Reflexão Sobre a Raça dos Soberanos

Às vezes me pego pensando em determinadas situações e juro que não chego à conclusão nenhuma. O ser humano é uma incógnita, uma dificuldade, um poço de complicações, mas que ao mesmo tempo demonstra uma habilidade incrível de superficialidade, quase como se fosse feito de uma poça d’água rasa, fria, desinteressante.

Minhas ultimas experiências sociais não tem sido muito esclarecedoras. Quanto mais perto eu acho que estou de conhecer alguém de fato, mais longe me encontro de ter qualquer ideia de quem ele (ou ela) realmente é. Uns e outros mudam de atitude com tanta rapidez que chego a pensar que sou uma pessoa lesada demais para acompanhar tamanha habilidade de percorrer túneis imaginários de problemas e soluções (mais problemas que soluções!).
De fato, sou lesada. Mas a verdade é que estas pessoas não têm habilidade nenhuma, e sim uma incrível capacidade de complicar a vida – delas mesmas e dos outros. Percebo uma carência descabida, uma necessidade de estar sempre interagindo com outros humanos, uma coisa estranha, como se só conseguissem viver em bandos.
Nem o tempo nem as circunstâncias da vida (filhos, trabalho, doenças e perdas) são influenciáveis o suficiente para que certas pessoas amadureçam. É curioso demais. O que será que vai precisar acontecer para que estes seres consigam evoluir? Uma catástrofe?
Honestamente, nem a solidão resolveria, porque já não resolve! Percebo que, acima de tudo, estas pessoas com deficiências sociais (dizem que “sociopatia” é um conceito errôneo de algo que não pode existir, e eu ainda prefiro acreditar que estas pessoas não são necessariamente psicopatas) são extremamente sozinhas e perdidas, não se sentem amadas, e precisam constantemente se auto-afirmar tentando provar que são soberanos e intocáveis.
Como disse no começo do texto, chego a conclusão nenhuma. Apenas sigo me perguntando se vale a pena sacrificar o meu tempo com pessoas assim. Cada vez mais deixo de dedicar minhas horas e meus sentimentos fraternos a estes humanos mas confesso que sinto uma certa pena e até culpa em não conseguir “ajudá-los”. Afinal de contas, pessoas como eu – lesados – tentam sempre procurar uma desculpa para não abrir mão totalmente daqueles relacionamentos. “No fundo, ela é uma pessoa boa.”
Bobagem.
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