31 anos, 1 mês, uma Viagem, dois Livros e uma Raposa

Há exatamente um mês completei trinta-e-um-anos-de-vida. Eu não imaginei que minha vida estaria como está – não imaginei que estaria assim, sendo eu, esse eu de agora.

Mas isso deve ser uma coisa boa, já que a maioria dos meus planos falha. Se eu estivesse vivendo um plano meu, provavelmente, estaria falhando muito mais (nessa parte poderia usar aquela #deusnocomando mas eu não sou assim).

Meu aniversário de 31 foi inusitado. O dia, em si, 11 de Junho. Do momento em que eu acordei até o segundo que fechei os olhos para dormir, tive um dia muito, muito inusitado. 

Estava na cidade do Rio de Janeiro, na companhia da minha melhor amiga, Carolina. Havíamos decidido como seria aquele domingo dias antes, mais ou menos assim:

Ca – “E no seu aniversário, melhor, o que você quer fazer?

Eu – “Ah amiga, não sei, quem conhece o Rio é você, você que tem que me falar o que é legal fazer.”

Ca – “Tá, mas o aniversário é seu, então você decide. O que você quiser fazer, eu tô dentro.”

Eu – “Beleza, então quero ir no Cristo. (… 15 minutos de explicação)…e estava muito nublado naquele dia, não deu pra ver nada, e eu era muito nova, não lembro dele direito, foi em 2004 (… mais uns 10 minutos de explicação)…e eu preciso mesmo viver isso de novo porque é uma experiência única, eu acho que as pessoas deveriam ir no Cristo pelo menos uma vez a cada dez anos (…mais 5 minutos de explicação)…então era lá que eu queria ir no meu aniversário!

Ca – “Tá bom, ami. Vamos no Cristo.

Eu – “De bondinho?


Já disse a sorte que tenho de ter a Carolina na minha vida? Ela me levou até o Cristo Redentor no dia do meu aniversário. De bondinho.


Como tudo o que fazemos juntas, aquele momento foi incrível. Mais uma linda lembrança para guardar comigo e carregar pro resto da vida. Eu cheguei no pé da escultura e pensei em tantas coisas. Primeiro, obviamente, tive que me concentrar e tentar esquecer as dezenas de pessoas perambulando ao meu redor, e os corpos deitados no chão pra conseguir o melhor ângulo das fotos dos cidadãos que abriam seus braços em frente ao Todo Poderoso de pedra. 

Concentração, Gisele.

Foi um momento especial, alguns segundos de meditação, pensando na minha vida até aquele momento e no que viria daquele dia em diante.


Trinta e um anos, Gisele. Feliz aniversário!


Passamos bastante tempo lá, conversando, observando a cidade, e obviamente, comprando souvenirs. Mais tarde, fomos à praia, depois jantamos em uma churrascaria. Foi um aniversário inesquecível.


Daquele dia em diante, muitas coisas mudaram, algumas apenas continuaram. Não sei se contei aqui, provavelmente não, mas estou escrevendo dois livros. Um que é uma história bem adolescente, e outro que é uma coletânea das poesias que eu escrevo. Novidade que estou estagnada em ambos? Claro que não.

Escrever, que é algo tão natural e simples para mim, se torna um enorme desafio quando penso que preciso de uma história que deverá, necessariamente, fazer sentido. Um dos motivos por eu desfrutar tanto de escrever aqui no Blog é exatamente a liberdade da falta de compromisso e comprometimento e lógica que ele representa. Hoje eu falo do meu aniversário, amanhã falarei de uma raposa, e nada precisa fazer sentido.

Por isso, acho, o livro de poesias é mais fácil. Os poemas que eu escrevo, os contos, as poesias, os versos, são todos avulsos e livres e representam, cada qual, sua própria história, seu único momento. E, no final, quando juntos, são como uma colcha de retalhos, colorida, confusa e estranhamente aconchegante.

Não deveria ter contado sobre meus livros aqui, e já me arrependi, mas vou publicar o texto assim de todas as formas porque eu sou assim mesmo, prefiro me arrepender do que está feito. O que está feito, está feito. 

Ah! Sobre a raposa?

Não há nenhuma grande história sobra a raposa. Ela olha diretamente em meus olhos todas as manhãs, e no decorrer do dia, com a feição de quem sabe como me questionar. “Até quando, Gisele?

Às vezes, encaro a raposa de volta. Ainda não tenho nenhuma resposta aos seus petulantes questionamentos.

A raposa, antes que comece o burburinho de que estou absolutamente louca, não é nada mais do que o background do meu computador. Ou talvez seja. Ainda não sei.

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