De Volta

Voltei! Graças a Deus, estou em casa. Mais de duas semanas fora, conhecendo lugares, revisitando lugares, conhecendo pessoas, revendo pessoas, descobrindo sobre eu mesma, reinventando quem eu sempre fui. Como sempre, estas viagens ao Brasil mexem com a minha cabeça, com meu espírito, com meu coração.

Não foi só o Brasil que me tocou – a viagem começou no Chile, em Santiago, uma cidade que realmente gostei muito. Sim, primeira vez, e a primeira vez a gente nunca esquece, não é mesmo? Foi uma passagem rápida, mas que valeu a pena. Um dia irei voltar lá, com mais tempo e mais companhia.

Cheguei em São Paulo e mais uma vez a rotina de trabalho tomou conta dos meus dias. Foi muito bom, muito produtivo como sempre, e sempre concluo estas viagens com a melhor das sensações – a do dever cumprido. Eu amo meu trabalho, e tudo o que ele me proporciona. Conheci pessoas maravilhosas, e tive a oportunidade de exercer minha função com muito gosto e satisfação.

Revi minha vó, minha melhor amiga, e quase todos os parentes. Tive a chance de rever dois dos meus mais antigos e queridos amigos, e em ambos momentos tive o privilégio de sentir que o tempo e a distância não são capazes de estragar nada que é real. Pelo contrário.

Também fui até a rua onde vivi por quase toda vida – uma passagem rápida de carro pelo bairro que me acolheu por tantos anos e em tantos momentos. Nos poucos momentos livres que tive, fiz questão de estar perto das pessoas que realmente demonstram se importar comigo. Passei momentos inesquecíveis com a minha melhor amiga – que sempre me proporciona ocasiões especiais e lembranças absolutamente maravilhosas – e com toda sua família, que muito naturalmente passou a ser um pouco minha também.

Tive dias difíceis com uma gripe estúpida que tirou de mim disposição e energia, além do tempo que acaba sendo irrecuperável (passei dois dias praticamente de cama), e que acabou resultando em outras situações das quais nunca pensei que passaria. Mas vejo as mãos de Deus em tudo, e hoje sei que nada aconteceu por acaso. 

Voltei para casa ainda passando mal, mas aliviada por saber que esta viagem mudou todo o curso dos meus pensamentos. Eu cheguei no Brasil uma, e saí outra. Isso aconteceu de tempos em tempos, quando estou preparada para entender a realidade. Deus sempre sabe a hora certa de estourar as bolhas que me abrigam. No final, fica tudo melhor, porque a realidade, por mais sofrida que seja, ainda é melhor que a ilusão.

Desculpe não poder ser mais explícita, mas realmente nada mais interessa além do seguinte fato: voltei para casa, muito mais forte, muito mais decidida, muito melhor e muito mais certa de que as escolhas que eu fiz, faço e farei são as escolhas certas para mim. Mais uma vez, chego em Iowa, o meu lugar, sentindo uma gratidão eterna por viver aqui, perto de tudo o que me faz bem e feliz. 

Sinto falta de algumas pessoas do Brasil, hoje menos pessoas do que há duas semanas, e sempre sentirei. Sinto falta de alguns lugares do Brasil, e sempre sentirei. Mas novamente vejo que não foi o acaso que me levou de lá. Foi Deus mesmo. Precisava ser assim, e estou em paz por isso.

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