Fui Na Pedicure Pela Primeira Vez nos EUA

O plano era fazer um post primeiro aqui no blog a respeito da minha experiência – mas não me aguentei, acabei falando um pouco sobre isso no Insta. Acontece que eu não contei muito sobre a experiência em sí, sobre os detalhes, então farei isso neste momento, aqui no blog mesmo.

Aqui os salões de manicure são, geralmente, conhecidos como ‘nail spa’, porque realmente vão bem além dos serviços comuns de unha – oferecem massagem, exfoliação, tratamentos para a pele, entre outras coisas.

O spa que eu decidi conhecer foi o La Vie, cuja proprietária é nada mais, nada menos do que a minha vizinha! Isso já me deu uma certa tranquilidade porque, bom, sou brasileira e por mais que não seja mineira como minhas amigas, sou um pouco desconfiada.

Cheguei no local e já fiquei encantada. Totalmente diferente dos salões que eu já tinha visto (da porta pra fora, principalmente dentro de shoppings), e muito parecido com o salão de cabeleireiro que eu frequento. Tudo moderno, bem decorado, extremamente limpo e organizado.

Algumas curiosidades, acho que 99% dos nail spas que eu já vi são geridos e operados por asiáticos, principalmente do Vietnã. Muitos dos profissionais, inclusive, são homens – sim, eles fazem todo o trabalho da manicure, e pelo que pude perceber fazem tudo muito bem.

A senhora que me atendeu era irmã da minha vizinha, ambas do Vietnã. Ela fez tudo como as nossas manicures, tirou SIM toda minha cutícula, fez exfoliação e massagem nas pernas (do joelho pra baixo), lixou, deixou tudo bonitinho. 

Interessante foi na hora que ela foi passar o esmalte. Ela simplesmente não borrou. Diferente de nós, ela não usou um palitinho pra tirar os excessos das bordas, simplesmente porque não tinha excesso nenhum. O pouquíssimo de esmalte que encostou na minha pele, ela tirou com um lencinho descartável umedecido no removedor de esmaltes, nem algodão ela usou!

A cadeira onde os clientes sentam já tem esse tanquinho de água (foto) e uma torneira, tudo embutido. Ela colocou um plástico descartável forrando o tanque antes. A cadeira é de massagem, e o cliente pode controlar como quiser. 

No final, ela me colocou sentadinha em outro canto do salão e pediu para colocar meus pés dentro de uma maquininha (um ventiladorzinho) para secar mais rápido as unhas. Como eu não fiz unha em gel, precisei esperar o esmalte secar naturalmente. Além disso, ela vestiu minha sandália antes de esmaltar, passou o esmalte com a sandália já vestida, o que eu achei muito bom para evitar acidentes (sou mestre nisso).

Como o serviço que eu pedi era o que tinha a massagem e a exfoliação, no total fiquei 45 minutos lá. Eu fiquei muito satisfeita. 

E o preço? Ah, gente. É caro. Poderíamos entrar numa discussão de macroeconomia sem fim aqui, e a conclusão é uma só: os EUA tem uma economia forte de produto e não de serviços. Por isso as coisas aqui são tão baratas (é mais barato comprar um microondas novo do que mandar consertar um que quebrou, e é assim com praticamente tudo), e é por isso que os americanos são os reis do DIY (do it yourself, ou, faça você mesmo), porque todo e qualquer serviço aqui custa caro.

Na região onde eu moro, você não irá encontrar um nail spa bom (qualidade, higiene, atendimento) por menos de US$30. É, dólares. Mas aí vem a tal sabedoria popular, quem converte não se diverte! Hahahahaha! 

Amei, acho que valeu a pena, e com certeza voltarei mais vezes. Pena que demorou mais de dez anos para eu tomar coragem e passar por cima do meu preconceito! Se soubesse o quanto ia gostar, teria ido muito antes.

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