“Estamos indo de volta pra casa…”

Postando novamente das alturas, nosso dia hoje terminou mais cedo do que previsto. Mais uma vez estou feliz e grata a Deus por todas as oportunidades que Ele coloca no meu caminho. 

Não sei se no último post dei a impressão de estar reclamando de alguma coisa. Acho que deu pra sacar que não era isso, de verdade. Eu realmente estava e estou muito cansada, mas ‘ingratidão’ não faz parte do meu vocabulário e nem da minha maneira de viver, quem me conhece sabe disso. 

O cansaço físico e mental faz parte da vida de qualquer profissional, de qualquer área, em qualquer momento de sua carreira. Mas ele vem junto de uma sensação maravilhosa que é a do dever cumprido. Uma satisfação que não há dinheiro no mundo que pague.

Na minha opinião o resultado do meu trabalho é a minha maior recompensa. É o que me dá paz para deitar minha cabeça no travesseiro a noite sem preocupações, porque sei que dei o meu melhor. 

Amo trabalhar, acho que jamais conseguiria ficar em casa, pelo menos não por vontade própria. Meu trabalho hoje me faz muito feliz, mas independente de qualquer situação acho que todo trabalho faz muito bem, toda ocupação faz com que nos sintamos produtivos, faz a cabeça funcionar. O trabalho, seja ele remunerado ou voluntário, agrega sempre ao nosso desenvolvimento. 

Eu me lembro como era há uns dois anos atrás antes de começar a trabalhar onde estou hoje. Minha cabeça era bem diferente, minhas aspirações, por mais ambiciosas que fossem, não tinham a mesma clareza nem o mesmo significado que tem hoje. Por mais experiência acadêmica que eu tivesse, aquilo não me bastava, não era o suficiente para que eu me sentisse tão produtiva e conectada ao mundo como me sinto hoje.

Um fato irônico é que hoje prezo muito estar em casa, estar em Davenport, em Iowa. Quantas e quantas vezes no passado eu declarei “viver num exílio” por não conseguir sair de Iowa? Pergunte ao Sr. Oráculo (a.k.a. meu pai) e ele dirá “mais vezes do que eu posso contar”. Eu pedi a Deus tantas vezes pela chance de conhecer os EUA, pela chance de viajar mais vezes de avião, pela chance de conhecer pessoas do mundo todo, pela chance de voltar ao Brasil… E Deus me coloca esse trabalho bem na minha frente, e resolve todos os meus pedidos com uma única resposta.

Por isso nunca, jamais reclamarei ou serei ingrata. Eu vivo hoje o que eu pedi viver. O cansaço faz parte do contexto, a saudade de casa é uma estratégia de Deus para que eu jamais deixe de agradecer por viver onde vivo, por estar onde estou. 

A gente acaba dando pouco valor ao que mais importa. Uma vez li em algum lugar uma coisa assim “e se amanhã você acordasse rodeado apenas das coisas pelas quais você agradeceu a Deus hoje?”. Por isso sou grata a tudo o que veio de Deus, inclusive às provações. Com tudo podemos aprender, a partir de tudo podemos evoluir.

Não vejo a hora de chegar em casa.

Gi
PS: todas as fotos deste post são minhas e foram tiradas praticamente agora de dentro do avião.

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