O Silêncio 


Como é difícil manter um ritmo de postagens gerando conteúdo criativo todos os dias! Eu, que sempre tenho tantas coisas pra dizer (ou escrever, no caso), me sinto absolutamente incapaz de fazê-lo, e honestamente me sinto ainda pior por vir até aqui escrever a respeito disso (uma confusão total, escrever sobre não ter o que escrever!). Mas é que sempre sinto que devo algum tipo de satisfação a todos que me acompanham por aqui. 

O blog, apesar de nem sempre parecer, é ferramenta que eu considero principal na minha comunicação com todos vocês. Existem muitos tipos diferentes de pessoas que lêem o que eu escrevo – por sorte, a maioria é gente do bem, que procura sempre me entender, que não tira conclusões precipitadas, que tenta sempre tirar alguma “lição” boa de tudo o que eu compartilho. São pessoas que gostam realmente de mim, e a maioria sendo composta por pessoas que não me conhecem pessoalmente. Neste grupo entram também meus amigos mais próximos, os colegas, alguns conhecidos, e alguns familiares. Meu pai e a Carol, por exemplo, não perdem um post se quer – ainda que por motivos distintos, estão sempre aqui, e sempre torcendo por mim.

Acontece que existe um outro lado para tudo isso. Existe sempre um grupo de pessoas que decide ler e assistir a tudo o que eu apresento por motivos ruins. Não, isto não é novidade. Eu comecei com meu primeiro blog (muito parecido com este, por sinal) em 2007 – estou calejada da Internet e há muito tempo sei bem o que cada palavra, imagem e gesto compartilhados na rede podem significar. Eles chegam muito mais longe do que se imagina, e tudo pode, de certa forma, ser usado contra quem os publica. 

Eu sou uma pessoa muito transparente, sempre fui. Sempre gostei de escrever a respeito da minha vida, histórias reais, experiências reais, momentos reais de tudo o que acontece comigo. Sempre fui assim, desde o meu primeiro blog. E sempre consegui, ainda que não propositalmente, pisar nos calos dos outros e atrair muita confusão – porque afinal de contas, carapuças servem, e eu não tenho papas na língua. 

Então, quando eu sumo assim, é porque e já sei que tudo o que eu gostaria de escrever, todas as coisas que eu gostaria profundamente de compartilhar aqui – e com o intuito de ajudar alguém que possa estar passando pelo que eu passei, diga-se de passagem – vai ser um tiro saindo pela culatra. É impressionante, as palavras realmente tem poder. E não é questão de querer escrever coisas horríveis, ou de fazer do meu blog um divã de psicanálise, e sim porque sei que eu poderia sim ajudar outras pessoas, e porque – como disse anteriormente – este blog é um blog que retrata a vida real, de uma pessoa real, entende?

Mas não, não posso fazer isso. Não posso fazer uso da minha liberdade de expressão, não posso usufruir do meu direito de publicar e compartilhar o que me der vontade, porque sei que estaria sendo inconsequente. É bem injusto isso, e eu sei que sôo como uma adolescente ao usar a palavra “injusto”, mas esta é a verdade.

Em suma, passei por situações terríveis enquanto estive no Brasil e gostaria muito, muito mesmo, de poder contar tudo aqui, porque sei que não sou a única pessoa do mundo que passa por tais classes de problemas, mas infelizmente não posso. Portanto, prefiro me calar.

Mas isso tudo vai passar – a vontade de escrever sobre os ocorridos, a falta de criatividade, a ausência… Eu voltarei logo, talvez amanhã, talvez na outra semana, mas tenho certeza que voltarei. O desabafo foi necessário, mas mais importante do que isso, foi necessário me explicar para quem se importa comigo. Está tudo bem, está tudo melhor do que antes, na real. Logo eu volto.

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