Uma postagem anual e as coisas mais difíceis da minha vida

Há mais de um ano não escrevo no meu Blog. Mas sou uma pessoa bem apegada a ele, apesar de não parecer. De vez em quando, quando leio, escuto, assisto ou simplesmente penso em algo novo (inusitado ou corriqueiro, inovador ou filosoficamente entediante), percebo aquela típica névoa sobre minha cabeça com letreiros coloridos dizendo “você deveria escrever sobre isso”. No final, desisto.

Mas estou aqui, estou bem e não desisti totalmente. Isso conta, né? Deveria contar! Também sempre penso em quem visita meu Blog. Sempre imagino que exista uma meia-dúzia de gatos pingados me stalkeando aqui e ali. Sem julgamentos, pois eu faria o mesmo dada tamanha oportunidade. Não que seja um talento stalkear pessoas na internet… Qualquer desocupado consegue fazer o trabalho de um verdadeiro agente do FBI. O problema é a superficialidade das redes sociais. Elas mostram fotos, lugares, interesses básicos. Mas só um Blog (bem escrito…coff-coff), aberto ao público, permite com que a gente entre mesmo na cabeça de alguém sem deixar quase nenhum rastro…

O que anda passando nessa cabeça aqui? Muito bem, me tornei atleta (hahaha!). No sábado participo da minha terceira prova de rua, na sequência, uma de 5 Km, uma de 6.5 Km e agora vou encarar uma de 11 Km.

Correr. Eu só penso em correr. Penso no quanto quero correr, e quando corro, penso no quanto odeio correr. Enquanto estou correndo, juro que nunca mais vou fazer isso na vida, e quando termino, penso em quando vou ter tempo pra correr de novo, porque correr é tão legal. É um verdadeiro INFERNO.

Disse à minha terapeuta que correr é a segunda coisa mais difícil que eu já fiz na vida. Perde apenas para o casamento. Pode substituir a palavra “correr” por “casar” na frase acima, vai ficar bem esquisito, mas vai fazer todo sentido (se você é casado, né?).

Eu cheguei à conclusão de que o casamento é a coisa mais difícil do mundo porque é algo que se faz com outra pessoa e que correr é a coisa mais difícil do mundo porque é algo que se faz sozinho. “Pô, Gisele, então DECIDE!” – Não, não dá. Culpa do meu signo. Ser geminiano é um verdadeiro INFERNO.

Eu comecei a correr em Maio desse ano. Será que estou sendo muito impaciente? Queria correr e ser feliz o tempo todo da corrida… Mas não consigo. Mês que vêm faço 1 ano de musculação (funcional) com o meu personal trainer. Eu achava que funcional era a segunda coisa mais difícil do mundo – até começar a correr. Hoje em dia eu penso nos meus treinos e me sinto profundamente apaixonada por eles. Talvez seja o caso de tentar algo completamente inusitado e desafiador para substituir o 2º lugar na lista de coisas mais difíceis da minha vida. Conversando com uma amiga eu disse que deveria tentar esgrima hahaha! Imagina? Estou tentando ficar naquela posição mosqueteira por mais de 30 segundos e o braço começa a formigar porque a espada (aquilo é uma espada?!) começa a pesar e eu não consigo respirar dentro daquela roupa de apicultor flamboyant, começo a ter taquicardia e de repente penso “Eu preferia estar correndo”. É uma boa ideia. Seria uma boa ideia. Será?

Decidi escrever hoje para o caso de acontecer algo de pior comigo depois dessa prova de 11 Km. Não sei bem que mensagem deixar para eu mesma aqui, não tenho nenhum conselho. Gisele, se você conseguiu passar da linha de chegada inteira, meus parabéns!

Agora eu vou embora, tenho que pensar em como vou sobreviver. Onze quilometros para uma ex-obesa e ex-sedentária são muitos quilometros.

Tá bom, chega, tchau.

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