Dieta X Vida Social

Agosto de 2014 x Janeiro de 2017

Hoje é dia 15 de Março de 2018. Hoje, completo exatos seis meses vivendo com a liberdade e os deleites da alimentação low carb. Hoje é dia de conversarmos sobre o meu processo de emagrecimento, do ponto de vista do “usuário” (não sou médica, lembra?), onde abro alguns capítulos da minha nova vida, compartilhando minhas lutas e conquistas.

O tema de hoje foi sugerido pela Tamilis, lá no Instagram (onde costumo abordar mais o assunto emagrecimento/corpo) e eu achei mais do que pertinente escrever a respeito. A Tamilis me mandou a seguinte mensagem: “Como você lidou com o fato de estar de dieta e sua família/amigos não? Em relação aos encontros, festas de família/amigos, como você venceu e não jogou a dieta para cima?” – em outras palavras, como é a vida social de quem é adepto a uma dieta?

Para responder tal pergunta, preciso dividir minha resposta em duas partes, já que meu processo de emagrecimento aconteceu em duas partes – a primeira com o Vigilantes do Peso, e a segunda com a alimentação LCHF (Low Carb High Fat).

Entre junho de 2015 e junho de 2017 segui a dieta dos Vigilantes do Peso. Naquela época, com o sistema de contagem de pontos, teoricamente ou supostamente as ocasiões sociais deveriam ser mais fáceis – você economiza os pontos do dia, os pontos extras da semana e os pontos adquiridos através da prática de atividades física (o aplicativo calcula tudo pra você) e pode, então, utilizá-los para eventuais compromissos sociais. Realmente, na teoria era lindo. Na prática, outra história.

Como a dieta dos Vigilantes do Peso é baseada no baixo consumo de gordura e alto consumo do carboidrato, a única fórmula para que a perda de peso ocorra é através do corte (redução drástica) de calorias por dia. Isso é muito, mas muito difícil. Não é uma dieta ineficaz, mas demanda um esforço muito maior por parte do cliente, e é extremamente fácil de ser sabotada. Era o meu caso. Eu guardava os tais pontos para determinadas ocasiões, mas na hora H não contabilizava com precisão os de cada coisinha que eu ingeria. Primeiro, porque isto é algo muito trabalhoso (tem o fator esquecimento acidental, o fator esquecimento proposital e o fator preguiça). Segundo, porque às vezes, torna-se impossível – não dá pra saber a quantidade exata de cada ingrediente de cada prato da festa, nem mesmo do restaurante. Era mais fácil desistir, ou só “contar por cima”, comer até explodir e seguir em frente, lidando com toda aquela culpa…

O negócio é que é muito difícil estar num círculo social e ser o único a comer uma salada (sem azeite, diga-se de passagem) enquanto todos ao redor da mesa devoram seus hambúrgueres e fritas. Mesmo um pratinho com arroz e peixe, ou um peito de frango seco com brócolis sem gosto. Não há comparação. Você olha para a situação e pensa: “não é justo…”

Minha história mudou quando me tornei low carber. Tem noção do que é entrar numa churrascaria e arrebentar, e no dia seguinte ver ZERO diferença na balança? Pois é, aconteceu comigo duas semanas atrás.

A dieta LCHF tem pouquíssimo impacto na minha vida social. Não estou dizendo que seja fácil ou que eu não passe vontade, afinal não consumo açúcar e farinha, então obviamente há momentos em que fico com vontade de comer algumas coisas. Mas, veja bem, o jogo da Low Carb é um jogo mais justo. Enquanto todos ao meu redor comem seus hambúrgueres com fritas, eu, na minha “dieta” posso comer um super t-bone mal passado feito na manteiga, com vegetais temperados com azeite e uma batata doce maravilhosa (frita, assada, em purê…). E o melhor: sem a neura das porções! Como até ficar satisfeita. Se é mais ou menos, não tem importância! É muita liberdade. Isso não é perder! Isso é aproveitar tanto, ou até mais, do que todos na mesa! Qualquer estranho que não me conheça jamais saberia que estou “de dieta”. É um jogo onde eu só saio ganhando.

Além disso, qualquer restaurante irá oferecer uma opção que se encaixa ao meu estilo de vida. Qualquer um, em qualquer lugar do mundo. Bicho e planta, não tem dificuldade. Não tem que andar com balança e medidor na bolsa. Não precisa de aplicativo nenhum. Você simplesmente sabe o que fazer. Tudo fica muito mais simples.

