Compra de Supermercado 100% Sem Glúten 

Minha melhor amiga é celíaca. Quando soubemos do diagnóstico, quando tivemos 100% de certeza de que era isso mesmo, ela obviamente aboliu o glúten de sua vida – sem nenhuma exceção. As pesquisas atuais revelam que em média 1 em cada 100 pessoas tem a doença celíaca no mundo todo, mas que este número pode chegar a 1 em cada 40 pessoas dependendo da região – é uma porcentagem alta considerando a gravidade da doença (que está diretamente relacionada com o sistema digestivo e com a absorção de nutrientes) e considerando principalmente a indústria alimentícia que graças à tentativa de reduzir custos e de intensificar a produção de alimentos acaba apelando à adição exagerada do glúten (inclusive em diversos alimentos que não conteriam esta propriedade se fabricados de forma mais natural).

Quando a Carol confirmou que viria passar férias comigo eu tracei um plano: ir aos supermercados e comprar tudo o que eu encontrasse sem glúten nas prateleiras para ela provar. Ela me contou que em São Paulo, na maioria das vezes no mercado Santa Luzia, ela consegue encontrar uma variedade maior de produtos sem glúten, mas que mesmo assim tudo ainda é muito limitado, inclusive ela me contou que no caso das pessoas celíacas (diferente das que apenas são intolerantes ao glúten) os alimentos não podem se quer ser processados nas mesmas máquinas do que os que têm glúten (ela me contou que isso se chama “contaminação cruzada”). Ou seja, existem muitos produtos industrializados que apesar de não conter glúten em suas composições originais podem estar “contaminados” por terem sido produzidos nos mesmos equipamentos de produtos que contém glúten originalmente. E, eu fiquei chocada: este é o caso da maioria dos chocolates que encontramos por aí.

Pensando em recebê-la da melhor maneira possível e também na oportunidade, caso ela provasse alguma coisa que gostasse muito e quisesse levar para o Brasil, eu comprei uma variedade razoável de coisinhas sem glúten, e achei interessante mostrá-las em vídeo, porque sei que existem muitas pessoas que são intolerantes ou celíacas e que precisam de dicas de produtos sem glúten, então achei que são informações de utilidade pública.

Houve uma pessoa que inclusive já deixou um comentário no video dizendo que tudo o que eu mostrei são industrializados e chamando os alimentos mostrados de “veneno”. Eu quero aproveitar o post para deixar aqui a minha resposta. Infelizmente, não são todas as pessoas do mundo, muito menos mulheres com uma carreira, como é o caso da Carol (e meu também) que tem tempo hábil para ir para a cozinha e fazer pão (ou o que quer que seja) todos os dias, todas as semanas. Infelizmente, nós precisamos contar com produtos industrializados para conseguirmos gerenciar nosso tempo com todas as tarefas que precisamos fazer. Mesmo que pareça muito simples dispensar dez, quinze, vinte minutos por dia para preparar algo para comer que não venha necessariamente de uma caixinha do supermercado, na rotina de pessoas que trabalham tanto quanto nós esse tempo faz diferença, e muita. Além disso, produtos industrializados fazem mal à saúde se ingeridos diariamente em excesso – assim como qualquer outra coisa, porque tudo em grande quantidade é desnecessário e faz mal. Mas sempre que temos tempo, seja na hora do almoço ou na hora da janta, nós cozinhamos. Ontem mesmo jantamos arroz, feijão preto, peito de frango grelhado e salada. Ou seja, menos, muito menos, né? Chamar qualquer comida de veneno é um pouco de exagero.

Espero que gostem do video e das dicas!

Gi

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