Repita o Mantra: “Desembrulhe Menos, Descasque Mais” – E Segue o Baile!

Como mencionei em meu post de saída do armário – muito prazer, sou low carber – o estilo de alimentação que eu sigo é o mais natural possível, portanto, que remeta ao máximo a alimentação dos nossos colegas ancestrais da Era paleolítica.

Qual é a diferença entre uma dieta paleolítica e uma dieta de baixo carboidrato (LCHF)? A gente precisaria fazer esta pergunta a um médico nutrólogo ou a um nutricionista para obter uma resposta exata e muito técnica. Mas eu, Gisele, usuária intermediária (não me considero uma leiga total no assunto), posso explicar superficialmente, ao estilo “Explanations for Dummies”, como uma delas difere da outra. Vamos lá:

1) Uma alimentação paleo é 100% natural, porém não é necessariamente baixa em carboidratos – ela inclui alimentos com maiores quantidades de amido, como a batata branca, por exemplo, e não existe promessa de emagrecimento em aderí-la (já voltaremos nesta ultima parte).

2) Uma alimentação baixa em carboidratos como a LCHF poderá incluir alimentos processados, como por exemplo os refrigerantes diet, que assim como outros produtos industrializados são baixíssimos (ou até mesmo nulos) em porcentagem de carboidratos, mas que não auxiliam na melhoria da nossa saúde – portanto, podem se tornar fatores prejudiciais ao processo de perda de peso (já voltaremos nesta ultima parte).

Ou seja, se seguidos separadamente, estes dois estilos de alimentação oferecem, como tudo na vida, prós e contras. E é por isso que, conforme eu aprendi com a minha coach de emagrecimento, Patrícia Tassinari, e conforme estudei em diversos livros, artigos e sites (como o Blog do Dr. José Carlos Souto), a alimentação ideal para quem quer 1) melhorar muito a saúde e 2) sofre de doenças metabólicas (como a obesidade, doenças do coração – incluindo hipertensão, diabetes, etc) é a junção de ambas – uma alimentação natural de baixo carboidrato, ou, uma dieta paleo-low carb.

Voltando às “Explanations for Dummies” – lembrando que eu sou a Dummy mestre – uma alimentação exclusivamente paleo (ou seja, desconsiderando a quantidade de carbos do que for consumido) pode emagrecer? DEPENDE. Imagina que uma pessoa, acima do peso e com problemas de saúde, vive à base de produtos industrializados, cheios de sódio, conservantes, açúcares de todos os tipos, come fast food várias vezes na semana, bebe muito refrigerante, etc, etc, etc… Se este indivíduo decide eliminar todos estes processados e passa a se alimentar somente com produtos naturais (carnes, folhas, legumes, tubérculos, etc), é MUITO PROVÁVEL que ele irá perder peso consideravelmente, mesmo consumindo alimentos com mais carboidrato. Sua saúde irá melhorar, sem dúvidas, e haverá um impacto positivo em seu organismo. Porém, algumas pessoas, quando se trata de emagrecimento, são menos tolerantes ao consumo do carboidrato – AINDA QUE DE ALIMENTOS NATURAIS – e podem ter um resultado menor do que se controlassem o consumo do mesmo.

Continuando, quanto ao segundo tópico – como e quando alimentos processados com baixo ou nulo carboidrato podem prejudicar o emagrecimento? Primeiro de tudo: a ciência prova que o consumo de adoçantes artificiais é extremamente prejudicial à saúde (pesquise). Quanto aos adoçantes naturais, como o stevia, o xilitol e o eritritol, é claro que são muito menos impactantes e prejudiciais ao nosso organismo, PORÉM, se o intuito é aderir a um estilo de vida saudável, a parte psicológica é tão importante quanto a parte fisiológica. Se “enganamos” nosso cérebro com o uso de adoçantes não calóricos naturais (como os mencionados acima), será mais difícil de se desprender às vontades do consumo de doces e massas, porque o paladar não está sendo treinado para degustar todos os outros sabores. Nossos corpos foram desenhados para degustar não somente do doce, mas também do salgado, do azedo, do amargo, e umami. É importante termos esta consciência para que o doce não seja um ‘controlador’ das nossas vidas, variando nosso humor, nossos desejos, e nem servindo como tapa-buraco de emoções.

A história aqui é bem simples – desembrulhe menos, descasque mais. Não tem segredo. Busque informações a respeito dos alimentos naturais com uma quantidade inferior de carboidratos, como a batata doce, a abóbora, a mandioca, por exemplo, e dê preferência a eles. No demais, pense no seguinte: se Deus quisesse que a Cheetos, pão integral e Coca-Cola zero fossem combustíveis para o nosso corpo, teríamos “pé de Cheetos”, “árvore de pão” e riachos de “Coca-Cola zero” em abudância no jardim do Éden! Há!

Piadinhas a parte, tudo o que é natural, incluindo a gordura natural dos alimentos, faz bem à saúde. Tudo o que é processado, deve ser evitado ao máximo.

Espero que este post tenha ajudado de alguma forma!

Por hoje é só.

Gi

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