Para responder mais especificamente à pergunta da Tamilis, primeiro de tudo, deve haver aceitação por parte de quem está em processo de emagrecimento. Aceite. A decisão de emagrecer foi sua, e o sucesso do processo só depende de você.

Eu sou casada com um americano que não faz dieta. Não é fácil. Eu passo vontade as vezes, sim. Mas tento me lembrar de uma técnica muito boa que aprendi com a minha coach: a técnica do céu-inferno. Quando me vejo em qualquer situação de vontade de comer o que não entra na minha alimentação, me pergunto: “quantos segundos vou estar ‘no céu’ comendo esse pedaço de pizza e quantas horas ou até mesmo dias vou ficar no ‘inferno’ por causa dele, depois?” – veja bem, não estou falando só de culpa, mas de efeitos fisiológicos, que serão acusados na balança e fora dela! Desisto de comer. A vontade passa.

Outra coisa que faço muito se começo a ter vontades e estou em casa – saio da cozinha e vou provar minhas roupas. Não há inibidor de apetite melhor! Pego a calça mais justa, a blusa mais colada, o vestido mais agarrado! As vezes, até mesmo meus biquinis, e vou pra frente do espelho. Se não está bom, por quê comer o que não preciso? É como eu me ajudo. Tenho uma meta a cumprir.

A verdade é que enquanto a pessoa continuar dando desculpas a ela mesma, nada irá mudar. Aniversários, feriados, batizados, casamentos, viagens, gente, tudo isso faz parte da vida! Nenhum desses eventos sociais vão deixar de acontecer. E, perceba, 90% destas ocasiões acontecem NAS MESMAS ÉPOCAS TODOS OS ANOS. Natal é sempre dia 25 de Dezembro. Isso NÃO vai mudar! Entende? É uma data especial? Sim. Mas não precisa ser uma data gorda! A mesma coisa com todas as outras ocasiões! Trate estes eventos como dias comuns de alimentação. Desvincule aquela ocasião da comida. Pense no real motivo da ocasião: comemorar algo, alguém! Foque nisso. Você não tem noção do quanto irá se sentir mais forte poucas horas depois destes eventos terem terminado. A sensação de auto controle é impagável.

No escritório toda semana tem alguma guloseima – cookies, donuts, chocolate, cheesecake! Toda semana! Eu percebi isso e entendi que estas JAMAIS serão minhas últimas chances de comer estas besteiras! Aliás, todas essas gordices vem de mercados e restaurantes que ficam minutos de onde eu moro. Posso comprá-las a qualquer hora! Por que preciso comer um donut às 15h de uma terça-feira? Qual a necessidade? Eu adoro donuts, mas comê-los sem nenhum motivo faz com que eles deixem de ser especiais. Torna-se algo banal. Entende?

A vida das pessoas ao nosso redor NÃO vai parar porque EU estou de dieta. Não mesmo! Mas quando você perceber que 1) todos esses eventos sociais fazem parte de um ciclo infinito e irão se repetir todos os anos, todos os meses e até todas as semanas e você não está perdendo nada se não partilhar das gordices e 2) quando você encontrar uma dieta que faça você feliz, que seja saborosa, fácil e simples de seguir, e que te dê ótimos resultados, você terá encontrado o caminho para vencer todas as tentações da vida social, e sua dieta terá muito mais valor do que a comida daquela ocasião, portanto você jamais irá jogá-la pra cima!

Por hoje é isso.

Gi

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Dois Meses Fazem Diferença

Entre uma foto e outra temos nove semanas de diferença. Nestas nove semanas, entre o dia que eu recebi este vestido (comprai na Zara, online) e o dia que pude usá-lo com total auto-confiança, houveram muitos altos e baixos.

Eu tive o peso empacado por algumas destas semanas, eu tive a pior TPM da minha vida (de verdade, não lembro de ter passado por nada igual antes), tive festas de aniversário, jantares com amigos, e inúmeras tentações no escritório. Definitivamente, não foram nove semanas fáceis de se viver.

Mas eu sobrevivi. Não só sobrevivi, como aprendi muitas coisas.

A primeira delas é que é necessário ser consistente com a dieta. Faça sol, faça chuva ou neve, o peso empacado na balança ou não, é o quanto eu sou consistente que vai trazer resultados. Uma hora, a balança corresponde.

E correspondeu. Na TPM apelei para o bolinho low carb de caneca, feito no micro, e ao chocolate 85%, às vezes derretido para comer com morangos, outras vezes acompanhando um café preto puro, outras completamente sozinho. Segui, firme e forte.

