredores, janelas, praias, jardins… Os meus pedaços estão perdidos, mas não no sentido obscuro da palavra, no sentido da liberdade. Meus pedaços fluem além do tempo. Meu passado tem presença, ainda hoje, em corações distribuídos mundo afora (universo afora, ousaria dizer).

Se encontro um pedaço perdido, fico feliz. É como encontrar de volta uma garrafa à deriva, com uma mensagem doce e divertida (ou não) que lancei em alto mar com as minhas próprias mãos. Mensagens que nunca sonhei um dia poder ler novamente, garrafas que jurei que jamais poderia segurar outra vez. Algumas delas voltam. A correnteza as devolve, o vento as sopra, a vida as retorna.

São momentos assim que me fazem pensar que, no conjunto, tudo foi bom – do pretérito perfeito. Até o que não foi bom, foi bom. Porque quando a gente se depara com estes fragmentos livres, de lembranças e vivências e memórias e estórias, percebemos que tudo faz parte de um grande emaranhado de emoções e experiência, pedaços perdidos, os meus quando encontram os seus, se conectam e se interligam, e no final, a formação faz todo sentido, tudo se torna completo.

O problema das felicidades e infelicidades da nossa jornada é que encaramos o caminho com total individualidade. Olhamos para a nossa própria existência com olhos de espectador, como em um filme com começo, meio e fim. Mas não somos espectadores, nem atores, nem diretores. Não há filme. Não há começo, meio e fim. Somos parte de um todo, e tudo o que pensamos, sentimos e fazemos tem ligação direta com tudo e todos à nossa volta.

E depois que a vida acontece, olhamos para trás e percebemos a infinidade de pedaços de passado que fomos capazes de inventar, moldar, pintar, craquelar, estilhaçar, esmagar e soprar, com toda força, de encontro ao universo, foram reais contribuições que fizemos, inconscientemente, na vida e história uns dos outros.

Encontrei alguns pedaços de passado por esses dias, e todos eles me fizeram sorrir. Mesmo os cacos que um dia romperam uma ferida, hoje fazem sorrir. Penso com carinho e recebo com gratidão as garrafas à deriva que encontraram uma maneira de voltar até mim. Porque todas as vezes que uma delas foi abandonada em alto mar, levou consigo uma gota de esperança de que um dia estaríamos reunídas novamente. E agora, começo a entender o porquê: somos parte do todo.

Bolo Brigadeiro Sem Farinha 

Boa tarde, pessoal! O post de hoje é para compartilhar com vocês uma receita que eu vi no site Tudo Gostoso e adaptei para fazer com ingredientes que eu tinha em casa. Antes de tudo, que fique claro: esta não é uma receita para quem está de dieta!

Se você quiser adapta-la para uma receita ainda menos calórica, faça as devidas substituições de açúcar e não faça a cobertura de brigadeiro. 

Se você quiser uma receita mais gordinha, pode substituir o óleo de coco por manteiga ou óleo, e o cacau em pó por achocolatado. 

Vamos lá!

Ingredientes:

  • 4 ovos médios 
  • 4 colheres de sopa de cacau em pó 
  • 4 colheres de sopa de açúcar 
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco líquido (esquentei no micro 30 segundos para amolecer o meu)
  • 1 colher de sopa de óleo de coco sólido (se o seu estiver muito mole por causa do calor é só colocar. A geladeira até firmar)
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó 

Preparo:

  • Pré-aqueça o forno a 180C
  • Unte uma assadeira pequena 
  • No liquidificador, bata todos os ingredientes, menos o fermento, por 5 minutos 
  • Acrescente o fermento e bata por mais 30 segundos 
  • Coloque na assadeira e leve ao forno por cerca de 25 minutos 

Dicas:

  • O bolo estará pronto quando você espetar um palito de dente bem no centro da massa e ele sair limpo e seco.
  • Esta receita é para um bolo bem pequeno, então escolha uma assadeira menor. Se quiser, pode dobrar a receita para uma quantidade maior de massa.

Cobertura:

  • 1 lata de leite condensado 
  • 3 colheres de sopa de cacau em pó 
  • 3 colheres de sopa de leite (eu usei leite de caju, mas pode ser qualquer um)
  • Fazer brigadeiro no ponto mole

Espero que gostem dar receita que fica pronta rapidinho! 

Bom apetite!

Gi

Adeus, Pontas Duplas!

Corte Bordado: você sabe o que é? Em muitos salões de beleza no Brasil esta técnica é utilizada para eliminar todas as pontas duplas do comprimento dos cabelos com a tesoura. Mas e eu, que não moro no Brasil? Fico de fora? NO WAY!

Descobri que existe uma máquina maravilhosa que faz exatamente isso, e o melhor: para fazer sozinha, em casa! 

Contei TU-DO no video de hoje. Ganhei a máquina de presente de natal do Josh (obrigada, amor!), e estou muito contente com o resultado. A que ele me deu foi comprada na Amazon, e eu não sei se o vendedor manda para fora dos EUA, mas vale a pena pesquisar, caso haja interesse.

Espero que curtam o video!

Gi