Quando o Desânimo Bater – Como Encontrar Forças Para Seguir em Frente

Laguna Beach, CA

Cheguei de viagem, tudo certo por aqui. Por algum motivo foi difícil levantar da cama hoje. Geralmente eu fico bem às segundas-feiras, elas não me abalam. Mas eu tenho uma semana longa e difícil pela frente, e como sei disso há alguns dias, entrei naquele estado mental da negação – “não quero sair daqui, não quero me mexer, não quero lidar com isso, não quero passar por aquilo”. Me senti esgotada e não era nem 7:00 da manhã.

Como faço sempre, seja por motivos bons ou ruins, orei. Pedi a Deus que me ajudasse a começar meu dia, que desse coragem para enfrentar a vida. E sabe, minhas lutas são tão pequenas, que me sinto uma covarde absoluta por ter momentos assim, de fraqueza. É uma culpa grande, uma confusão de sentimentos. Acho isso bem arriscado, uma fresta aberta para outros potenciais problemas. Por isso me apego à minha fé, preciso dela.

Então levantei, comecei a me preparar, ainda bem desanimada, mas ciente de que devo cumprir minhas responsabilidades. Aí comecei a praticar um exercício mental que descobri há vários anos e que vem funcionando desde então. É uma coisa um pouco tosca, mas que me ajuda a segurar a ansiedade e a caminhar para frente, para onde se deve ir – caso contrário corro o risco de estagnar naquele buraco vazio e, de certa forma, me entregar. Não sou de ferro.

O exercício, sim. Mentalizar os dias a seguir, dois, três, dez dias a seguir. Focar no sentimento que irá existir dentro daqueles dias. Não sei se saberei explicar, mas vou tentar. Isso começou quando eu ainda era criança. Eu observei que sempre que eu fazia algo de muito errado e era disciplinada pelos meus pais, passados dois ou três dias (contando com o meu bom comportamento), aquele mal estar, aquela dor no estômago, aquela sensação de ter decepcionado, de ter sido repreendida, de ficar de cabeça baixa sem poder falar ou fazer muita coisa, aquilo passava, e tudo voltava ao normal como se nada tivesse acontecido.

Quando me dei conta disso, passei a focar naqueles três dias para frente. Consegui construir um canal para o futuro onde minha ansiedade e tristeza não atuassem de maneira tão forte durante todo esse tempo de espera até que as coisas ficassem bem. 

Depois disso, passei a perceber que o mesmo tipo de “padrão” ocorria quando algum namorinho não dava certo. Eu percebi que a dor da desilusão passava depois de alguns dias, então me apegava nisso. “Em tantos dias nem vou lembrar dessa dor”, eu pensava, e seguia em frente. 

Acabei descobrindo cedo e sozinha que “não há tempestade que dure para sempre”. Às vezes a gente esquece disso, e fica lá, atolada num buraco, cavando pra baixo, ao invés de perceber que o tempo ajuda muito, cura mesmo. Eu disse isso uma vez a uma amiga que estava passando por um momento terrível de separação, mas acho que isso vale para tudo, desde os menores desânimos, até os piores problemas. Não dá para ficar de braços cruzados esperando o tempo passar, não é isso. Mas eu digo que este exercício é uma prática mental, onde você consegue focar nos dias bons que virão e não deixar com que os sentimentos ruins te segurem e impeçam de agir, de tomar uma atitude, ou de simplesmente viver o que você tem que viver (como é o meu caso nessa semana).

A energia que eu encontro para contiuar vem de dentro de mim, ela só está dentro de mim. Tem coisas que não adianta, a gente tem que viver e ponto. Se é esse o caso, e se vai ser um saco, tudo bem. Passemos por isso logo de uma vez, para que os dias bons cheguem rápido e a gente esqueça o que já foi. Não adianta a gente desanimar, se abater. Por maior que seja o problema, não vai durar para sempre. Mesmo que pareça algo que não tem solução, “o que não tem remédio, remediado está”. Isso significa que temos sim, sempre, sem dúvida alguma, que seguir em frente. No final, tudo há de dar certo.

Gi

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