Eu pensei em desistir. Não uma, duas e nem três vezes. Não foi um começo de ano fácil para mim. Eu tive crises existenciais, crises emocionais, problemas de relacionamento de vários tipos. Segui em frente.

Quando recebi meu vestido pelo correio, corri para a frente do espelho para vestí-lo. Apertado! Marcando muito. Disse para a Carol: “quando eu estiver com uns 5kg a menos ele vai ficar bom”.

Nove semanas mais tarde, depois de muito foco, muita garra e muita paciência, eliminei os quilos necessários para me sentir bem dentro do vestido.

Eu consigo perceber o quanto diminuí nestas nove semanas. Minha barriga, meus braços, as gordurinhas sobre a costela, o busto, as pernas, tudo! Até o rosto. Desinchei demais.

Não comer açúcar nem glúten é o segredo desse desinchaço. Pode não fazer efeito na balança de imediato, mas nas medidas…

Então, algumas conclusões a serem consideradas:

1) A vida acontece. Não adianta querer esperar por um “bom momento” para mudar sua alimentação. E mesmo depois que você já estiver acostumada com uma nova maneira de se alimentar, a vida acontece, e você não pode desistir.

2) Nos momentos de TPM não deixe de pensar na sua saúde. Eu provavelmente comi, naquela semana da TPM intensa, um pouco a mais de chocolate 85% do que deveria, mas não houve nenhum estrago maior, comparado ao que eu costumava comer antes, e o que poderia ter comido.

3) Tire suas medidas. E tire fotos. Não há nada que evidencie mais o progresso do emagrecimento do que estas duas coisas.

4) Por ultimo, e o mais importante de tudo: seja consistente. Não deixe que a balança ou os dias ruins tirem seu foco. Seja consistente, e o resultado virá.

Beijos,

Gi

10 Adultices dos Últimos Tempos

Trinta e um anos, oito meses e doze dias de vida com certeza fizeram de mim uma adulta muito diferente da afrontadora adolescente que saltitava por ruas Guarulhenses nos anos 2000. Se eu tivesse a possibilidade de trocar uma meia-dúzia (mais pra muitas dúzias) de palavras com aquela garota esperta e diferentona de AllStar pink, simplesmente diria: aproveite, aproveite mais – porque tudo isso vai passar (só não abuse da paciência do papai e da mamãe, sério…)!

Portanto, quis deixar aqui o registro de dez ítens que mudaram da água para o vinho na minha vida. Dez coisas que, se me contassem que eu chegaria nesse nível de maturidade, eu provavelmente daria risada… Mas, aconteceu!

Então, vamos lá:

1- Viagens São Investimento

Eu nunca tive muito interesse em viajar. Falava algumas vezes, aqui e ali, que queria visitar certos lugares, mas nada de muito concreto. Quando comecei a viajar, percebi que nada, absolutamente nada substitui ou agrega mais do que a experiência do novo. É um ítem meio óbvio, na verdade, mas eu realmente saí da minha zona de conforto. Hoje entendo porque quem viaja não consegue parar. Uma vez que você sai dessa caixinha, não tem mais como voltar atrás. Investir em viagens é algo realmente importante para mim.

2- Listas!

Muitas, muitas listas! A vida é feita de listas – a minha, pelo menos. Adoro contabilizar todas as minhas tarefas, adoro listar o que precisa ou não ser feito no trabalho, adoro meu planner, me sinto muito mais produtiva e eficiente quando sigo listas. Essa parte de planejamento, seja de uma viagem, de um compromisso, de uma atividade cotidiana, realmente me ajuda muito – e eu percebo o valor desta ‘auto-ajuda’. Prestar atenção em datas e processos é algo relativamente novo na minha rotina, e que se torna cada vez mais forte. Eu realmente tive que, mais uma vez, sair da minha zona de conforto para alcançar este nível de organização. Não é fácil para mim por não ser algo natural, mas eu entendo minha necessidade em utilizar este tipo de ferramenta no meu dia a dia, e só me beneficio disso. (Super madura!)

3- Menos Quantidade, Mais Qualidade

Este ítem também é um pouco óbvio (talvez todos sejam), mas houve uma época em que eu comprava muito pela oportunidade, já que nos EUA os produtos são muito baratos, e sempre deixava de pensar se aquilo realmente duraria, ou se havia necessidade de adquirí-lo, ou mesmo se era algo que eu realmente gostava. Não compro mais volume, e sim qualidade. Isso eu digo em relação a tudo, todo tipo de produto e até mesmo serviços. Não, não é questão de esbanjar além do que se deve, mas de tomar decisões mais inteligentes, realmente pesar o custo-benefício de cada coisa, não só no imediato, mas a médio e longo prazo também. Muitas vezes, o barato sai caro. Aprender isso pode mudar tudo – inclusive te ajudar a economizar dinheiro e/ou dores de cabeça.

