Use Sua Boca a Seu Favor

“A palavra tem poder.” Não foi nem sua vó, nem sua vizinha, nem a Ana Maria Braga quem inventou esse sábio ditado. Pode ter sido elas quem o popularizou, martelou na sua cabeça até você não dar a menor importância a ele, mas esta idéia não veio de suas nobres entranhas. Isso é bíblico.

Provérbios 18:21 – “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte; os que a usam habilmente serão recompensados.”

Sim, existem outras versões, outras traduções, e você pode pesquisar todas elas Internet afora, mas o que este e vários outros versículos da Bíblia nos mostram é que sim, nossas palavras proferidas têm poder.

Estávamos todos reunidos no sábado, a turma de sempre, e alguém disse em voz alta uma coisa bem boba, algo mais ou menos assim: “esse treco é tão caro, por isso eu nunca vou ter um!”. E o treco a que a pessoa se referiu é, realmente, uma coisa muito supérfula, desnecessária, que não traz felicidade nem muda a vida para melhor. 

Mas o fato é que eu fiquei com aquela frase na cabeça. Eu sou assim, estranha, me apego a certos lápsos de diálogos que ninguém nunca mais vai pensar a respeito ou lembrar. Vou juntando todos eles como pedaços de retalho, e de repente, faço uma colcha de idéias minhas, conclusões, filosofias que crio sozinha. Como esta, por exemplo, que acabou virando texto.

Voltando ao assunto, eu penso que não devemos jamais proferir – falar, expôr verbalmente – limitações para nossas vidas, principalmente as que não aconteceram ainda. Ainda que por objetos ou coisas supérfulas, nosso cérebro se adapta àquele pensamento negativo de “não vou ter, nunca vou conseguir, não posso, não vai acontecer”, e sem perceber nos configuramos àquele específico “fracasso”. Não conseguimos. Nunca chegaremos lá.

Naquele grupo de amigos, todos sem exceção poderiam em algum momento da vida, no presente ou num futuro próximo, dispor de dinheiro para comprar o objeto supérfulo em questão. Todos trabalham, vivem com tranquilidade, talvez em estágios distintos da vida, mas todos abençoados. Então eu fiquei pensando – por que será que aquele comentário pregou no meu cérebro?

Bom, a verdade é que eu desejo que meus amigos conquistem tudo o que desejam ter na vida – materialmente ou não. Então, pensei no que todo adulto responsável que paga as próprias contas pensa: há prioridades.

Sim, há prioridades. Eu não possuo aquele objeto supérfulo, mas poderia. Todos alí poderiam. Talvez, como eu, por questões de prioridade não o possuam. Mas a prioridade é uma escolha, e uma escolha – por mais que também seja uma forma de limitação – ainda é uma escolha! Reversível, controlável. A gente pode mudar de idéia. Isto sim me parece mais justo.

Vamos fazer este exercício, então. De agora em diante não vamos mais usar nossas palavras para declarar ao universo que algo é caro demais e por isso nunca será possível conseguí-lo. Pense assim: um dia vou poder comprar este maravilhoso objeto supérfulo. Vou poder comprar, mas se vou comprar ou não, isso é outra história. Vou conseguir. Vou chegar lá. Vou me dar esta escolha.

A palavra tem poder, use-a a seu favor.

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