Hoje Chove

Não acho que por culpa minha, ou dos meus lindos pensamentos cinzas, mas chove no dia de hoje como há muito tempo não chovia. 

Sigo por aqui, me refazendo dos últimos acontecimentos. Não, nada de ruim aconteceu, nem estou aqui para escrever nada triste, prometo. Apenas leve em conta a constatação de que quando muitas mudanças acontecem na minha vida de uma vez a minha tandência é de ficar muito mais pensativa, emocional, meio filósofa mesmo. 

Há poucas semanas tive que me despedir do Lucas, que talvez vocês já conheçam por causa das minhas redes sociais. O Lucas, mais uma vez, bateu suas asas e mudou-se dos Estados Unidos para a Índia! Mais de dois anos de convivência fizeram com que a gente se tornasse muito mais que dois amigos, mas dois irmãos. Então, o bebê de uma das minhas amigas mais próximas daqui de Iowa, a Bernadete, nasceu, o Thomas. Nós vivemos meses de felicidade e ansiedade com a sua chegada, e ele veio, há apenas 22 dias, para alegrar nossas vidas. É sempre uma experiência surpreendente esta de compartilhar a gravidez e a chegada de um filho de uma amiga. É uma emoção muito grande.

Então minha melhor amiga, Carolina, veio me visitar. Foi a primeira vez que eu a recebi vivendo assim: casada, com a minha casa, meus cachorros, meu trabalho… A última vez que ela esteve aqui em Iowa para me visitar foi em 2009! É claro que nos vimos entre este intervalo, mas ela ainda não havia participado da minha “rotina de adulta”. Foi um momento muito especial, foram dias inesquecíveis, e mais uma vez uma dolorosa despedida. 

Neste fim de semana me despeço de mais uma amiga que irá voltar ao Brasil depois de viver aqui mais de dois anos também. É impressionante como o tempo passa depressa, pois parece que foi ontem quando eu a conheci, e ao mesmo tempo tenho a impressão de que fui amiga dela a vida toda, de que ela viveu aqui tanto tempo quanto eu, e é difícil de acreditar que chegou a hora de dizer “até logo”.

Tudo nessa vida é feito de porções boas, mesmo os obstáculos, mesmo os desafios. Setembro e Outubro foram meses muito intensos por aqui. Eu vivi sentimentos de felicidade e de tristeza que valem por uma vida. Não é exagero – não quando nos damos o direito de sentir as coisas. A chegada do meu “sobrinho postiço”, o salto profissional do meu irmão, a tão desejada visita da minha melhor amiga, e ter encontrado pessoas tão especiais pelo meu caminho, tudo isso tem um valor imensurável. 

As mudanças iriam chegar de qualquer maneira, e na verdade elas chegam todos os dias. Seria bobagem acreditar que a vida se contentasse em ser uma constante. Uma grande bobagem. Estamos aqui para aprender, e só tem um único jeito disso acontecer: sendo obrigados a sair de nossa zona de conforto. 

Essa parte das despedidas, bom… Essa parte é meio desesperadora para mim. Mas sei que faz parte da minha condição neste momento. Eu não posso lutar contra nada disso, por mais difícil que seja. Desde o dia 30 de Janeiro de 2007 a minha vida tem sido esse misto de chegadas e partidas, de alegrias e tristezas, de conquistas e sacrifícios. 

Agora é hora de esperar o sol, porque depois de toda tempestade, vem a calmaria.

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