4- Adeus, TV

Essa é ótima! Eu não assisto mais TV. Sim, assisto algumas séries e alguns filmes, mas não assisto mais nenhum programa de TV. Nem mesmo os noticiários! E que alívio isso dá. As informações chegam até nós já influenciadas pelos interesses daquela determinada emissora, muitas vezes confundem mais do que esclarecem. Eu não consigo mais simplesmente passar horas na frente da TV. Os seriados, por exemplo, me limito a um ou dois episódios por dia durante a semana. Muitas vezes, não assisto, não ligo a TV. De final de semana depende muito, mas no geral, aos domingos dedico mais tempo ao seriado da vez (porque só assisto um por vez, enquanto não termino um, não começo outro para não me apegar e perder a mão do tempo dispensado), principalmente no inverno, mas mesmo assim de maneira controlada. Não faço questão nenhuma de assistir TV.

5- Redes Sociais em Menor Escala

Logo eu, a Rainha do Curti-Compartilhei! Desde Setembro do ano passado eu desativei minha conta no Facebook, por inúmeros motivos. Tenho planos de fazer um post exclusivo sobre este assunto quando a “data da liberdade social” completar seis meses. Mas posso adiantar que só me beneficiei por tomar tal decisão. Eu, de verdade, realmente, não me interesso pelas opiniões, fantasias e falsa moral alheias. Eu tinha contato real com cerca de 30% dos meus contatos do Facebook. O resto, não que eu não me importasse, ficava feliz em saber que estavam bem, mas não havia motivo para dedicar horas do meu dia como espectadora de suas vidas. Não aguentava mais as cotucadas políticas e religiosas, não tolerava os julgamentos e as condenações, não queria fazer parte daquilo. Saí, me libertei, estou muito mais feliz assim.

6- Café Puro, Por Favor

Esse, sim, é um assunto assustadoramente incrível! Eu sou a “boleira” oficial da turma, sou a “fazedora oficial das sobremesas”, era a “devoradora do doce de leite”, a que não sabia dizer não ao açúcar, e que só tomava café – com adoçante, porque era ‘condizente’ haha! – em situações de extremo sono (depois daquele pratão de macarrão) ou de extremo frio (“Não tem chocolate quente?! Então vai um café…”). Só que, como você pode perceber, estimado leitor, eu mudei. Mudei como um todo. O todo, inclui meu paladar. E hoje tomo pelo menos dois cafés pretos, puros, por dia. Geralmente um pela manhã, e um logo após o almoço. Sou um verdadeiro orgulho à classe adulta.

7- Fiz as Pazes com o Dia

Essa aqui é interessante. Eu não sou, nunca fui, nem nunca serei uma pessoa diurna. Eu aprecio profundamente a madrugada. Se não fosse crente, viveria uma vida muito boêmia, porque a noite me faz bem. É de madrugada que eu trabalho melhor, produzo melhor, tenho minhas melhores ideias. Mas hoje, com mais de trinta, não seguro o rojão de trocar o dia pela noite como costumava fazer há uma década. Não dá. E o motivo é bem simples: eu me preocupo com a minha saúde. Trocar o dia pela noite faz mal e afeta a vida de quem precisa trabalhar, produzir e ter ideias durante o dia. Sim! Sou uma vendida ao sistema! Whatever. Amo meu trabalho, e graças a ele, fiz as pazes com o dia. Aliás, há anos sou uma pessoa extremamente regrada, que dorme antes das 22h e, independente da hora que foi dormir na noite anterior, não fica na cama depois das 8h, nem aos finais de semana (nem depois das raras noites boêmias…). Inclusive, por meses fui frequentadora do chamado ‘5 AM Club’, a turma que vai para a academia antes do sol nascer. Eu adoro ser a primeira a chegar no escritório, antes das 7h, e nestas duas primeiras horas de expediênte (antes do resto do pessoal chegar) é quando faço meu trabalho melhor, focada, totalmente comprometida, sem distrações. O que me leva ao próximo tópico…

8- Aprecio o Silêncio

A Gisele rebelde que ouve música no último volume como no início dos anos 2000 ainda vive em mim – e dá as caras toda semana. Mas eu, definitivamente, aprendi a apreciar o silêncio. Não falar com ninguém, não ter nenhum aparelho ligado, silenciar o telefone. Eu preciso de momentos assim, não todos os dias, mas todas as semanas. O silêncio revigora; ele nos dá a oportunidade de escutar nossas próprias ideias e ajuda a limpar o cérebro daquele acúmulo de sensações e emoções e informações juntados ao longo dos dias. É muito, muito bom. E útil. E necessário.

