O Despertar

Esses meus meses sabáticos de YouTube tem sido proveitosos em vários sentidos.
Eu tirei um tempo pra ter tempo, sabe como é? Afinal, produzir conteúdo dá trabalho, e todo bom trabalho consome tempo, e tempo é dinheiro…. E tempo não é só dinheiro!
Ter tempo para ler, organizar, planejar, isso tudo tem valor. Não é que tempo é dinheiro, tempo tem valor. E um valor muito maior do que qualquer figura monetária pode oferecer. Pergunte a qualquer milionário de meia-idade quanto ele pagaria para voltar aos seus vinte e poucos anos, e aí estará a definição do valor do tempo.
Durante esses meses tenho passado por tantas experiências. Eu gostaria muito de poder dividir todas elas, sem exceção, aqui no Blog, pois sei que seria capaz de ajudar mais pessoas assim, mas infelizmente não posso. Algumas coisas são tão pessoais que seria impossível simplesmente doá-las assim, não às pessoas certas, mas aos “quaisqueres” que de vez em sempre aparecem apenas para bisbilhotar a minha vida.
Porém, posso dizer aqui, abertamente, que ter tomado estes últimos seis meses antes dos 30 para desenvolver meu próprio espírito, meu próprio corpo e minha própria mente (mais ou menos nesta órdem de importância) me trouxe uma clareza de raciocínio imensa, maior e mais forte do que qualquer outra que já tive na vida.
Este despertar resultou em coisas maravilhosas. Idéias, planos, projetos, esquilíbrio, comprometimento, escolhas. Mas como tudo, também trouxe à luz um… Como descrever? Ah! Um “esgoto socioemocional”, isso, trouxe à luz um esgoto socioemocional gigantesco. Eu me peguei muitas vezes me envolvendo com pessoas e situações que só me faziam mal, e até concordando ou sendo conivente com ações mal intencionadas dirigidas à mim, fazendo de conta de que nada daquilo era o que parecia ser. Loucura? Quase.
Conversando com a Carol, e depois de muitas conversas, na verdade, consegui me lembrar com absoluta lucidez da pessoa que eu sou. Sim, isso sim soa como loucura. Se eu não sabia quem era, estava fora de mim. Mas sabe, por muitos anos eu me escondi e vivi em uma inércia de sentimentos tão assustadora, que acabei me convencendo de que eu havia mudado. De que tolerava certos comentários, certos comportamentos, certas intromissões, tudo o que antes, antes da carência, antes da solidão, jamais, nem em um bilhão de anos, teria tolerado na vida.
É bom descobrir esse esgoto. A gente consegue limpar tudo. Mesmo que demore. Você também deveria tentar. Pois ninguém vive na inércia porque quer, posso afirmar com toda a certeza. Se você se submete, é por medo, por insegurança, por baixa auto-estima. Ninguém deseja essas coisas para a própria vida. Mas é tão difícil de enxegar, tão difícil. E quando a consciência vem, vem com tudo, sem dó nem piedade, como um tapa na cara que grita “ACORDE! A VIDA É SUA!”. Que alívio.
Tenho considerado a hipótese de voltar a produzir videos, mas acho que a Gisele que passou anos e anos falando sobre batom não existe mais. Não sei se a pessoa real seria muito bem compreendida. Não sei, mas tenho esta curiosidade.
Bom, por hoje era só isso mesmo. Só quis passar para dar um oi e dizer que por aqui segue tudo bem.
Gi
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