Ô, semaninha…

Como vai tudo por aí? Por aqui, tudo indo. Essa semana não está fácil.

Quantas vezes eu já comecei um texto me explicando, dizendo que se pudesse contava tudo, abria o jogo, escrevia tudo, colocava tudo pra fora, mas que infelizmente não posso, porque preciso ser uma pessoa prudente, responsável, levar em consideração que não sei quem lê o que eu escrevo e toda aquela coisa? Umas cem vezes? Mais?

Certo, hoje é mais um desses.

Eu não tenho nada de muito obscuro a esconder, na verdade. Se você conseguisse deixar a hipocrisia de lado e pudesse ler a minha vida como um livro (ou, pra facilitar,  assistí-la como um seriado do Netflix) iria concordar que a minha vida não passa de uma vida comum, com problemas comuns, com aflições comuns, com sentimentos comuns, com uma rotina comum, num mundinho comum. Tipo a sua.

Só que o bom senso me impede de chutar o pau da barraca e abrir o livro (ou liberar todos os episídios), porque ninguém, no fundo, tem maturidade pra saber tanto assim a respeito da vida de outra pessoa. Ninguém.

Em suma, essa semana foi uma semana que sintetizou falecimentos (sim, no plural), desentendimentos, declarações de afeto (‘amor’ seria demais?), declarações de desafeto, insônia, falta de controle (nervos, comida, palavras), manter aparências, não chorar (querendo), e ainda é só quarta-feira. Tudo bem que alguns acontecimentos são da sexta-feira passada, mas é impossível excluí-los.

Sabe, eu não escrevo para vomitar milhares de coisas negativas em cima de você. Escrevo porque escrever é a única coisa que me ajuda a melhorar nessas horas. Bom, ninguém é obrigado a ler também, eu escrevo para mim, com o benefício do compartilhamento público (vai que ajuda outra pessoa também?). Num mundo virtual cheio de gente querendo mostrar o quanto é feliz, faz falta sentir um pouco da acidez da vida real. Ninguém é feliz o tempo todo. Ninguém é 100% feliz. Eu, com certeza absoluta, não sou. Pelo menos tenho coragem o suficiente para admití-lo.

O que esperar até o resto da semana? Tenho até medo de pensar. Será que dá pra ficar pior? Sempre dá.

É.

Agora, um pequeno mantra (que uso desde muito nova): vai passar, em alguns dias, vai passar, em alguns dias, vai passar, em alguns dias…

É isso aí.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s