9- Vitaminas Sem Pular

Quando eu comecei a tomar anticoncepcional já era velha, e a médica, por hábito, me disse “Lembre-se de tomar sempre no mesmo horário, sem pular nenhum dia”. Eu balancei a cabeça que sim, enquanto ela me olhava, e depois de alguns segundos ela disse “Você não é do tipo que esquece, é? Não, não me parece que seja.” E ela estava certa. Nunca pulei um dia sequer. Aprendi a construir um sistema para me manter na linha, porque esta não é a minha natureza. Eu não sou uma pessoa consistente, nem organizada por natureza. Aprendi a ser. Deixei de tomar anticoncepcional. Há cerca de um ano venho trabalhando na minha suplementação – tomo Centrum para mulheres, Biotina para cabelo e unhas, Vitamina C, Vitamina D e Ferro. Nunca pulei um dia se quer. Eu definitivamente construí um sistema e não admito que ele falhe. Hoje, com mais de trinta anos nas costas, aprendi que quando me permito falhar onde devo ser consistente, abro brechas para falhar em muitas outras coisas. Talvez para algumas pessoas tomar vitaminas sem pular seja algo muito simples, ou tão difícil que considerem ‘desnecessário’. O que eu aprendi com isso, na verdade, não tem nada a ver com os suplementos, e sim comigo mesma, com o tipo de pessoa que eu sou. O simples ato de tomar minhas vitaminas todos os dias, sem pular, me ajuda a ficar firme em todas as outras áreas da minha vida que preciso ser consistente e que foge da minha natureza. Todos os dias, sem pular.

10- Economias Além do Porquinho

Não dá pra falar sobre a vida adulta sem falar sobre dinheiro. E eu aprendi que juntar dinheiro é muito, muito importante. Eu costumo dizer que os adolescentes sofrem da síndrome da imortalidade, porque eles não fazem a menor ideia de que um dia irão morrer. A morte não pertence ao universo das crianças e, em geral, e dos adolescentes. Alguns podem até compreender a dor da morte na perda, mas não assimilam esse fato às próprias vidas. Quando a gente fica mais velho, percebe que não é imortal. Percebe que as energias diminuem, e dão espaço para preocupações reais, como por exemplo: “O que será de mim quando eu ficar tão velha que não consiga mais trabalhar?”. Eu, Gisele, não me imagino aposentada. Deus permita que eu possa trabalhar muito por muitas décadas, mas POR GOSTO. Não quero trabalhar por necessidade. E a única maneira de concretizar este plano é começando a juntar dinheiro agora, seja através de investimento, aposentadoria privada, poupança, ou, idealmente, tudo isso junto. Quando a preocupação da vida começa a ser a terceira idade, é sinal de que você realmente amadureceu. Pode não ser a fruta mais madura do cesto, mas com certeza verde não é. Portanto, de todas as coisas compartilhadas neste post, se eu pudesse sugerir apenas uma, a mais importante, seria: guarde dinheiro, mas guarde como gente grande. (Logo em seguida estaria o café…puro!).

Espero que esse post sirva de alguma inspiração, nem que seja só pra você consiga pensar em coisas da sua vida que podem ser…melhoradas? Ajustadas? Evoluídas? Ou, simplesmente, mudadas!

Obrigada se leu até aqui. E tudo certo, também, se não leu (mas, nesse caso, você nunca saberá disso hahaha!).

Gi

Papo Gourmet: Bolo Paçoca Low Carb

🥜 Bolo Paçoca Low Carb 🥜

Massa:

-3 colheres (sopa) de pasta de amendoim sem açúcar

-3 ovos

-2 colheres (sopa) de manteiga

-100 ml de leite de coco (ou amêndoas)

-1 colher (sobremesa) de fermento em pó

-1 xícara de farinha de amêndoas

-6 colheres (sopa) de xilitol

Preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador e coloque numa forma untada; asse a 180C por cerca de 35 minutos (faça o teste do palito).

Cobertura:

-3 colheres de sopa de pasta de amendoim sem açúcar

-1 lata de creme de leite

-3 colheres de sopa de xilitol

Preparo: misture todos os ingredientes em um Bowl até ficar bem homogêneo, despeje por cima do bolo já frio.

Fiz este bolo ontem, Josh amou! Fica bem fofinho e com gostinho de paçoca! A cobertura fica maravilhosa e serve também de recheio, se preferir.

Olá, Meu Nome É Gisele e Eu Sou Low Carber

Existe apenas uma rede social onde falo com mais frequência sobre meu processo de emagrecimento, o Instagram. Portanto, se você não está por lá (e tudo bem se não estiver), provavelmente não sabe muito sobre minhas aventuras dos últimos tempos.

Muitas coisas tem acontecido, eu mudei. Uma frase tão pequena esta… “eu mudei”. Mas é a única que sintetiza tudo, por dentro, por fora e ao redor da pessoa que eu sou hoje. Como já contei pelo Instagram, não sou muito favorável aos rótulos da vida – acho que quanto mais rótulos, mais separação, mais distinção, mais desunião, mais incompreensão, mais necessidade de se provar e de provar que o outro é errado. Eu detesto tudo isso. Somos todos seres-humanos com total possibilidade de conviver com diferenças – o que falta é empatia, compaixão, sensibilidade. Falta querer. E é por isso que eu venho relutando muito para escrever aqui (onde tenho controle nulo de quem lê) ou de falar a respeito nos meus videos no YouTube (onde tenho controle nulo de quem assiste) a respeito do seguinte fato: eu sou low carber.

É uma frase um pouco idiota, essa. “Eu sou low carber”. Que raios isso quer dizer? Que tipo de rótulo é esse? Por que isso importa? “Não, Gisele, não faz a menor diferença se rotular assim ou não”, foi o que disse a mim mesma centenas de vezes. Substituía termos como “low carb” por “de baixo carboidrato”, ou por “alimento natural”. Mudada e relutante, duas palavras que me descreveriam bem nos últimos meses…

Mas importa. Importa dizer nossa condição em alto e bom tom! Importa vestir a camisa totalmente. Importa, porque, se é assim que eu vivo, qual o problema? “Modinha”. Tudo bem, tudo bem. Mas eu adoro uma modinha…. Pode me odiar. Só que se alimentar de bicho e planta não é modinha. Nossos corpos foram criados para isso! Então tira essa ideia de modinha da cabeça, e pensa nos fatos. Comida de verdade. Alimentação natural. Não aos processados. Não ao artificial. Sem farinha. Sem açúcar. É modinha? Tem certeza?

Hoje completo cinco meses de low carber. Há cinco meses, tomei uma das melhores e mais assertivas decisões da minha vida. Desde então minha vida virou do avesso. Parece que meu cérebro passou a funcionar com mais potência. Parece que eu acordei de uma inércia biológica e psicológica, física e emocional. Tantas coisas que eu desprezava, passei a adorar. Tantas coisas que eu amava, passaram a me incomodar. Eu passei a detectar melhor meus sentimentos, minhas sensações, e fiquei incrivelmente mais…sensível. Esta parte está sendo a mais difícil, eu confesso. Mas é necessária.

E foi o fato de me tornar low carber que me deixou mais sensível? Absolutamente não. O negócio é que todo mundo pensa que emagrecer tem a ver com a boca – ledo engano! Emagrecer tem a ver com a CABEÇA. E tudo o que tem a ver com a cabeça é um processo, um processo longo, um processo longo e complexo. A complexidade do emagrecer envolve tudo, muito além da comida: os ambientes que você frequenta, as atividades que pratica, as conversas que participa, os livros que lê, os programas de TV que assiste, os passeios que sente prazer, o modo de descanso, a busca do novo, o aprimoramento da auto—estima, o empoderamento, o aprender a dizer não, a libertação da escolha, o autocontrole, o lidar com o fracasso, o lidar com o sucesso, a auto-reforma, o entendimento da necessidade da mudança, o objetivo traçado a curto, médio e longo prazos, ou seja, uma decisão iniciada com a cabeça irá com toda certeza tocar todas as áreas da sua vida! Inclusive a espiritual – sabe quantas vezes me peguei pensando no dia que estiver cara a cara com Deus e tiver que me explicar do porquê não cuidei do corpo que Ele me deu? Eu não quero passar por isso. Esta também é uma responsabilidade do espírito.

O dia em que entendi que o que havia de errado comigo era minha relação com a comida, tudo se tornou claro, transparente, óbvio diante dos meus olhos. O choque de realidade não é fácil, mas prefiro mil vezes lidar com a dificuldade do que com a ilusão da minha realidade. Eu estava vinte e cinco quilos acima do peso, doente do coração, com a auto-estima no chão, comendo de forma irresponsável e compulsiva. É difícil enxergar e aceitar a realidade como ela é. Mas só isso pode fazer com que você tome coragem para reverter a situação inteira.

Hoje comemoro cinco meses de low carber (paleo), com 19 kg eliminados e com perspectivas maravilhosas para meu próprio futuro. Hoje decidi que não há porquê ter medo de me rotular, não porque eu queira estar acima do bem e do mal, nem porque acredite ser a dona da razão, a única certa. Mas porque foi este caminho que me trouxe até onde estou. Foi o caminho que escolhi percorrer por muitos anos, o caminho que me trouxe paz de espírito e consciência do que eu quero para mim.

Todo dia 15 de cada mês irei abordar este tema aqui no blog. Hoje foi mesmo a apresentação oficial, mas nos textos futuros irei ser mais prática, mais objetiva, e irei compartilhar tudo o que venho aprendendo do que considero de valia e ajuda a outras pessoas também.

Sigo em frente, muito mais firme e muito mais forte do que nunca.

Gisele

5 Coisas Para Aumentar a Auto-Estima Imediatamente

1) Sua Aparência Importa

Sim, existem milhares de coisas mais importantes do que a nossa aparência: a nossa saúde, as contas pra pagar, cuidar da casa, cuidar da família, a reunião de condomínio, levar os cachorros pro pet, aguar as plantas, afofar as almofadas, responder os grupos do WhatsApp, estabelecer a paz mundial, etc, etc, etc… Todos nós sabemos disso. Mas, de que adianta bancar o super-herói todos os dias para todas as outras pessoas e esquecer de cuidar de nós mesmos? Não adianta muito. Uma hora essa bomba-relógio explode e você vai se sentir ainda mais sobrecarregado tentando correr atrás do prejuizo. Aliás, sendo ainda mais fatídica, o tempo é algo que não volta nunca, jamais. Simples assim. Um dia você vai acordar e vai perceber que uma década se passou e você simplesmente se perdeu em algum momento dentro dela. Sua aparência importa! Não importa só para os outros, mas principalmente para você! Sua aparência é o reflexo do que acontece dentro da sua cabeça, sabia disso? Se você não consegue encontrar tempo, vontade ou motivação para se cuidar, posso afirmar com toda certeza: o problema vem de dentro. Então reflita e faça algo por você!

2) Mudanças, Sim!

Eu sou uma pessoa resistente à grandes mudanças. Não precisa me conhecer muito para perceber esse traço da minha personalidade. Mas também não precisa me conhecer bem para notar que não tenho o menor medo em mudar pequenas coisas da minha vida. Pequenas, digo, inofensivas, mas que podem sim causar um enorme impacto. Meu cabelo é o maior exemplo de todos! Nada melhora mais a minha auto-estima do que mudar meu cabelo! E voltando um pouco na dica anterior, se você é daquelas pessoas que “não abre mão do cabelão de jeito nenhum” mas que simplesmente não consegue cuidar dele como necessário, talvez seja hora de considerar uma mudança! Vive de coque, rabo de cavalo, tem muito cabelo e só consegue “dar um jeito” nele uma ou duas vezes na semana? Colega, é hora de mudar! Vá no salão, corte, pinte, busque sua melhor versão. Falando nisso, nada como encontrar nosso próprio estilo de roupas e acessórios. Você pode fazer muitos testes na internet para descobrir melhor o estilo que combina com você – e se puder, contrate um profissional que te auxilie neste processo. Não tenha medo em mudar ou assumir totalmente o seu estilo, isso apodera!

3) Aquela Roupa Especial

Falando em roupas e acessórios, todo mundo tem aquele look especial, quase “de estimação”, que só usa em ocasiões mais especiais, né? Sabe o que eu descobri? Que podemos usá-lo como “norte” para compor todo o nosso guarda-roupa. Como assim? Eu explico. Você precisa identificar a sensação que tem quando veste esta roupa especial: como você se sente? Provavelmente, muito bem, mais bonita, elegante, ou sexy, ou poderosa, etc. Por que esta roupa faz com que você se sinta assim? É a cor, o tecido, o corte, o caimento? No meu caso, meus looks especiais são geralmente compostos por vestidos e salto alto, mas não posso usar um vestido e um par de sapatos de festa para o trabalho, né? O que eu fiz, então? Coletei todas as informações desse look e transportei para a busca de peças que sejam mais adequadas ao trabalho (e outras ocasiões), mas que tenham estes elementos que fazem minha auto-estima levantar! Então passei a usar mais vestidos com fundos escuros e estampas diversas, meias-calças, e o salto muitas vezes não é um scarpin, mas uma ankle boot, ou seja, poderosa mas confortável. Estes são apenas exemplos, mas você pode fazer isso com absolutamente qualquer tipo de roupa. Componha sua personalidade!

4) Desapegue

Compor e afirmar a nossa personalidade através do closet: esse tema não é possível de ser abordado sem falar do maravilhoso ato de desapegar. Quantas peças de roupa você provavelmente tem estocadas no seu armário que não tem absolutamente nada a ver com você? Isso acontece muitas vezes não porque compramos errado, necessariamente, mas porque acumulamos coisas de várias épocas das nossas vidas. Na minha última grande limpeza do closet eu tirei roupas e sapatos que eu tinha certeza absoluta que não voltaria a usar, pelo menos não pela próxima década (a moda sempre volta, mas existe uma grande diferença entre ser retro e ser um acumulador de tralhas!). Desapegue de: roupas fora de moda, estampas que não te agradam, roupas maiores que o seu número, roupas gastas, sapatos gastos, sapatos que você não usa porque te machucam, sapatos fora de moda, ítens repetidos desnecessariamente, coisas manchadas ou furadas, simplesmente DESAPEGUE! “Tire o velho para dar lugar ao novo”, tá até na bíblia isso. Renove os ares e organize tudo o que ficar.

5) Uma Por Dia

Eu não posso escrever sobre auto-estima e deixar de fora o tema ‘alimentação’. Honestamente, não estou com muita vontade de escrever sobre a minha reeducação alimentar, este texto não é sobre isso. Só que é inevitável dizer o seguinte: se alimentar melhor aumenta a auto-estima. E não estou falando em perder peso. Estou falando em buscar saúde. Então fica aqui minha dica: comece com apenas uma escolha por dia. Apenas uma. “Hoje vou beber água”, ou “Hoje vou comer salada no almoço”, ou “Hoje vou experimentar um legume novo”. Uma coisa só por dia, todos os dias. Você vai perceber um universo de possibilidades se abrir diante dos seus olhos, vai conseguir desmistificar certas coisas, conhecer outras, e até mesmo descobrir outras. Uma por dia, apenas uma.

Foque em você, sempre.

Gisele

Capa da Insensibilidade

insensibilidade

substantivo feminino

1.

estado ou característica daquilo que é desprovido de sensibilidade a estímulo físico.

“i. ao frio”

2.

incapacidade de emocionar-se, de experimentar sentimentos de afeição, de amor, de piedade, pena etc.; frieza, indiferença, dureza.

Não dá. Não adianta! Por mais que eu tente, por mais potencializada que seja minha habilidade em escrever e descrever, não há monge, guru nem pajé que faça com que os outros entendam certas reações que eu tenho. Nem mesmo quem já passou por experiências parecidas com as minhas consegue essa proeza. Será que eu sou tão esquisita assim?

Coisas maiores acontecem, coisas menores acontecem, minha reação é sempre a mesma: ‘eu jamais faria isso com tal pessoa, por que tal pessoa fez isso comigo?’. Sabe aquela frustração de perceber que é só você que se coloca no lugar do outro? Só você precisa compreender, e entender, e ter empatia, e mesmo quando a coisa aperta pro seu lado é você que precisa correr atrás do prejuízo – prejuízo, a propósito, não causado por você? Sabe? Mas sabe MESMO ou está só concordando comigo pra acabar de vez com esse assunto? Sei.

Quero ser mais insensível este ano. Sério. INSENSÍVEL. Quero mesmo! Quero pensar nos problemas dos outros como problemas dos outros, e ‘sinto muito…’. Tenho um amigo que é muito, muito insensível. Tão insensível, que de vez em quando me pergunto que tipo de areia movediça ele carrega dentro do peito, porque com certeza, no fundo, no fundo, é um coração molenga – mesmo cinzento, assustador, engolidor de tudo o que o toca, não deixa de ser molenga.

A insensibilidade é uma capa, como aquela do Harry Potter, da invisibilidade. A gente se cobre com aquilo, ninguém enxerga, só a gente. Mas é preciso ser insensível, principalmente quando se é um poço sem fundo de sensibilidade aguda (como meu amigo, o mais insensível de todos). ‘Vista a capa, Gisele! Vamos, está na hora!’. É pra já.